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Em maio de 2020, fazia quase 90 dias que as primeiras quarentenas foram decretadas no país. Naquele mês, publicamos uma série de seis reportagens com relatos de profissionais de vários setores da indústria da moda sobre os desafios que já se impunham e o enfrentamento de uma pandemia com consequências e impactos sem precedentes.

À época, ainda tinha muita gente acreditando que dali a poucos meses um mínimo de normalidade seria restabelecido. Foi o completo oposto. Já são mais de meio milhão de brasileiros silenciados não só por um vírus, mas pela negação de combate por parte do presidente, seus ministros e apoiadores.

Ao longo desses 15 meses, a única certeza era a incerteza – e o anseio urgente pela vacina (desejo real-oficial de 91% dos brasileiros). Comércio e demais atividades passaram a funcionar de forma intermitente, conforme os protocolos sanitários, baseados em número de novas infecções e óbitos. Aos poucos, profissionais e empresas reajustaram suas estruturas e expectativas para a nova realidade.

Equipes reduzidas, novos horários de trabalho, home office, atendimentos à distância, produções e coleções mais enxutas. O digital assumiu de vez o protagonismo de boa parte das operações, da comunicação à criação e, principalmente, nas vendas. Aliás, começa hoje mais uma semana de moda em formato 100% online. Curiosamente (ou não), a 51ª edição da São Paulo Fashion tem como tema a regeneração. Faz sentido. Como apurado pela reportagem, boa parte das marcas entrevistadas já mostram sinais de recuperação.

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Ao longo de quase dois meses, ELLE Brasil conversou com mais de 40 profissionais diretamente afetados pela crise da covid-19. O resultado é uma série de reportagens com relatos profundos de uma indústria desesperada por esforços coletivos.


Segundo relatório da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit), as vendas de tecidos e vestuário lideraram o crescimento do varejo brasileiro em abril desde ano. O aumento foi de 300,7% ante o mesmo mês de 2020. Em termos gerais, a economia também vem dando sinais de melhora. Vide os resultados mais recentes do PIB, que cresceu mais do que o esperado no primeiro trimestre de 2021. Showzão, economia regenerando, consumo idem.

Os resultados são animadores para muita gente, é verdade. Porém, há que se perguntar: a que custo e de quem? Para um número ainda maior de pessoas, essas mudanças significam quase nada na prática, já que o Brasil é um dos países que mais concentra renda. Às vezes, até piora – renda do brasileiro diminuiu 10% neste ano, em comparação ao ano passado.

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Como apurado pela reportagem, para costureiras informais, o preço pago pelas peças diminuiu ou estagnou. Quem era empresário de si mesmo, sobreviveu mas não saiu ileso. Tudo isso embalado na crescente das flexibilizações das leis trabalhistas, que já ocorriam no país há um tempo, mas tomaram força no cenário pandêmico.

É importante se atentar a isso se queremos ter um crescimento sustentado a longo prazo, mais ainda um mercado (de moda ou do quer que seja) saudável, responsável e justo. Lembra lá atrás, quando muitos diziam que a pandemia era a oportunidade perfeita para sairmos melhores, mais evoluídos e menos egoístas? Então, é sobre isso. Só que além do discurso. Se engana quem pensa que a moda sai ilesa ou é alheia a essas questões. Avaliar o impacto da crise no setor, sem olhar para o cenário político-social, não só é miope, como também desonesto. É insistir no erro e se conformar com mesquinharia.

Esta nova série de reportagens fala sobre isso. Conversamos com estilistas, executivos, modelistas, costureiras, varejistas, atacadistas, fotógrafos, maquiadores e modelos para entender o que se transformou, o que continua o mesmo e quais as reais necessidades de uma indústria que segue em crise – ainda que melhor disfarçada – após um ano de pandemia.


Leia todas as matérias da série abaixo:

#1: Como pequenas, médias e grandes marcas estão enfrentando a pandemia

A crise econômica desencadeada pela Covid-19 afetou de forma distinta empreendedores e empresas de moda. E a recuperação promete ser igualmente diferenciada. CONTINUE LENDO

#2: Nos bastidores da moda, trabalhadores relatam como foram impactados pela pandemia

Se uma parte do setor conseguiu navegar com mais tranquilidade por uma das maiores crises do século, os barcos não foram os mesmos para a classe trabalhadora. CONTINUE LENDO

#3: Visualmente falando: como as pessoas responsáveis por criar imagens de moda sofreram com a Covid-19

Da desunião do mercado, a redução de verbas e novas maneiras de trabalhar digitalmente, stylists, maquiadores, modelos dividem suas experiências. CONTINUE LENDO

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