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Moda

De novo só que diferente

André Lima lança a segunda coleção focada em upcycling e em novas maneiras de se fazer e consumir moda.

Fotos: Gustavo Ipolito | Styling: Flavia Pommianosky e Davi Ramos | Beleza: Max Weber | Direção de arte: Rafael Monteiro | Modelo: Eduarda Bretas
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Desde que fechou seu ateliê, em 2014, André Lima escuta das clientes que suas roupas são difíceis de serem passadas adiante. "Elas dizem que sempre dá para usar de novo, em outra situação", fala o estilista. Foi com um pensamento similar que, seis anos depois de encerrar sua marca homônima, André decidiu retomar as atividades. No fim de 2020, ele lançou a AL01, uma coleção limitada de peças feitas de tecidos guardados ao longo de anos. Afinal, se suas consumidoras podem dar vida nova a suas criações, por que o próprio também não poderia?

A ideia, na verdade, surgiu entre as muitas arrumações em casa, no início da pandemia. "Encontrei caixas e mais caixas de coisas que havia comprado em viagens a Londres, ao Panamá, amostras de coleções antigas, testes de estampas", conta. "Me deparei com aquilo tudo e veio aquela vontade de fazer roupa, de voltar a criar."

Não que ele tenha parado, só não fazia isso de maneira 100% livre e autoral. Após o fechamento de sua grife, André foi dar aulas em Belém, prestou algumas consultorias e trabalhou para marcas como Hope e Iorane. Foi um movimento natural que o estilista sentia falta, após 15 anos de desfiles apoteóticos e looks deslumbrantes. "Vivemos um momento de sonho na moda brasileira por um bom tempo, queria me reconectar com o mercado", fala. "O mundo mudou e, para mim, aquilo não fazia mais sentido."

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Corta para 2020, e mais uma leva de transformações fez André questionar mais uma vez o que estava fazendo e a maneira como se produz moda. "A única certeza que tinha era que não poderia fazer nada no formato de antigamente", diz. "Precisava de algo diferente, confortável e democrático." As peças têm tamanho único, com ajustes que as tornam adaptáveis à vários corpos e ainda podem ser usadas de diversas maneiras. Devido à escassez dos materiais-base, são também limitadas, às vezes, únicas até.

"É um processo completamente diferente do que estava acostumado. Antes, criava matérias primas, tecidos especiais, estampas, era tudo do zero." Agora, o ponto de partida são os materiais disponíveis em seu acervo. As inspirações vêm das várias imagens que acumula navegando pela internet e redes sociais, além de coisas da vida. "Não tenho mais o desejo de fazer coleções gigantes nem de fazer um vestido que dure apenas um curto espaço de tempo", fala.

Depois de finalizada a primeira coleção, André se viu repetindo o que fazia no início da carreira, em 1999: "Fui batendo de porta em porta e me apresentando, mostrando minhas roupas". Uma dessas portas, no caso, era a da multimarcas Pinga, no bairro do Jardins, em São Paulo, uma das primeiras a comercializar as novas peças do estilista. É lá também que se encontram algumas das peças que você vê nesta matéria e que compõem a recém-lançada coleção AL02.

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