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Fotos: Divulgação
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Desde setembro passado, quando Raf Simons estreou como codiretor criativo da Prada, os desfiles online da marca terminavam com um bate-papo entre o estilista belga e a italiana fundadora da casa. No domingo, 20.06, após a apresentação do verão 2022 masculino, não teve nada disso. Miuccia e Raf não deram as caras e só se manifestaram por um comunicado oficial. Nele, lia-se as expressões "tunnel of joy" (túnel da alegria), "urgency of feelings" (urgência de sentimentos) e "utopia of normality" (utopia de normalidade).

Escutar Raf e Miuccia conversando sobre qualquer assunto é sempre interessante, mas dessa vez, a ausência de explicações não fez tanta falta. Diferentemente das últimas coleções, esta é bastante objetiva. As entrelinhas são quase óbvias, literais até. A mensagem é bem evidente: roupas para um mundo em renascimento, cansado e convalescido demais para complicações técnicas, estéticas e intelectuais.



Daí as propostas bem diretas: bermudas com as barras enroladas usadas com blazers levemente oversized ou em macacões de algodão, regatas de tricô com shorts-saia, moletons com motivos florais. O desfile começa com os modelos caminhando por um túnel vermelho, que desemboca numa praia no sul da Sardenha, no Mediterrâneo. Uma vez ao ar livre, o caminhar sério é substituído por dancinhas, mergulhos ou pelo simples boiar do corpo no mar. Depois de tanto tempo com medo, ansiedade, distanciamento e tudo mais, atitudes banais, cotidianas ganham todo um novo significado.

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Boa parte da Europa já começa a suspender as restrições impostas para o combate da Covid-19, e isso começa a refletir na moda. Fendi e Dolce Gabbana também entram no clima de ressurgimento com propostas bem à flor da pele. Comprimentos curtos, transparências e cortes abreviados (principalmente nas partes de cima) já se mostram como tendências importantes da estação. Na Prada não é diferente. Ou melhor, é um pouco. Muito do que se viu no desfile de hoje são reedições de elementos de temporadas passadas.

O shorts-saia, por exemplo, foi a peça-chave da coleção de verão 2017. O devorê do look 11 têm os mesmos motivos florais do verão 2013. As estampas tipo tatuagem de marinheiro, lembram os elementos do inverno 2016. Isso sem contar nos padrões geométricos tipo anos 1970, referência ao famoso verão 1996. Tem ainda elementos mais recentes, como os bucket hat, agora com bolsos triangulares. Num campo um pouco mais conceitual, dá para ver os macacões e bermudas com cara de traje de banho vintage, como uma evolução da ideia de roupa íntima do inverno 2021 masculino.

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Nostalgia está em alta, vocês já devem ter percebido dada a enxurrada de looks vintage e re-edições de best sellers. Numa coleção com extremo foco comercial e produtos com alto potencial de hit, o movimento faz bastante sentido. Mas que dá vontade de ver um pouco mais de novidade, isso dá. Bem como de ser provocado e sair do desfile com mil e uma interpretações. Se bem que, com vacina no braço, também não ia querer complicações, só um bom lookinho e partir para o abraço.

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