Maisa com look xadrez vermelho na capa da ELLE View de dezembro

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Chegamos à última ELLE View do ano e temos o prazer de apresentar Maisa como nossa estrela da capa. Aos 18 anos, completados em maio em meio à pandemia, ela lança Mudah, sua primeira empresa, e conta tudo sobre esta nova fase de sua carreira. A atriz-apresentadora-influenciadora também falou sobre chegar à maioridade, como essa nova idade impacta na sua relação com a moda e com a beleza, a vontade ou não de fazer faculdade e se especializar cada vez mais por meio de cursos de diversos assuntos.

Confira um trecho da entrevista aqui e assine a ELLE View por este link (ou, caso você já seja assinante, acesse a matéria aqui).

Maisa com vestido de bichinhos de pel\u00facia na ELLE View de dezembro. Maisa fala sobre sua nova empresa e a maioridade na ELLE View de dezembro.Foto Pedro Pinho

De onde veio a ideia da empresa? Como você aparece nela?

Foi uma coisa que eu guardei a sete chaves por muito tempo. Nem os meus amigos sabiam. A empresa se chama Mudah, e o Guilherme Oliveira, que cuida da minha carreira há seis anos, juntamente com os meus pais, é meu sócio. O Guilherme sempre ajudou a gente a expandir nas redes sociais todo o trabalho que eu já vinha fazendo na televisão. Mudah significa "fácil" em malaio, porque a nossa ideia é facilitar esse dia a dia, esse diálogo. Temos operado secretamente e, agora que anunciamos, a galera já vai ter uma noção do que a gente está fazendo e de qual é a identidade que queremos passar. Quando nos contratam para fazer um projeto, a gente se encaixa ali e faz todo o suporte do artista, o que ele precisa, o que a marca precisa dele. Apesar de ter uma rotina muito corrida e de eu ter os meus projetos como atriz e apresentadora, eu estou muito dedicada a esse trabalho.

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Você estava ansiosa para os 18 anos?

Sendo sincera, ano passado eu não ligava para fazer 18 anos. Se pudesse, eu queria ter 15 para sempre. Acho uma idade maravilhosa, fui muito feliz nela e gostaria de ter parado por ali. Mas, no início do ano, meus amigos começaram a perguntar se eu ia fazer festa e eu comecei a achar legal a ideia. Comecei a me planejar em fevereiro, e em março veio a pandemia. Ou seja, quando eu comecei a curtir a ideia da maioridade, quando começou a entrar na minha cabeça, veio a pandemia. E daí eu quis ressignificar essa data porque eu estava bem pra baixo, desanimada porque não poderia ver ninguém. Então surgiu a ideia de fazer a live, que foi uma maneira de ajudar outras pessoas, e teve até a Selena Gomez. Acho que foi a melhor coisa que eu poderia ter feito. Tem sido uma idade muito especial e muito por causa desse episódio da minha live.

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"Eu nunca quis pular etapas com o meu corpo ou com a minha carreira, então sempre usei coisas que eram adequadas à minha idade."

O momento de sair da escola foi confuso para você? Chegou a pensar em fazer faculdade?

Eu sempre fui muito direcionada quanto ao que eu queria da minha carreira. Eu sempre soube o que queria fazer, as coisas que eu queria criar, os meus projetos. Só que depois que saí da escola, no ano passado, eu fiquei pensando: "Será que eu presto vestibular para o segundo semestre de 2020?" Aí veio a pandemia, e que bom que eu não fiz isso. Ainda não vejo o peso de decidir uma graduação ou algo do tipo. Eu quero continuar fazendo cursos até me sentir segura para parar alguns anos e estudar determinado assunto, por exemplo.

Você tem vontade de fazer faculdade, então?

Acho que sim. Faria cinema ou publicidade.

Maisa capa da ELLE View de dezembro, com chamada Ritos de Passagem. Maisa é capa da ELLE View de dezembroFoto Pedro Pinho

"Eu tinha uma relação de insegurança com isso (moda), mas depois fui me permitindo experimentar coisas e entender que nem tudo é pra gente o tempo inteiro e está tudo bem".

E como é sua relação com a moda?

Ela foi mudando muito, mas é inevitável a importância da moda na minha vida, principalmente para eu chegar até onde estou hoje. Como apresentadora, aos 5 anos, eu já tinha uma referência de moda, que era a Shirley Temple. Todas as minhas roupas no SBT eram inspiradas nos figurinos dela. A moda sempre esteve muito presente na minha vida.

Acho que eu fui começando a ter mais liberdade para desenhar meu estilo com uns 15 anos, porque antes disso eu ficava muito presa a querer parecer com todo mundo com quem eu estudava e com quem eu convivia. Eu tinha uma relação de insegurança com tudo isso, mas depois fui me permitindo experimentar coisas novas e acompanhar algumas tendências, não acompanhar outras, entender que nem tudo é pra gente o tempo inteiro e está tudo bem.

Hoje em dia, eu adoro me divertir com moda e brincar de ser uma pessoa diferente através dos filmes e dos editoriais. Eu amo isso e quero continuar assim para sempre, com essa relação leve, sem cobrança. Acho que as pessoas estão entendendo mais ou menos quem eu sou através do que eu visto, e isso é muito muito legal.

Agora, com 18 anos, você acha que seu estilo vai passar por algum tipo de mudança?

Eu nunca quis pular etapas com o meu corpo ou com a minha carreira, então sempre usei coisas que eram adequadas à minha idade. As pessoas devem ter percebido isso. Agora, com 18, meu estilo vai mudar, sim. Acho que sempre numa crescente, mas sem perder a essência. Podem esperar me ver usando coisas que eu nunca usei, porque estou na fase de experimentar coisas novas, de ir para um lado mais fashion, e estou adorando. Mas sempre aos pouquinhos.

Você tem uma relação importante com o cabelo, né? A sua imagem com cachinhos está muito presente na cabeça das pessoas até hoje.

Quando meu cabeleireiro cortou meu cabelo, ele falou assim: "A gente está ressignificando os cachos da Maisa". Muita gente se referia a ele como uma referência ruim, "não quero meu cabelo igual aos cachinhos da Maisa". E está tudo bem, porque elas queriam aquelas ondas de comercial de beleza. Só que os meus cachinhos de criança também não eram meus. Eles eram feitos com babyliss, e agora a gente está descobrindo um formato diferente dele. Meu cabelo é um cabelo que tem ondas, tem alguns cachos também e umas partes lisas. Ele não deixa de ser da Maisa só porque ele não é o que era dez anos atrás.

"Acho que, em alguns lugares, as pessoas duvidam de pessoas com idades diferentes, principalmente jovens e, especificamente, mulheres jovens. Acham que a gente não vai aguentar. Mas eu nunca me intimidei com isso, eu ia lá, acreditava no meu potencial e as coisas funcionavam".

Sempre deram espaço a você nos seus projetos, mesmo quando muito jovem?

Teve situações e situações. Acho que, em alguns lugares, as pessoas duvidam de pessoas com idades diferentes, principalmente jovens e, especificamente, mulheres jovens. Acham que a gente não vai aguentar. Mas eu nunca me intimidei com isso, eu ia lá, acreditava no meu potencial e as coisas funcionavam. Por isso, sempre que eu posso, eu impulsiono outras mulheres. Na minha empresa, só tem o Gui de homem. É uma empresa muito feminina, e eu gosto de levar essas mulheres comigo, de estimular o potencial delas. Eu quero continuar fazendo isso com pessoas jovens, principalmente com aqueles que não sentiam que estavam sendo ouvidos ou estavam sendo descredibilizados quando tentavam fazer algo novo.

Maisa \u00e9 capa da ELLE View de dezembro Maisa é capa da ELLE View de dezembroFoto Pedro Pinho

Gostou? Tem muito mais entrevista e também o ensaio completo assinando a ELLE View por este link.

Nesta edição da ELLE View, falamos de ritos de passagem e, para encerrar este ano de incertezas e caos, ouvimos relatos e histórias inspiradores de pessoas que se reinventaram, raspando a cabeça, mudando de casa ou ampliando sua presença nas redes de forma construtiva, como na matéria "Um ano, uma vida", com personagens como a Pequena Lo. Também listamos 20 séries, filmes e livros que falam sobre as dores do processo de amadurecimento e refletimos sobre como até as roupas têm um papel decisivo em nossas transições.



Neste episódio, a equipe da ELLE Brasil reúne os maiores acontecimentos de moda e de beleza deste ano.



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