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O futuro é todo em microdose?

Menor perigo de superexposição da pele e desperdício de produtos são algumas das vantagens do skincare com porcentagem baixa de ativos poderosos que agem a longo prazo com aplicação constante.

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Você é do tipo que quando pensa em usar ácidos no rosto já sai correndo de medo? Pois fique sabendo que a nova macrotendência do mercado de cuidados com a pele está mirando exatamente você. Se antes ativos como retinol, AHAs e BHAs causavam terror nas peles sensíveis e eram encontrados em quase somente fórmulas manipuladas, hoje eles estão em frascos variados nas prateleiras das farmácias. O avanço tecnológico que permitiu essa mudança tem nome: são as microdoses.

O termo – mais popular quando se fala de pesquisas no tratamento de depressão e ansiedade com cogumelos alucinógenos ou LSD – chega ao universo do skincare para levar resultados de mais eficácia a um público plural devido à sua fácil absorção pelas peles sensíveis e pela economia que seus produtos proporcionam. Veja bem, ao aplicar o ácido salicílico puro na sua pele, talvez você tenha reações negativas e imagine que ele não funcione para ela. No entanto, com o advento das fórmulas com microdoses desse ativo, pode ser que sua cútis segure o tranco. Afinal, os produtos com microdoses são feitos para durar mais: você usa pouco, mas todo dia.

"A microdose funciona muito bem, principalmente para quem tem uma pele sensível ou sensibilizada. Durante o verão, quando ela geralmente fica exposta na praia e na piscina, é melhor usar doses menores. Alguns ácidos, como glicólico e retinoico, mesmo em doses pequenas, são superversáteis e ajudam a renovar a pele”, explica a dermatologista Tabata Yamasaki. As peles que mais se beneficiam desse tipo de tratamento são aquelas que têm poros dilatados, oleosidade ou até manchas pequenas.

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“O hábito de usar ácido ficou mais popular, o que não era tão comum antigamente. Muitos produtos tinham ácido hialurônico, que serve só para hidratar a pele. Os ácidos mais fortes, de tratamento, não apareciam por aí tão facilmente”, lembra a produtora de conteúdo focado em maquiagem e skincare Tabita Tonin, que faz uso desse tipo de tratamento. A acne adulta de Tonin começou a aparecer em seu rosto no começo de 2020. A pandemia só piorou o quadro. Foi quando descobriu o ácido glicólico em um tônico da The Ordinary – que comprou no escuro sem saber muito sobre – e começou a aplicá-lo diariamente.

Hoje sua a acne já está controlada devido à combinação de um tratamento com antibióticos e uma rotina diária com microdoses de ativos. “Os tratamentos que estou fazendo são para o dia a dia. Continuo fazendo testes, pois, se eu parar, o quadro de acne volta. A microdose é uma alternativa para não precisar fazer procedimentos mais agressivos”, explica. Aliás, esse tal tônico da The Ordinary se tornou um hit no Tiktok devido a seus resultados. A marca vegana e com preços acessíveis era bem mais nichada antes do viral. Atualmente, a hashtag #TheOrdinary já tem mais de 1 bilhão de visualizações.

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Mesmo assim, segundo Yamasaki, incluir ativos como retinol, ácidos glicólicos e até esfoliantes químicos em sua rotina, mesmo que em pouca quantidade, é contraindicado sem o auxílio de sua dermatologista. “As microdoses podem potencializar algum problema de pele. É preciso checar as concentrações direitinho. Não é porque você vai na dermatologista que precisa usar vários produtos. Conseguimos criar uma rotina enxuta e que caiba nas suas expectativas”, resume.

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