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Em janeiro de 2020, Jean Paul Gaultier anunciou sua aposentadoria. Ele já havia deixado o prêt-à-porter de lado e estava focado apenas na alta-costura, mas agora decidiu se afastar geral. Ou quase. Além de continuar no conselho da sua marca homônima, hoje administrada pelo grupo Puig, o estilista tinha uma última coleção de despedida para apresentar. No caso, em parceria com a designer japonesa Chitose Abe, diretora de criação e fundadora da Sacai.

Abe é a primeira de um time de estilistas convidados a assumir as linhas do francês. No ready-to-wear, as primeiras peças com assinaturas dos novos colaboradores foram divulgadas em maio. São uma série de interpretações de códigos do estilo de Gaultier, misturado à identidade de cada designer.

Na alta-costura, demorou um tantinho mais. O desfile já deveria ter acontecido há cerca de um ano, mas precisou ser adiado duas vezes devido à Covid-19. Com o retorno dos eventos presenciais em Paris, ele finalmente aconteceu nesta quarta-feira, 07.07.

O que se viu na passarela foi uma versão mais elaborada dessa fusão de dois universos criativos. Universos, aliás, não tão distintos assim. Gaultier é famoso pela desconstrução – de peças, conceitos e tradições. Abe, é conhecida pela reconstrução de peças híbridas, tipo uma camisa que também é saia, ou um vestido que virou jaqueta e vice-versa.

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Agora pensa exatamente nisso, só que na alfaiataria risca de giz que Gaultier tanto gosta, com aquela silhueta anos 1940 em processo de remodelagem, com várias aberturas e sobreposições. Ou então, com motivos militares e elementos utilitários, também sempre presente no trabalho do francês. Tem ainda a estampa náutica toda recortada, o bustiê cônico retrabalho e aplicado em ombros, cotovelos e joelhos, os looks total jeans e as onipresentes segundas peles "tatuadas".

Colaborações estão em alta, principalmente entre marcas de luxo, comumente avessas a qualquer interferência externa. É algo, aliás, que vem acontecendo com uma certa frequência. Dries Van Noten e Christian Lacroix, Balenciaga e Gucci são bons exemplos. A ideia é boa, porém um tanto mal explorada entre Gaultier e Sacai. Depois de tanta espera, dá vontade ver um pouco mais do que homenagens e revisões de looks icônicos – ainda quando lembramos que todas as últimas apresentações da marca foram sobre isso.

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