Cultura

Tudo sobre a exposição do MET deste ano

Depois de seis meses de adiamento, a mostra, que tem o tempo como principal temática, abriu as suas portas na quinta-feira (29.10).

Reprodução @metmuseum
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Com primeira data de abertura marcada para o dia 04 de maio, porém adiada devido à pandemia, a nova exposição do Metropolitan Museum of Art Costume Institute abriu as suas portas na quinta-feira (29.10). O tema escolhido para essa edição, "Sobre o Tempo: Moda e Duração" (no original em inglês "About Time: Fashion and Duration"), busca explorar como a moda se transformou nos últimos 150 anos e para onde ela está indo. Apesar de ter sido escolhida antes do momento pandêmico se instaurar, a temática parece atual para as incertezas e questionamentos envolvendo o passado, presente e futuro.

A mostra foi originalmente idealizada para celebrar os 150 anos do MET, apresentando peças de 1870, ano de criação do museu, até os dias atuais. As referências para a concepção vêm também dos pensamentos do filósofo Henri Bergson e das obras de Virginia Woolf. Em entrevista à Time, Andrew Bolton, curador responsável pelo espaço, opinou sobre as mudanças promovidas pela pandemia: "Seis meses atrás, o público teria enxergado a mostra de uma forma muito diferente. O interessante é como a relevância se estende agora para fora das paredes do museu".

About Time: Fashion and Duration | Met Exhibitions www.youtube.com

O adiamento ainda permitiu uma reavaliação da curadoria. Ao longo desses quase seis meses entre a data original e a abertura, a equipe alterou aproximadamente 25% do que já estava pronto. Peças recém saídas das passarelas foram adicionadas e, segundo Andrew, os protestos do movimento Black Lives Matter influenciaram uma maior inclusão de estilistas racializados. Entre os principais designers apresentados na mostra, destacam-se Cristóbal Balenciaga, Stephen Burrows, Iris Van Herpen, Olivier Rousteing, Rei Kawakubo e Gianni Versace.

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Retratando as conexões ao longo do tempo, a exposição explora a recirculação e reapropriação das ideias. Andrew Bolton percebe como a conotação da temporalidade é adequada: "Você pode imaginar se fizéssemos 'Camp' este ano? Teria sido um desastre", diz em entrevista ao WWD, fazendo referência ao tema da exposição no ano passado. "Essa apresentação está com uma qualidade contemplativa, reflexiva e de quietude".

Para ir pessoalmente à mostra, os ingressos precisam ser solicitados com antecedência e apenas 50 pessoas estão sendo permitidas no espaço a cada 45 minutos. Os livretos físicos com informações sobre as peças exibidas e o conceito da apresentação viraram um material online disponível no site do museu. E, para os que não podem ir pessoalmente, há a possibilidade de participar do tour digital guiado.

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Aos 32 anos, o japonês tem uma história que mais parece um conto de fadas e está exibindo as suas principais criações em uma mostra gratuita em São Paulo (aberta do dia 20/10/20 ao dia 10/01/2021).


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