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Divulgação/ Warner Bros.
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Adaptar um livro de 900 páginas não parece ser das escolhas mais sãs. Mas Denis Villeneuve (Blade Runner 2046, A chegada) lançou nessa quinta-feira (21.10) Duna, longa de quase três horas que promete ser o primeiro de uma franquia.

Com um elenco de peso, a aguardada produção foi primeiro exibida no Festival de Cinema de Veneza, onde foi aplaudida durante seis minutos. Inspirado no livro homônimo de Frank Herbert, lançado em 1965, considerado por muitos como o maior romance de ficção científica já escrito, o filme usa a tecnologia atual para criar o futuro que o autor imaginou no passado, resultando em cenários deslumbrantes.

Duna | Trailer Principal Oficial - Legendado www.youtube.com

Em um futuro distópico, quando a humanidade desbravou o universo, o jovem nobre Paul Atreides (Timothée Chalamet, no filme de Villeneuve) se muda para o árido planeta Arrakis, ou Duna, que foi dado como feudo para sua família. Apesar do clima hostil, lá está o maior reservatório de melange, especiaria que permite viagens intergaláticas. Quem tiver o controle de Arrakis, tem o controle financeiro do império.

A trama de Herbert entrelaça conflitos geopolíticos, religiosos, sociais, mas Villeneuve enxuga os excessos e entrega ao público o que eles precisam para entender a história naquele momento. O diretor canadense, no entanto, fracionou o livro em duas partes. Duna: Parte II dependia do sucesso de seu antecessor para receber o aval do estúdio. Menos de uma semana depois da estreia do primeiro filme — que arrecadou cerca de 233 milhões de dólares de bilheteria no mundo, segundo o site Box Office Mojo —, a Legendary Entertainment confirmou a sequência.

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"Não deveria dizer isso, mas direi que, para mim, Duna: Parte I é como um aperitivo", disse Villeneuve à Variety. "Duna: Parte II é a refeição principal, em que poderemos adicionar muito mais. Ainda que a primeira parte tenha sido, de longe, o meu projeto mais emocionante de todos os tempos, a segunda já está me deixando mais animado". A segunda parte da história está prevista para chegar aos cinemas em 23 de outubro de 2023.

A seguir, conheça mais sobre o livro e sua adaptação cinematográfica:

O livro

Vermes de Areia Duna

Vermes de Areia, que estampam a capa da edição atual de "Duna", da Aleph.

Divulgação

A história de Herbert surgiu enquanto ele escrevia uma matéria para uma revista sobre um programa do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos a respeito das dunas de areia em Florence, no estado de Oregon (EUA). A pesquisa acabou por evoluir para desertos e a cultura dos moradores dessas áreas.

Seu trabalho culminou em duas histórias curtas de ficção científica sobre heroísmo dos homens e mulheres do deserto, publicados na prestigiada revista Analog Science Fact & Fiction. Mas, insatisfeito, Herbert se debruçou nos contos e lançou o épico Duna. O livro foi rejeitado por mais de vinte editoras antes de ser aceito pela Chilton, da Filadélfia, que desafiou a então preferência dos leitores por histórias mais curtas.

Embora Duna tenha ganho o Nebula e Hugo, os dois prêmios de ficção científica de maior prestígio do mercado literário, o livro não foi um sucesso comercial imediato. Sua base de fãs cresceu ao longo dos anos 1960 e 1970. Herbert escreveu outros dois livros sobre o mesmo universo, Os filhos de Duna, lançado em 1976, e O imperador-deus de Duna, de 1981. Com o aval do pai, Brian Herbert continuou a saga e em 1984 lançou As hereges de Duna, e dois anos depois, As herdeiras de Duna, concluindo a história.

Cinquenta anos depois, Duna é vendido aos milhões ao redor do mundo e considerado fonte de inspiração para outras grandes sagas, como Star wars e Game of thrones — as similaridades entre a obra de Herbert e de George Lucas são tão grandes que, em entrevista à Associated Press em 1977, o escritor disse que "tentaria muito" não processar o diretor.

História Inadaptável

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Oscar Isaac e Josh Brolin em "Duna"

Divulgação

A edição mais recente do livro, lançada no Brasil pela editora Aleph, possui cerca de 900 páginas. Delas, as 100 primeiras apenas contextualizam o leitor no universo criado por Herbert. Arakis, Caladan, Melange são apenas alguns dos conceitos explicados na primeira parte do livros, todos relacionados à sociedade, religião e política do universo criado por Herbert e indispensáveis para entendê-lo. Como, então, adaptá-los para um filme?

Não seria possível ignorá-los, pois prejudicaria o entendimento do espectador. Apenas inseri-los nos diálogos sem nenhuma explicação também não seria uma boa opção, pois deixaria quem assiste tão perdido quanto. O diretor saiu pela tangente, explicando-os, brevemente, conforme eles aparecem na história, dando assim ao espectador a informação no momento em que ele precisará dela.

Quem é quem em “Duna”

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Rebecca Ferguson, Zendaya, Javier Bardem e Timothée Chalamet em "Duna"

Divulgação

Duna tem um elenco estrelado. Saiba quem é quem no filme de Villeneuve:

Timothée Chalamet é Paul Atreides: filho do Duque Leto Atreides e de Lady Jessica, herdeiro da casa real Atreides. Apesar de ter nascido homem, foi treinado pela mãe segundo os dogmas das Bene Gesserits e desenvolveu poderes como a Voz. Desde pequeno, tem visões e sonhos do que pode acontecer no futuro.

Zendaya é Chani: uma reprepresentante dos Fremen, povo natural de Arrakis. Tem os olhos azuis por viver em constante contato com o mélange, uma especiaria encontrada no deserto de seu planeta que permite aos humanos pilotar espaçonaves pelo universo.

Oscar Isaac é Duque Leto Atreides: pai de Paul e chefe da casa real Atreides. Seu planeta natal é Caladan, rico em água, mas o imperador o transfere para Arrakis.

Rebecca Ferguson é Lady Jessica Atreides: concubina de Duque Leto e mãe de Paul, seu herdeiro oficial. Ela é uma Reverenda Madre das Bene Gesserit.

Jason Momoa é Duncan Idaho: membro do exército de Atreides e treinador de combate de Paul. Um dos primeiros a visitar Arrakis e fazer contato com seu povo, os Fremen.

Dave Bautista é Rabban Harkonnen: sobrinho do Barão Harkonnen e o último a governar Arrakis antes da chegada dos Atreides. Não respeitava a população local, os Fremen, tampouco media esforços para a extração do melange.

Javier Bardem é Stilgar: líder dos Fremen.

Villeneuve x streamings

Denis Villeneuve Timoth\u00e9e Chalamet Duna

Denis Villeneuve e Timothée Chalamet nas gravações de "Duna".

Divulgação

Duna estava previsto para chegar aos cinemas em dezembro de 2020. Mas, por causa da pandemia de Covid-19, o longa foi adiado para outubro de 2021, e nesse meio tempo, passou por algumas refilmagens. A ideia, no entanto, era que o filme fosse lançado simultaneamente na HBO Max e nos cinemas — o que não agradou Villeneuve.

Quando soube da notícia, o diretor disse à revista britânica Total Film que estava desapontado com o fato da pandemia ter atrapalhado a estreia de Duna, e a apontou como uma grande "inimiga do cinema". Anteriormente, o Villeneuve já havia criticado a "era dos streamings", em conversa com a Variety: "Esses serviços são uma adição positiva e poderosa aos ecossistemas do cinema e da TV. Mas quero que o público entenda que não pode sustentar a indústria cinematográfica como a conhecíamos antes da Covid-19. O streaming pode produzir ótimo conteúdo, mas não filmes do alcance e qualidade de Duna".

O diretor tanto fez que a estreia do filme aconteceu exclusivamente nos cinemas. Ele, sim, será disponibilizado na HBO Max no futuro, mas sem data definida.

Outras adaptações de​ "Duna"​

Duna David Lynch

"Duna" de David Lynch

Divulgação

Duna já foi adaptada para os quadrinhos, para uma minissérie do canal Syfy e um filme dirigido por David Lynch, lançado em 1986, considerado um fracasso entre o público e a crítica na época, mas elevado à cult anos depois (a produção está disponível na Netflix, Amazon Prime Video, Star+ e no Telecine Play).

O longa conta com Kyle MacLachlan (Twin peaks) como Paul Atreides, Patrick Stewart, Linda Hunt e até o cantor Sting. Boa parte da equipe atribui a falta de sucesso do filme ao produtor, Dino De Laurentiis: "Se (Lynch) pudesse ter feito o filme que queria, teria sido brilhante", afirmou Francesca Annis, que interpretou Lady Jessica na produção, em uma entrevista recente ao portal Deadline. "Dino já estava pensando nas vendas de home-video."

Mas antes de Lynch começar a trabalhar em sua adaptação de Duna, o diretor chileno Alejandro Jodorowsky tinha planos grandiosos para transformar o livro em filme. Mas, segundo ele, sua ideia era criar o maior filme da história. Para isso, chegou a escalar Salvador Dalí, Orson Welles e Mick Jagger, além do Pink Floyd, que havia acabado de lançar o álbum The dark side of the moon, para criar a trilha sonora.

Os planos de Jodorowsky, no entanto, nunca saíram do papel. Nenhum estúdio nos Estados Unidos topou entrar nessa — não porque não confiassem em seu trabalho, mas porque o projeto era comercialmente inviável, e Jodorowsky estava inflexível. Enquanto as distribuidoras pediam que o filme tivesse, no máximo, duas horas, o diretor insistia que ele tivesse de dez a doze horas.

Apesar do projeto ter caído por terra, Jodorowsky afirma que suas ideias serviram com inspiração para outros filmes de sucesso, como Star wars, Star trek, Indiana Jones e os caçadores da arca perdida, O exterminador do futuro e Flash Gordon.

Confira outras imagens de "Duna"

Divulgação

Zendaya como Chani em "Duna"

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