Moda

​A febre do nap dress, o "vestido da pandemia"

A empresa Hill House Home chegou a faturar US$ 1 milhão em meia hora com a venda do vestido. Inicialmente uma marca de roupa de cama, hoje ela mudou a sua bio no Instagram para "house of the nap dress".

Hill House Home | @Juliaberolzheimer
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Você se lembra do vestido de morango da designer Lirika Matoshi, que foi tema de um episódio do nosso podcast em setembro? Na época, a gente comentou aqui que ele era a roupa-sensação da quarentena. Pois é, mas agora parece que outro vestido veio tomar esse lugar. É o nap dress, ou, traduzindo, o vestido da soneca.

Basicamente, o nap dress é um vestido bem confortável, com um quê de camisola, mas que é apresentável o suficiente para ir para a rua, fazer uma reunião por vídeo chamada e, claro, ser postado nas redes sociais. Ou seja, pra muita gente, virou a roupa ideal para atravessar esse momento mais recluso imposto pela pandemia.

Já há várias etiquetas que investem nesse estilo, mas quem lançou a onda, curiosamente, não foi uma marca de moda, mas sim a empresa nova-iorquina Hill House Home, que é especializada em roupas de cama, mesa e banho de alto padrão. Com o sucesso dos vestidos, o nap dress acabou virando o carro chefe da empresa, que oferece agora diversas estampas e modelos, por preços que vão de 75 a 200 dólares.


Os modelos mais populares da marca têm o busto em lastex, aquele elástico franzidinho, e têm mangas também franzidas ou até meio bufantes, com estampas florais, numa pegada bem cottagecore.

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Para você ter uma ideia do sucesso do nap dress, há duas semanas, quando a Hill House colocou um novo modelo na loja virtual, as vendas desses vestidos somaram 1 milhão de dólares em apenas meia hora, de acordo com informações do site The Business of Fashion.

Nas redes sociais, uma das melhores garotas propagandas do nap dress é a própria fundadora da Hill House Home, Nell Diamond. A empresária, que acabou de ter filhos gêmeos, postou diversas fotos grávida, e agora com os bebês, sempre de nap dress.

Esta notícia faz parte do episódio #25, do Pivô Podcast. Para ouvir na íntegra, clique aqui.

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