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Fotos Cortesia | Dior
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A diretora de criação Maria Grazia Chiuri decidiu apresentar a coleção de cruise 2022 da Dior em Atenas, na Grécia. Segundo comunicado oficial, a inspiração partiu de uma série de fotografias de uma das coleções de alta-costura de Monsieur Dior, tiradas perto do Partenon, em 1951. Mas existem outros elementos que ajudam a entender a escolha da locação e, principalmente, as roupas desfiladas.

Vamos começar pelo cenário: o Estádio Panatenaico, também conhecido como Calimármaro. Dá para dizer que é o berço dos esportes na nossa civilização. Era onde os gregos se exercitavam e competiam já nos anos 300 A.C. E essa conexão atlética é o ponto central da coleção.


Na passarela, ou melhor, na pista, uma fila imensa de modelos desfilou looks que combinavam trajes e elementos tradicionais da cultura helênica com tecidos e modelagens comumente vistas em uniformes esportivos. Alguns já eram velhos conhecidos de Chiuri, como o colete de esgrima, presente desde sua estreia na maison, em 2016. As botas, as bolsas tipo de academia e as alças largas também são recorrentes em seu trabalho. A novidade vem no tratamento de materiais, na construção e na modelagem.


Pense numa blusa com decote de um ombro só feita de tecido com aparência sintética, tipo náilon. O caimento, porém, é sensual, leve, como se fosse uma peça de seda. Agora, imagine uma versão moderna do peplo, aquele vestido-túnica naturalmente drapeado usado na Grécia Antiga. Quase transparente, cheio de plissados, só que arrematados com tênis. Ou então a jaqueta Bar, do New Look, ou uma camisa de seda combinada com um harness de couro e tachas, em referência às armaduras dos soldados gregos.

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Dá ainda para falar das estampas de corpos masculinos entrelaçados, como os desenhos de lutadores encontrados em alguns vasos gregos e da combinação de branco, azul, verde-oliva e dourado na maioria dos looks. Mas são detalhes.

De volta ao assunto principal, existem diferentes maneiras de olhar para o cruise 2022 da Dior. Considerando que essas coleções são pensadas para momentos de férias e lazer, está tudo certo. São peças leves, sensuais até, fáceis de usar e, de certo modo, práticas. Sem contar que a Grécia é um dos principais destinos de veraneio da Europa.

Levando em conta que os jogos olímpicos são em julho e essas roupas só vão chegar às lojas entre o fim deste ano e o começo do seguinte, o timing talvez esteja um pouco desajustado. É difícil não fazer essa conexão, ainda mais na cidade e país que deram origem às Olimpíadas.

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Por outro lado, os esportes nunca estiveram tão conectados às nossas vidas. Em tempos pandêmicos mais ainda. Não que seja legal ir à academia ou praticar atividades coletivas, não é por aí. Mas a praticidade, funcionalidade, liberdade de movimentos e conforto das roupas esportivas, há tempos, foram assimilados aos nossos guarda-roupas.

Não é nenhuma novidade, sabemos. E o styling também não ajuda nesse sentido. Alguns looks lembram ideias já bem conhecidas e manjadas do streetwear e até de outras grifes de luxo. Se a intenção é cativar uma clientela mais jovem, isso talvez seja uma questão.

Ainda assim, é bom ver Maria Grazia Chiuri desapegando da estética fantasiosa das últimas coleções. O pre-fall 2021 e o inverno 2021 são bons exemplos desse equilíbrio. Aliás, é interessante notar como as coleções de meia-estão têm se destacado nesse mix. Talvez pela importância comercial, pre-fall e cruise (ou resort, dá no mesmo) têm sido responsáveis por algumas das novidades mais interessantes da Dior. Sonhar é preciso, mas depois de tanto tempo isolados, estamos todos ansiosos por mais contato real.

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