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Almas mais sensíveis não suportariam muito tempo no Big Brother Brasil. E nem estamos falando aqui da tensão dos paredões, da eterna vigilância ou das tretas por causa de uma fatia de pão. A questão é: a produção caprichou na overdose de cores, formas e misturas para criar a decoração da casa mais vigiada do Brasil. Se assistindo pela telinha a gente já fica meio atordoado só de ver aquele ambiente, imagine passar três meses confinado dentro dele.

Mas se engana quem pensa que essa cenografia multicolorida é apenas um plano maléfico do Boninho para acirrar ainda mais os ânimos entre os brothers. A verdade é que a decoração da casa construída para esta edição tem inspiração em um importante estilo que marcou o design décadas atrás – e que está voltando com força nos últimos tempos. Quer saber mais sobre ele? Acompanhe:

Esta é uma história com trilha sonora. Antes de continuar a leitura, coloque "Stuck Inside of Mobile with the Memphis Blues Again" para tocar na voz de Bob Dylan. O ano era 1980 e era a primeira vez que o arquiteto, designer e publicitário austríaco radicado na Itália Ettore Sottsass reunia um grupo de amigos em sua casa em Milão. O intuito, atrevido, era criar uma nova identidade para a arquitetura e o design da época, que patinava com a falta de rumo do modernismo.

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A canção de Bob Dylan, que se repetia ao fundo, batizou a iniciativa. O duplo sentido da palavra Memphis – associada à cidade no Tennessee e também à capital do Egito Antigo – representava bem toda a multiplicidade de ideias do recém-fundado coletivo. O Memphis Milano, também chamado Memphis Design e Grupo Memphis, queria reviver o chamado Anti-Design a partir de materiais plásticos laminados e terrazzo (similar ao granilite), sempre carregando nas cores e nas geometrias abstratas. O primeiro núcleo de participantes tinha nomes como o de Alessandro Mendini, Javier Mariscal e Paola Navone – todos profissionais de sucesso em suas carreiras solo.

Pois a casa do BBB incorporou com vontade os princípios propagados por Sottsass e retomados recentemente pelo Salão do Móvel de Milão, mesmo palco da primeira exposição do grupo, em 1981. A profusão de cores fortes presente em todos os ambientes tem o mesmo ar kitsch defendido pelos italianos rebeldes há cerca de 40 anos.

Malhação nervosa na academia BBB.

Ao longo dessas décadas, o traço atrevido do Memphis Milano ganhou vários defensores de peso, inclusive no mundo da moda: Karl Lagerfeld gostou tanto das peças que preencheu sua residência de verão em Monte Carlo com os móveis Memphis. O cantor David Bowie também era um colecionador de peças nesse estilo. Depois de sua morte, em 2016, seu acervo de móveis e utilitários Memphis arrecadou mais de 1 milhão de libras num leilão da Sotheby’s.

Volta e meia, a influência do estilo também pode ser vista na passarela. Procure pela coleção outono-inverno de Christian Dior 2011-2012 ou ainda pelo desfile de inverno que a Missoni preparou em 2015.

Confira na galeria abaixo alguns exemplos do estilo Memphis Milano.

Foto: Divulgação

A estante Carlton 303 é uma das peças mais populares do Memphis e constava no catálogo de itens da coleção privada de David Bowie.

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