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Fashionistas cringe devem lembrar de Wilson Ranieri: discípulo de Clô Orozco, fundadora da Huis Clos, e mestre das moulages. Foi com essa técnica, que consiste na costura da roupa direto sobre o corpo ou num manequim, que ele se destacou nas semanas de moda – primeiro no extinto Amni Hotspot, espécie de braço de novos talentos da SPFW, depois no line-up oficial do evento. Acontece que o último desfile do estilista foi em 2010.

Nos últimos onze anos, Wilson prestou consultoria para diversas, deu aulas e cursos e abriu um ateliê próprio, onde faz peças e coleções para diversas outras marcas. Os trabalhos pessoais não pararam, mas ficaram quase em segundo plano, em um esquema e timing bem diferente de antes. "É outra estrutura de produção e de coleção, bem mais personalizada e sob demanda", explica.

É com esse modus operandi e olhar para o mercado que o estilista retorna a SPFW. "Estou mais interessado na delicadeza e no cuidado das roupas, do que na imagem", diz. "Tem toda uma dedicação maior à qualidade, aos acabamentos, à construção. E isso tem muito a ver com os processos que desenvolvi no ateliê nos últimos anos. Tem muito mais pensamento e considerações." E isso é notável. Até pela escolha do formato de apresentação.

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Assim como as demais marcas nesta temporada, Wilson apresentou suas peças em vídeo. Aqui, porém, não tem storytelling, não há narrativa e o conceito de filme fashion não se aplica. É uma verdadeira amostra de produtos 360º, em movimento e com uma pitadinha leve de humor. E isso é ótimo.

Se antes o estilista era conhecido por vestidos que vestiam o corpo com volumes orgânicos e toda uma elaboração no caimento e silhueta, agora, sua abordagem é mais direta e prática. Boa parte do que se vê são peças básicas, com elementos esportivos, mas construção que merece destaque. Ele até: "é a camiseta com cara de Wilson, a calça com cara de Wilson, a jaqueta com cara de Wilson."

O que isso significa na prática é o seguinte: um vestido coluna plissado com volume discreto no quadril, uma blusa reta na frente e com pregas e volumes nas costas, uma jaqueta simples de um lado e com profusão de babados do outro, uma camiseta quase básica, mas com gola toda trabalhada. E assim, tudo meio a gosto do freguês. É que nessa nova etapa, a personalização é palavra-chave. "A ideia que os tecidos, as peças, os acessórios, tudo seja feito de acordo com o que a pessoa ou loja quiser. E que esses itens possam se misturar a tantas outros que faremos e que já existam", finaliza.

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