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Podcast

Os destaques da alta-costura (inverno 2021)

Neste episódio, a gente resume tudo o que você precisa saber da temporada de alta-costura em que as maisons apresentaram as suas coleções de inverno 2021. E ainda: o documentário premiado sobre a história da Balmain, a apresentação da Louis Vuitton com os BTS e muito mais.

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Se preferir, você também pode ler este podcast:

A semana de alta-costura começou na segunda-feira passada e terminou no último sábado. Quem tem ouvido atento e acompanha o nosso podcast sabe que o evento estava previsto para ser encerrado no dia 8, quinta-feira. Mas já já a gente explica o que ocasionou essa mudança.

Segue aqui com a gente que nós vamos puxar todos os highlights para você em ordem cronológica.

Schiaparelli

Quem deu o start na semana de moda foi a Maison Schiaparelli, com uma apresentação digital. Daniel Roseberry, o designer à frente da marca, que já fez Lady Gaga e Beyoncé cair de amores por suas criações, seguiu com a sua série de homenagens à fundadora da grife, Elsa Schiaparelli.

A coleção exuberante, fantasiosa, sem medo de excessos, respeitou o espírito da estilista surrealista que criou a casa. Dentre os looks, houve inclusive uma reedição de uma peça feita pela própria Elsa Schiaparelli com Jean Cocteau. No caso, um vestido de formato circular, com rosas bordadas ao longo de toda a manga.

Mas a homenagem, dessa vez, não se ateve apenas à fundadora da marca, contou também com uma celebração a uma série de costureiros bastante dramáticos, como Jean Paul Gaultier, Yves Saint Laurent e Christian Lacroix em volumes ousados, assimetrias inusitadas e um patchwork de referência que enche os olhos.

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Iris Van Herpen

No mesmo dia, os fashionistas também perderam o fôlego com uma imagem nunca antes vista na moda: a estilista holandesa Iris Van Herpen decidiu mostrar um dos seus looks de alta-costura no céu. Isso mesmo, no céu.

A atleta francesa Domitille Krieger, campeã mundial de paraquedismo, usou um vestido da coleção chamada Earthrise, enquanto estava em queda livre. A imagem rodou a internet de tão impressionante e só confirmou mais uma vez que Iris Van Herpen é mesmo uma das designers contemporâneas mais engajadas em quebrar as barreiras do que é considerado alta-costura.

Se você quiser saber mais sobre as inspirações da estilista, vale ler a entrevista exclusiva que nosso editor de moda Luigi Torre fez com Iris para a última edição da ELLE impressa, o nosso volume 4. Ah, e no volume 3 tem a entrevista que o Luigi fez com o Daniel Roseberry, da Schiaparelli, que a gente acabou de mencionar. Se você perdeu, não tem problema, todos os volumes da ELLE impressa estão à venda no site e na nossa lojinha no Instagram.

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Dior

Ainda na segunda-feira, rolou também a apresentação da Christian Dior, desta vez, com um desfile presencial. Mais uma vez a marca reforçou a importância do trabalho manual na passarela, lembrando que são justamente os ateliês que mantêm viva a tradição da alta-costura.

Por isso, o foco foi na materialidade. São os tecidos impecavelmente elaborados e as suas texturas bastante únicas os destaques da coleção de Maria Grazia Chiuri. A modelagem não vai muito além, prefere relembrar os grandes clássicos, como a Bar Jacket, da maison. O que também não foi nenhum impeditivo para a grife desfilar alguns dos looks mais bonitos de suas últimas temporadas.

Chanel

No segundo dia, logo pela manhã, foi a vez da Chanel. E Virginie Viard trouxe uma relação com a roupa bastante parecida com a da Dior: celebrando tudo aquilo que é cuidadosamente feito com as mãos. Na temática, a estilista se inspirou nas obras de impressionistas como Berthe Morisot, Marie Laurencin, que inclusive é a responsável por um retrato de Mademoiselle Chanel, e Édouard Manet.

E a apresentação veio com uma energia tão livre e audaciosa quanto as pinceladas desses artistas. Com direito a música do Joy Division na trilha, Viard deixa claro que a Chanel está mais jovem e leve do que nunca.

Balenciaga

Já na quarta-feira não se falou de outra coisa. E tem gente até agora obcecada por essa apresentação. Lembra que a gente tinha avisado que a Balenciaga estava voltando para o calendário de alta-costura depois de 53 anos longe dele? Pois bem, ela voltou. E voltou com tudo.

Com um desfile presencial, Demna Gvasalia, o diretor criativo da casa, foi o responsável pela volta, que é também a sua estreia na couture. Ele que é um dos estilistas mais incensados na moda atualmente gerou muita expectativa entre os fashionistas. O evento aconteceu no mesmo salão que o estilista espanhol fundador da marca apresentou algumas de suas coleções.

Sem música alguma, a artista, modelo e musa de Gvasalia, Eliza Douglas, abriu o desfile com um terno preto oversized e um cravo vermelho na mão. A apresentação teve como referência o jeito mais antigo de se fazer um desfile. Nas fotos, inclusive, as modelos seguraram plaquinhas com os números de cada look — bem à moda antiga.

Este é só um símbolo do que também foi trabalhado na roupa: Demna Gvasalia olha para o passado ao tentar desenhar o futuro. E esse futuro é exagerado, esportivo, irônico, caricato. Existem as peças com cara de couture e inspiradas cem por cento no design do fundador da maison, mas também o espírito debochado de Gvasalia, como na série de jeans e o uso de modelos não tradicionais. Em resumo, vale muito assistir esse desfile que pareceu mais uma performance artística de galeria.

Jean Paul Gaultier

A Balenciaga pode ter liderado nos trending topics da quarta-feira, mas ela não foi a única apresentação de destaque do dia. Houve também Jean Paul Gaultier. Como o couturier que dá nome a marca se aposentou, como dissemos por aqui, a grife agora passa a contar com uma série de estilistas convidados para assinar as próximas coleções.

E a primeira foi Chitose Abe, a designer japonesa que é dona e diretora criativa da Sacai. Em um desfile presencial, o que se viu foi exatamente o casamento dos universos criativos do francês e da japonesa. E o que poderia parecer o encontro de opostos, se revelou a união poderosa de abordagens parecidas. Explicamos. Tanto Gaultier quanto Abe são conhecidos pelas desconstruções. E é por meio da desconstrução de signos dos dois estilistas que o glamour de um encontrou o utilitarismo urbano do outro.

Fendi

Já no dia 8, última quinta-feira, veio a Fendi, que, desde a temporada de alta-costura passada, apresentada em janeiro deste ano, conta com Kim Jones na direção artística.

Em uma apresentação digital… Ou melhor, em um vídeo dirigido por Luca Guadagnino, com direito a um casting invejável de supermodelos, como Amber Valetta, Christy Turlington e Kate Moss, Kim Jones apresentou uma homenagem a Roma.

A interpretação da capital italiana veio com mosaicos criados por pequenos recortes de peles reaproveitadas, desenhos orgânicos de couro também em upcyling, além de todo um efeito de drapeados, dobraduras e pregas inspirados nas esculturas romanas.

Maison Margiela

Muita gente também estava ansiosa para assistir a nova apresentação da Maison Margiela. A grife que tem John Galliano como diretor criativo, tem mostrado desde o início da pandemia que apresentar uma coleção em vídeo não é problema. Muito pelo contrário.

A casa já havia colaborado com o fotógrafo Nick Knight na produção de seus últimos dois filmes — e quando a gente fala de filme, é filme mesmo, porque esses dois longas juntos (e que, de fato, são uma continuação), têm aproximadamente uma hora e meia de duração.

E dessa vez não foi diferente. A marca apresentou um longa chamado A Folk Horror Tale, ou Um Conto de Horror Folclórico, dirigido por Olivier Dahan, cineasta francês conhecido por títulos como Piaf - Um Hino Ao Amor e Grace de Mônaco, com Nicole Kidman.

No filme da Maison Margiela o clima é macabro, um mergulho no terror. A ideia foi expressar o turbilhão de sentimentos que nos atravessaram nesses últimos meses, como ansiedade, apego, medo, revolta, insegurança e desejo. Em uma das coleções mais pessoais que Galliano já mostrou na Margiela, o estilista volta à sua coleção de 1984, sobre a Revolução Francesa, além de se deitar sobre drama, obscurantismo, mistério e subversão que marcam a sua carreira.

Pyer Moss

E então no dia 8, que estava previsto para ser o último dia de apresentações couture aconteceu um super imprevisto.

Corta para os Estados Unidos, bem longe das salas francesas, e uma série de jornalistas, fashionistas e celebridades se reuniram em Irvington, Nova York, para assistir ao show presencial da Pyer Moss, de Kerby Jean-Raymond.

A expectativa era altíssima, quem acompanha o nosso podcast sabe. Kerby Jean-Raymond é o primeiro estilista americano negro na história a ser convidado pela Câmara de Alta-Costura para se apresentar neste calendário que é considerado o mais luxuoso da moda.

Os convidados se sentaram na área externa da locação do desfile, a Villa Lewaro. No jardim eles esperaram meia hora, uma hora, duas horas, duas horas e meia de atraso. E tudo isso embaixo de uma chuva torrencial, que foi o motivo da demora.

Visto que era impossível prosseguir com o desfile naquelas condições, o estilista Kerby Jean-Raymond anunciou o adiamento do show para o sábado, dia 10. E fez isso dando uma lembrancinha para os convidados insistentes que não deixaram de pegar chuva para ver a sua estreia. Ele distribuiu maconha dentro de um tubinho que vinha com os dizeres: "Nós estamos cansados de esperar por reparações e uma desculpa. Até lá nós estamos dentro do mercado de maconha."

E não apenas por causa disso, muitos dos convidados dançaram na chuva, ficaram ali presentes em apoio ao estilista que precisou lidar com o contratempo.

E a gente já falou por aqui, no ELLE News, mas não custa nada lembrar. Este novaiorquino de ascendência haitiana tem a Pyer Moss desde 2013 e virou um dos nomes mais importantes, atualmente, ao unir moda e ativismo político. Uma de suas apresentações mais marcantes foi a do verão 2016 quando ele fez um vídeo em homenagem ao movimento Black Lives Matter e contrário à violência policial.

E em sua estreia na couture ele não poderia fazer diferente. A locação escolhida para o desfile, a tal da Villa Lewaro, que a gente acabou de falar, é um lugar extremamente importante para a cultura afro-americana. A mansão toda branca foi a residência da Madame CJ Wallker. Wallker foi uma filha de escravizados, a primeira de sua família a não ser escravizada e que teve uma trajetória e tanto.

Ela virou uma grande empresária do ramo de cosméticos e, ao formular produtos de cabelo específicos para mulheres negras, se transformou na primeira mulher negra milionária dos Estados Unidos. A mansão em que ela viveu também foi feita por um nome superimportante, Vertner Tandy, o primeiro arquiteto negro registrado em Nova York. Ou seja, uma escolha de locação poderosa para esse momento histórico.

Valentino

E, sim, você deve ter estranhado o fato da gente não ter citado uma queridinha do calendário de alta-costura, a Valentino. A marca comandada por Pierpaolo Piccioli vai fazer uma apresentação de alta-moda, sim, mas na Itália, mais especificamente em Veneza, e no dia 15 de julho. Ou seja, na próxima quinta-feira.

E a gente já adianta a locação. O show acontecerá no Arsenal de Veneza, edifício centenário que já foi um porto e hoje funciona como o espaço que abriga a Bienal de Veneza. Bem, vamos ficar de olho nessa próxima quinta-feira.

Você pode conferir a cobertura completa da semana de alta costura no site da ELLE Brasil, incluindo a apresentação da Pyer Moss, que acabou não entrando neste episódio por causa do adiamento. E, claro, a gente também volta no assunto no nosso próximo episódio do ELLE News.

Balmain é premiada por documentário sobre os seus 75 anos 

Uma ausência nessa última temporada de alta-costura foi a da Balmain. Em 2019, ela voltou a desfilar na semana mais exclusiva do mercado de moda, depois de um hiato de 16 anos. No ano passado, a marca realizou um desfile em um barco sobre o Sena, que foi transmitido online. Dessa vez, no entanto, ela optou por não participar do calendário oficial.

Mas se você sentiu falta da grife, não se preocupe. O que não falta é material disponível sobre a Balmain, que completou 75 anos em 2020 e este ano celebra uma década do designer Olivier Rousteing à frente da direção criativa da casa.

Um desses conteúdos, inclusive, acaba de ser premiado: na semana passada, a produção Balmain Heritage foi a vencedora da categoria websérie no The Spot Festival, premiação francesa do setor audiovisual. Dirigida por Isabelle Foucrier, a série histórica mostra os primeiros anos da maison fundada em 1945, em Paris, por Pierre Balmain, a expansão da marca para os Estados Unidos e faz também um paralelo entre a trajetória da grife e o momento atual, com Rousteing na direção.

São só quatro episódios de pouco mais de 1 minuto cada um, mas é bem interessante ouvir o próprio Pierre Balmain falando sobre suas criações, como a famosa silhueta Jolie Madame, de cintura bem marcada e saia volumosa.

Outro prato cheio para fãs da marca e interessados por moda em geral é o documentário Wonder Boy, que entrou em cartaz na Netflix no final de junho. A produção, dirigida por Anissa Bonnefont, foca na busca de Olivier Rousteing por suas origens. O diretor criativo da Balmain foi adotado ainda bebê e, nesse documentário, o espectador acompanha o designer nos bastidores da grife e na procura por seus pais biológicos.

Nascido em Bordeaux, Rousteing foi alçado ao posto de diretor criativo da Balmain com apenas 24 anos. Além de ser um dos mais jovens designers a chegar a essa posição, ele foi também o primeiro negro a assumir a direção de uma grife de luxo na moda.

E mostrou logo a que veio. Em poucos anos, o designer deu uma bela revigorada na Balmain e injetou glamour na marca, que passou a ser vista cada vez com mais frequência nos tapetes vermelhos, vestindo nomes como Rihanna, Jennifer Lopez e Juliette Binoche.

Rousteing também inovou ao apresentar um desfile em 2019 no formato de festival de música e planeja repetir a dose em setembro. O evento presencial, que vai ter até foodtrucks, está marcado para os dias 28 e 29 de setembro, durante a semana de moda de Paris.

E ainda tem mais Balmain pra quem quiser ouvir. Como parte das comemorações pelo aniversário de 75 anos, a marca pôs no ar o podcast L'Atelier Balmain, que conta toda a história da grife e fala também sobre a produção atual. O podcast pode ser acessado no site Balmain.com.

Já a websérie premiada, Balmain Heritage, que a gente mencionou anteriormente, está na videoteca do The Spot Festival. A URL é meio comprida demais pra gente falar aqui, mas você pode acessar o link pro vídeo na transcrição deste episódio no site da ELLE.

BTS participa de apresentação da Louis Vuitton em Seul 

E a dobradinha BTS e Louis Vuitton mais uma vez quebrou a internet. Na quarta-feira, dia 7, o grupo de k-pop estrelou uma produção rodada em Seul, capital da Coreia do Sul, apresentando um spin-off da coleção masculina de outono-inverno 2021.

Além das roupas que já haviam sido exibidas em Paris em janeiro deste ano, a apresentação em Seul incorporou 34 looks novos.

Mas a grande atração foi, sem dúvida, a participação dos sete integrantes do BTS. Sob a direção da cineasta sul-coreana Jeon Go-woon, os ídolos do kpop Jin, Jimin, Jungkook, V, RM, J-Hope e Suga andaram pelas estruturas metálicas de uma galeria de arte nos arredores de Seul. O local, escolhido pelo diretor criativo da Louis Vuitton, Virgil Abloh, abrigou no passado uma usina de incineração de lixo.

A transmissão online do vídeo juntou cerca de 500 mil espectadores do mundo todo e ficou entre os assuntos mais comentados do Twitter. Vale destacar aqui também a iniciativa muito engenhosa da Louis Vuitton, que, na véspera do desfile, enviou convites virtuais personalizados para todos os seguidores do BTS nas redes sociais.

E agora é a hora do Pedro Camargo vir com aquele comentário sobre algum assunto do universo da beleza que você não pode perder nesta semana. Hoje, ele fala de uma tendência que vem aí e tem algo a ver com as Supremmes que você acabou de ouvir. Conta mais, Pedro!

"Gente, não é que eu vou ter que fazer de novo um paralelo entre as passarelas nacionais e internacionais? Nessa temporada do São Paulo Fashion Week, a gente viu a volta do Wilson Ranieri, que é um estilista maravilhoso, que fez uma coleção superlegal, superinteressante. E tudo o que ele faz tem um toquezinho, assim, de glamour. Apesar das estruturas serem a priori esportivas ou casuais, a mão dele sempre acaba trazendo um decorativismo, uma ondulação, uma coisa diferente ali, que dá um toque de romance aos looks. Pelo menos nessa volta foi assim e foi muito interessante vê-lo fazendo isso. Mas o meu foco aqui, na verdade, são os cabelos que ele escolheu pra apresentar a sua coleção. Eram uns cabelos bem altos na parte de trás, remontando àqueles cabelos dos anos 60. E, curiosamente, esse cabelo também foi usado agora pelo Giambattista Valli na alta-costura. O Giambattista Valli é um estilista romano, muito barroco. Quem conhece sabe que ele gosta daqueles vestidos com camadas e camadas de tule. Ele tem uma estética muito cheia de coisa, muito romântica, muito dramática. E claro que é um cabelo quase que impraticável para os dias de hoje. Mas eu achei interessante, assim, em dois lugares do mundo, dois estilistas estarem com essa vontade de um romance a mais. E assim, quem não gosta de um romance, né, menina? Então, é isso, gente! Agora é ficar de olho e ver se de fato o negócio, né, meio que passa a bombar. Eu tenho fé, hein? Quem tem fé tem tudo! E, assim, essa coisa meio retrô, meio Supremes, eu acho um bafo. Enfim, tomara que venha aí, né? Beijinhos!"

E, para finalizar o episódio de hoje, a nossa dica cultural da semana, apresentada por C6 Bank & Mastercard. Dessa vez, nossa editora de cultura, Bruna Bittencourt, indica uma série elogiadíssima da Apple TV que você precisa dar uma chance. Que série é essa, Bruna?

"Oi, gente! Coloque na sua lista do que assistir no streaming 1971: O ano em que a música mudou tudo, série elogiadíssima da Apple TV+, plataforma disponível no Brasil. Como o nome sugere, a série, que estreou no fim de maio, examina cinco décadas depois a música tão inovadora criada naquele ano, entre toda a tensão social e política da época, marcada pela Guerra do Vietnã e a ascensão de drogas pesadas, entre outros tópicos. 1971 foi, por exemplo, o ano que John Lennon lançou Imagine e Marvin Gaye, What's going on, seu disco mais importante. Mas a série vai muito além deles e contempla de Joni Mitchell a Tina Turner, de James Brown a Iggy Pop, de Bob Marley a Alice Cooper. E tudo só com imagens de arquivos, e narração em off desses nomes ou de quem vive a época. A série começa com Chrissie Hynde, do Pretenders, lembrando do massacre na Kent State University, em que quatro estudantes que protestavam contra a Guerra do Vietnã foram mortos pela Guarda Nacional. E tem depoimento do Bob Gruen, um dos maiores fotógrafos do rock, que clicou muitos desses nomes e que a gente entrevistou para o volume 2 da ELLE. A produção tem entre seus diretores o inglês Asif Kapadia, que assinou documentários sobre Senna e Amy Winehouse. É uma aula de história da música. Para terminar, a gente fica com "Moonlight Mile", canção dos Rolling Stones, de Sticky Fingers, álbum lançado, claro, em 1971."

Este episódio usou trechos das apresentação de inverno 2021 couture de Schiaparelli, Dior, Chanel e Maison Margiela, além das músicas Stonemilker, de Bjork; Enjoy The Silence, de Depeche Mode; The Long Ride I, de Devonté Hynes; Tous Les Mêmes, de Stromae; Rumore, de Raffaella Carrà; Chove Chuva, de Jorge Ben; Corps, de Yseult; Permission to dance, do BTS e Back in my arms again, das Supremes

E nós ficamos por aqui. Eu sou Patricia Oyama. E eu sou o Gabriel Monteiro.

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Até semana que vem!

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