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Foram mais de 10 mil publicações marcadas com #olhaelle desde que anunciamos o nosso open casting no dia 12 de março, convidando leitoras e leitores para participar da volta da ELLE Brasil. E pode apostar: a gente olhou um por um! Seguir a hashtag no Instagram virou uma obsessão para toda a equipe: era cada look bafo, cada pose cheia de atitude, estilos únicos, belezas em todas as suas possibilidades (tudo o que há um bom tempo acreditamos que a moda precisa).

Escolher 16 nomes para estar com a gente na estreia do nosso site, como você pode imaginar, não foi nada simples. Sofremos e conseguimos fazer isso, mas também tomamos uma decisão: o open casting passou a ser permanente e sempre vamos recorrer a ele também em nossas produções futuras, seja para o site, a edição digital ou o impresso. Acreditamos que as pessoas são o centro de tudo que fazemos e queremos ter sempre por perto quem nos acompanha. E com uma participação ativa: com imagens, ideias e opiniões (já conhece nosso grupo no Facebook? Melhor comunidade virtual ever).

A ideia inicial para este primeiro editorial com nosso open casting era que ele fosse feito em um estúdio, com toda a megaprodução que envolve um ensaio de moda. Tudo mudou e tivemos que nos adaptar.

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A produtora executiva Mariana Araújo entrou em contato com os escolhidos e pediu fotos das casas, para pensar em possíveis locações. Depois, foi a vez do editor de moda Lucas Boccalão entrar em ação: vasculhou virtualmente o guarda-roupa dos participantes e escolheu, junto com eles, os looks que cada um usaria no dia do ensaio. As fotos foram clicadas pelos próprios modelos (ou por alguém próximo a eles), com direção remota por videoconferência do fotógrafo Gleeson Paulino, que descreve a experiência com toda a sensibilidade, em um texto que você vai ler logo mais.

Conheça a seguir os primeiros selecionados no nosso open casting e o resultado dessa criação em conjunto.

Um novo olhar

"Fotografar neste momento que estamos vivendo me fez questionar o meu olhar, as extremidades da realidade brasileira e principalmente a forma de criar.

Havia uma certa sensação de segurança na forma como trabalhávamos, desde a equipe até a escolha do set. Havia uma familiaridade em todo o processo de criação. Tudo mudou, não há um voltar ao normal, pois o normal se faz no presente. Reaprendemos o criar, o reunir e nos conectamos mesmo distantes, mas nunca com tanta intenção. E de certeza o que fica é: não há mudança, não há melhora se não for coletiva.

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De início me senti invasivo, entrei na casa de pessoas que nunca conheci, elas me permitiram estar em seus mundos, conviver com suas famílias. Pessoas com diferentes sotaques, vivências, histórias e de todo o Brasil. Realidades humanas de uma crueza raramente vista na moda.


Foi íntimo e transformador, mesmo que por alguns instantes. Todos que participaram deste projeto representam a si e representarão muitos. Essas fotos contam histórias e são um registro de novos tempos." - Gleeson Paulino, fotógrafo.

VIC CHAMELEON, 22 anos, DJ, modelo e produtora, Recife (PE)

O que eu mais admiro na revista, além do seu conteúdo exclusivo, é como ela se comunica com seu público.

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DJULLY BADU, diretora criativa, 26 anos , São Paulo (SP)

A resposta de que eu tinha passado (no open casting) foi uma afirmação de que meu trabalho é realmente bom. Isso é muito importante como uma figura de representatividade pra outras mulheres que são e vieram do mesmo lugar que eu. De que elas podem chegar aqui também.

JOANNA MESQUITA, 25 anos, modelo, São Paulo (SP)

Esse trabalho registra um momento muito delicado pra todo mundo. Acho que a gente vai sair desse período um pouco transformado e vai olhar pro mundo com um pouco mais de compaixão.

YASMIM MONTEIRO MAURÍCIO, 20 anos, stylist, São Paulo (SP)

Quando a revista fechou apertou muito meu coração. Quando eu soube que podia participar desse retorno, fiquei muito feliz. A ELLE é uma revista que fez parte da minha história e agora eu posso dizer que faço parte da história dela também.

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PAMELA MOLINARI, 26 anos, modelo, Santa Catarina

Eu tenho uma listinha de sonhos de carreira e a estar na ELLE é um item de lá. Nunca imaginei que eu estaria na casa da minha mãe, usando a roupa dela, fazendo fotos para um veículo tão importante. Isso vai ficar marcado para sempre.

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LUCAS FRANÇA BULCÃO, 20 anos, autônomo, Lauro de Freitas (BA)

Quando soube do open casting, comecei a marcar todas as minhas fotos com #OlhaELLE. Na hora que fui selecionado, fiquei muito nervoso, porque nunca tinha feito isso. Mas foi tranquilo fazer as fotos e espero ter mais oportunidades como essa.

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CAROLINE PRADELLA, 18 anos, estudante, São Paulo (SP)

Sou baixinha e percebi que nunca teria sucesso na indústria da moda por causa do padrão de beleza. Uma chama se acendeu dentro de mim quando a mais memorável e icônica edição da ELLE foi lançada: a "Você na capa". Naquele momento, eu pensei que poderia ter uma chance para garotas como eu.

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GAB MAGRANI, 21 anos, modelo, Petrópolis (RJ)

A ELLE é uma referência pra mim. Fazer parte desse open casting foi uma coisa incrível e inusitada. Essas fotos representam uma realização de participar de um projeto com a ELLE e com profissionais que eu admiro bastante.

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KAMILA KIM, 30 anos, maquiadora, São Paulo (SP)

Quando eu era adolescente, não me via nas revistas, nos filmes, na música, em nenhuma área artística. Aparecer na ELLE é falar pra mim mesma "que legal que eu segui esse lado da maquiagem e da moda". E acho que muitas meninas asiáticas vão se sentir representadas.

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LEANDRINHA DU ART, 26 anos, ativista LGBT e PCD, Passos (MG)

Fiz parte do open casting porque eu vi, pela primeira vez, a oportunidade de uma revista de moda olhar pra corpos como o meu. Essas fotos representam, pra mim, uma porta de entrada pra que mulheres trans com deficiência possam olhar e se enxergar belas, estilosas e possíveis de estar num editorial da ELLE.

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JOSY RAMOS, 26 anos, influenciadora digital, Rio de Janeiro, RJ

Minha irmã tinha assinatura da ELLE, então, eu pegava tudo e me inspirava nas fotos e nos looks. Decidi participar do open casting porque adoro um carão, poses diferentes. Fiquei muito feliz de ser uma das escolhidas.

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ALINE DUARTE, 19 anos, modelo, São Gonçalo (RJ)

Conheci a ELLE no Instagram e me surpreendi ao descobrir que ela foi a primeira revista de moda a abordar questões sobre feminismo, questões de gênero e dar mais espaço para a diversidade. Fazer essas fotos aqui em casa, nesses tempos de quarentena, foi uma experiência muito diferente para mim. Estou muito feliz.

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LAYSE SINATRA, 26 anos, estudante de Psicologia e publicitária, Belém (PA)

Eu fazia várias montagens minhas na capa da ELLE, fazia quadros e colocava no meu quarto. Todo mundo achava que eu tinha saído na ELLE, só que não, era tudo fantasia da minha cabeça. E hoje eu estou aqui fazendo parte do open casting. Ainda não caiu a ficha!

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IRENE MERLO SOARES, 75 anos, costureira, Ilhota (SC)

Sou de Santa Catarina, adoro moda e sou avó.

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RAFAELA SIRONE, 22 anos, estudante de moda, Três Coroas (RS)

A ELLE se tornou minha revista favorita porque o conteúdo era um pouco mais crítico do que as outras. Sentia falta de ler algo que tivesse o peso da ELLE pra mim. Marquei minha foto com a hashtag e achei que não ia dar em nada, porque tinha tanta gente legal! Foi uma experiência surreal.

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GUSTAVO COSTA, 33 anos, designer de moda, São Paulo (SP)

Fazer essas fotos significa muito para mim, porque, assim como muitos estilistas, um dos meus maiores sonhos é ter minhas criações publicadas numa revista de moda. O que me deixa mais feliz é que eu vou estar usando um dos looks criados por mim nessa volta da ELLE.

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Direção de fotos Gleeson Paulino. Edição de moda Lucas Boccalão. Produção executiva Mariana Araújo.



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