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Foto: Getty Images
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Em 125 anos de história, os jogos olímpicos nunca foram adiados. Somente as guerras mundiais impediram os atletas de disputar uma olimpíada. Postergados pela primeira vez por causa da pandemia, os Jogos Olímpicos de Tóquio começam nesta sexta-feira, 23 de julho, e devem trazer muitas surpresas até 8 de julho, quando se encerram.

Mesmo para quem não acompanha o dia a dia dos eventos esportivos, é difícil não se emocionar com histórias de atletas que passam boa parte da vida em busca da evolução, têm muitas vezes o futuro definido por uma fração de segundo e desafiam constantemente a dor e o cansaço.

Confira a seguir cinco documentários estrelados por grandes nomes do esporte (três deles disputarão a olimpíada) e que estão disponíveis no streaming:

Naomi Osaka: estrela do tênis (Netflix)

A tenista de 23 anos levantou recentemente uma discussão sobre a depressão entre atletas, quando desistiu de participar dos torneios de Roland Garros e Wimbledon, alegando que tinha que preservar sua saúde mental. O documentário que acaba de estrear no Netflix joga luz sobre essa discussão ao repassar a vida de Osaka, desde que ela se tornou a primeira asiática a vencer um torneio de Grand Slam. Em 2018, ela derrotou na final do US Open a super campeã Serena Williams. Após a partida, Osaka só faltou se desculpar por ter derrotado a tenista que era um ídolo seu. Com a conquista, foi alçada à ícone pop da noite para o dia. Mas, como ela mesma diz na série, "ninguém te prepara para o que vem depois".

Dividida em três episódios, a série mostra Osaka lutando para se manter como a número 1 do mundo nos anos seguintes. Seu receio é se tornar uma pessoa que só tem valor quando vence. Se a vitória não vem, o que sobra então? Naomi chega a dizer na série que falta a ela mentalidade de campeã. Na tentativa de se fortalecer, se aproxima de Kobe Bryant. A relação dos dois é interrompida em janeiro de 2020, com a morte do jogador de basquete em um acidente de helicóptero. A tenista desaba com a partida do amigo e mentor, como se não tivesse conseguido corresponder ao que Bryant esperava dela. Osaka conta que, antes do acidente, quase um enviou uma mensagem pedindo conselho a ele. Só não mandou porque não quis parecer uma derrotada. Dói constatar que isso não será mais possível.

A série também revela um pouco da intimidade de Osaka, a vida em família, a casa nova, sua ligação com a moda e as várias sessões de foto que participa. Mais do que uma jovem tenista em busca de ser imbatível nas quadras, Osaka é uma menina tímida, com opiniões fortes e engajada na luta por direitos civis. A tenista é filha de mãe japonesa e pai haitiano, que escolheu competir pelo Japão e nem por isso sente-se menos afro-descendente, como sugerem alguns.

Osaka é uma forte candidata à medalha em Tóquio. Duas de suas principais adversárias, que estão na série documental, não irão a Tóquio: Serena desistiu e Coco Gauff testou positivo para covid-19.

Gabriel Medina (Globoplay)

Gabriel Medina achava que seu negócio era a bola e o futebol. Ainda bem que ele deu uma chance para as ondas, por sugestão de um amigo de infância. Logo que descobriu o surfe, era capaz de ficar na praia até anoitecer e esquecer de todo o resto. E segue assim até hoje. Não importam as condições do tempo e nem das ondas para Medina se conectar com o mar. Ele também se lembra de uma sensação que sempre o acompanhou: a de ter tudo sob controle. Por isso, o atleta de 27 anos demonstra não se intimidar quando a disputa pela melhor onda esquenta. Ele é o surfista que consegue virar uma bateria a seu favor, mesmo a poucos minutos do final da prova. Algumas de suas performances memoráveis que lhe renderam dois títulos mundiais foram reunidas no documentário que leva seu nome.

Medina é também uma das maiores esperanças de medalha para o Brasil, na estreia do surf como esporte olímpico. Os outros brasileiros candidatos ao pódio são Ítalo Ferreira, Tatiana Weston-Webb e Silvana Lima. As disputas do surfe acontecem nas ondas de Tsurigasaki, na cidade de Chiba, a 60 quilômetros de Tóquio, a partir do dia 25 de julho.

Simone vs herself (Facebook Watch)

Simone Biles está entre as melhores ginastas de todos os tempos. Até aqui, contabiliza cinco medalhas olímpicas e 19 títulos de campeã mundial. Antes do adiamento dos jogos, Biles anunciou que se aposentaria logo depois de competir em Tóquio. Com a mudança de data, a estadunidense achou que não seria capaz de aguentar mais um ano treinando em alto nível. Nem tanto pela parte física, mas pela mental. Aos 24 anos, ela diz se sentir velha, cansada, mas segue treinando. E continua a surpreender o mundo fazendo o que parece humanamente impossível de atingir, como mostra o documentário Simone vs herself.

Ao longo dos episódios de 20 minutos, acompanhamos a rotina de treinos de Biles, a ginasta na companhia do namorado, a relação com os pais (que, na verdade, são seus avós biológicos e assumiram a criação das netas) e os preparativos para um salto jamais tentado por mulheres em uma Olimpíada. Em maio, Biles se tornou a primeira ginasta a conseguir fazer um movimento chamado Yurchenko double pike, considerado extremamente perigoso.

Being Serena (HBO Max)

Serena Williams é a máquina de triturar adversárias que conhecemos. Tem 23 títulos de Grand Slam – estrelas do tênis masculino, Novak Djokovic, Rafael Nadal e Roger Federer têm 20 títulos cada. A estadunidense foi treinada desde cedo para vencer. E só isso parece importar. Mas o documentário Being Serena tem o mérito de revelar um lado mais vulnerável da campeã do tênis. A Serena das quadras parece irreconhecível, quando ela fala para a câmera sobre a maternidade e sobre o medo de retornar ao tênis após o parto da filha. A equipe do documentário acompanha a tenista até a sala de parto, e o público assiste a reação da atleta ao ver a filha pela primeira vez. Vê também uma Serena que não se preocupa com a aparência impecável e se deixa fotografar como é na intimidade. Aos 39 anos, a tenista, que tem quatro medalhas de ouro em Olimpíadas, decidiu não participar de Tóquio, alegando que tem vários motivos para isso, sem revelar quais.

Road to glory (Olympic Channel)

Road to Glory – Ginástica

olympics.com

Dividida em seis episódios, a série aborda os esportes mais tradicionais dos jogos olímpicos e os nomes que fizeram história em cada modalidade. São velocistas, maratonistas, atletas do ciclismo e dos esportes aquáticos. O quinto episódio é dedicado à ginástica e mostra como essa modalidade foi usada como propaganda de regimes políticos ao longo dos anos: da Alemanha de Hitler, passando pelo domínio da antiga União Soviética, ao surgimento de novas potências, como China e Estados Unidos. Mas foram as mulheres, que só puderam competir a partir da Olimpíada de Helsinque, em 1952, que provocaram as maiores transformações na ginástica. Road to glory relembra, com imagens preciosas de arquivos, as pioneiras do esporte, revive a até então inédita nota 10 de Nadia Comaneci, em Montreal, em 1976, e todos os outros nomes que surgiram depois movidas pelo mesmo objetivo: elevar a ginástica ao patamar da perfeição. Road to glory pode ser visto gratuitamente pelo site do Olympic Channel ou por apps de celular e TV.

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