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Vestido de morango e gordofobia

Por que uma mesma roupa é vista de uma forma diferente em uma pessoa magra e em uma pessoa gorda? Neste episódio, vamos ver como um vestido de tule rosa reacendeu a discussão sobre a gordofobia na moda.

  • O vestido de tule rosa bordado com morangos da estilista Lirika Matoshi virou sensação na internet.
  • Diante da viralização da peça nas redes sociais, a modelo plus size Tess Holiday lembrou que foi considerada mal vestida ao vestir a mesma peça em um evento.
  • Será que a gordofobia está no seu inconsciente? Os exercícios mentais propostos Nicola Dall'assen rendem uma boa reflexão.
  • A empresária Bielo, do podcast "As Tias do Pavê" fala sobre a importância de incluir as pessoas gordas desde a formação dos estilistas e modelistas.
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Um vestido de tule rosa, todo coberto por motivos de morangos bordados com paetês. Ele custa 490 dólares, algo em torno dos 2 600 reais. E ainda assim, virou um queridinho das redes sociais, principalmente no Tik Tok. É bem comum encontrar challenges com ele, os desafios repetidos entre os usuários, ou vídeos de unboxing, que mostram a peça sendo desempacotada.

O vestido de morango é produzido pela estilista Lirika Matoshi, uma designer de 24 anos, autodidata, nascida em Kosovo, mas que trabalha e produz hoje em Nova York, nos Estados Unidos. Matoshi era conhecida no Instagram, principalmente, por produzir meias de tule ou de arrastão com bordados diferentões de flores. Mais recentemente ela começou a fazer roupas e, agora, aproveita a maré alta de sucesso produzindo até máscara de tecido, também de morango, a venda por 50 dólares em seu site.

E esse sucesso a gente explica: segundo a Lyst, plataforma que identifica quantas vezes um produto de moda é pesquisado online, a procura pelo vestido de morango aumentou 100% desde o início de agosto. Segundo a própria estilista, as vendas tiveram um aumento de 1000% em relação ao seu lançamento, que rolou em janeiro deste ano. Isso foi o oposto do que ela esperava durante uma pandemia, uma vez que os pequenos produtores foram os mais afetados.

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A viralização do vestido de morango chegou a tal ponto que hoje em dia ele já repercute nos mais diferentes formatos no Tik Tok. Está na fan art, em ilustrações de animes. Está photoshopado em celebridades, como Harry Styles, nos integrantes do Led Zeppelin e a personagem Hannibal Lecter. E está inclusive em novos challenges, novas ondas, como os usuários que gravam as suas decepções, quando recebem as versões piratas da peça, encomendadas por sites como a Ali Express.

Em resumo, se existisse uma cotação do vestido ele estaria nas alturas. Ele ganhou inclusive uma reportagem no The New York Times, com o jornal levantando a pergunta: como um vestido, assim, aparentemente para uma ocasião especial, feito de tule e com bordados brilhosos, ganhou tanta atenção justamente em um período em que a maioria esteve reclusa em casa?

Bem, talvez a resposta esteja exatamente na pergunta. Com uma modelagem que lembra roupa de piquenique, mangas bufantes e uma cor pastel que traz um ar escapista, ele não apenas parece a roupa perfeita pra chamar a atenção nas redes sociais como também virou um sonho possível na quarentena, o contraponto fantasioso para a realidade dura que é 2020. Fora isso, ele se encaixa como uma luva à tendência que cresce ultimamente, principalmente no Tik Tok, chamada de cottagecore, de visual camponês, bucólico, romântico, cheio de flores, frutas e bichinhos.

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Mas essa história não para por aí! Esse mesmo vestido de morango, que virou uma sensação agora, havia sido usado no começo do ano pela modelo plus size Tess Holiday, em um tapete vermelho. E, segundo ela, a recepção por sua escolha de look não foi tão positiva e calorosa na época.

No dia 16 de agosto escreveu em seu perfil do Instagram. Abre Aspas. "Este vestido me colocou na lista das mais mal vestidas quando o usei em janeiro, durante o Grammy, mas agora que várias pessoas magras vestem ele no Tik Tok o mundo inteiro liga. Resumo da história: a nossa sociedade odeia pessoas gordas, principalmente quando estamos no topo". Fecha aspas. E ela encerra o seu desabafo agradecendo a estilista e sua stylist, dizendo que naquele momento se sentiu como uma princesa.

Tess Holiday no Grammy com vestido de tule rosa de morangos Tess Holiday no Grammy FilmMagic | Getty Images

Ainda que o vestido tenha viralizado em todos os tipos de corpos, porque ele vai até o tamanho 18 norte-americano, o equivalente ao nosso 52, aproximadamente, e pode ser encomendado em dimensões maiores, é verdade que uma série de modelos e influenciadoras digitais gordas o vestiram antes. Estão nessa lista nomes como Bree Kish, Dani Sauter, Honey Ross e Susan Presley.

Mas para além dessa disputa de quem usou primeiro o que o episódio acaba mostrando é como a moda tem um problema histórico e estrutural com pessoas gordas. E quem escreveu isso foi Nicola Dall'assen, em um artigo para a Allure, sobre o acontecimento. De acordo com ela, em nossa sociedade, abre aspas, "estilo tem sido considerado algo exclusivo à uma parcela específica de pessoas, com a moda centrada principalmente em corpos brancos, magros e cisgêneros", fecha aspas.

E nessa reportagem, com o auxílio de especialistas em body positive e gordoativismo, ela afirma isso propondo dois exercícios básicos. O primeiro é o seguinte: pense em uma pessoa de camiseta largona combinada com uma bermuda de ciclista. Ela pergunta: por que em pessoas magras essa imagem passa a ideia de um estilo descolado sem muita preocupação e em pessoas gordas, geralmente, essas roupas são consideradas um visual preguiçoso, não intencional?

Já no segundo exercício, ela propôe a reflexão: quantas vezes você viu uma pessoa magra ser elogiada usando uma roupa muito banal e quantas vezes você viu o mesmo acontecer com uma pessoa gorda? Em resumo, o que Nicola aponta é o fato de que muitas tendências parecem ser consideradas apenas quando legitimadas por um grupo hegemônico. No caso, indivíduos magros.

"Apesar de muita gente ainda achar a moda uma futilidade, a moda acabou sendo a porta de entrada para me despertar para outras questões importantes, como a questão da gordofobia, que não deixa de ser... a falta do acesso à moda não deixa de ser [uma questão de] acessibilidade, a representatividade e a visibilidade das pessoas gordas. Porque a moda é muito mais do que estar em dia com as tendências das passarelas. A moda é a identidade. O acesso a moda te traz uma sensação de pertencimento e te dá dignidade."

Quem você acabou de ouvir foi a Flávia Durante, jornalista, empreendedora social e nome a frente da Pop Plus, a maior e mais importante feira de moda e de cultura plus size da América Latina. Essa fala sobre autoestima Plus Size do TED Talks de 2018 é mais atual do que nunca e alerta para o fato de que apesar da gordofobia estar impregnada nas mais diferentes faces da sociedade ela se revela especialmente atrelada à moda.

Para se ter uma noção, de acordo com alguns dados do Fashion Spot, empresa que mantém um relatório bienal de diversidade sobre campanhas de moda e passarelas internacionais desde 2014, há um movimento crescente de maior inclusão de modelos não magras e gordas, mas a velocidade é muito pequena e os números são extremamente aquém do que seria razoável, se levarmos em consideração o número de pessoas não magras na sociedade.

A última temporada de inverno 2020, por exemplo, contou com 27 aparições de modelos não magras em 16 desfiles diferentes nas principais semanas internacionais, de Londres, Milão, Nova York e Paris. O número parece OK? Mas ele significa apenas 1,4 por cento de todo o número de modelos da temporada. E inclusive é uma queda de 1,5 por cento em relação a temporada passada. Ou seja, a presença de modelos não magras em desfiles e campanhas está nessa média que não passa dos 2% dos profissionais total.

E, lembrando, que a representatividade com as modelos é só uma face de uma mudança que precisa acontecer estruturalmente nessa indústria. E quem fala sobre isso é a apresentadora e empresária Bielo Pereira. Além de ser também uma podcaster no "As Tias do Pavê", sobre cultura Pop, a Bielo se autointitula como uma mulher preta, gorda maior, trans e não-binária:

"A estrutura tem que ser mudada na base. Na forma como se vai aprender lá atrás, porque uma das grandes reclamações de grandes modelistas é 'gente, a gente faz uma graduação, a gente vai fazer algum curso de modelagem pra entender os corpos e simplesmente não se fala sobre corpo gordo. Então, a gente às vezes tenta fazer alguma roupa que é para o corpo gordo, mas a gente não tem a técnica de fazer, porque a gente acha que é só aumentar. Não é só aumentar uma grade de uma roupa padrão. Uma coisa que a gente sempre briga é que sejam inseridas sempre no estudo um corpo magro, um corpo médio, por assim dizer, que é esse corpo curvy, e um corpo gordo maior. Porque a forma de se pensar a estrutura de proporções é completamente diferente. Aqui no Brasil uma das grandes desculpas de marcas que fazem roupas acima do 46, do 48, é que não há ABNT pra depois disso, então, meio que cada um pode fazer o que quiser. Tem muitas marcas que muitas vezes aumentam um dedo de uma numeração pra outra e diz que é pluz size e não é. Aquele último tamanho não vai servir nem numa menina curvy. A estrutura precisa começar a mudar na base, na forma de se ensinar moda, porque aí pessoas falam 'nossa, mais isso aí vai ser muito difícil, isso é infazível!' Haja visto a gente em aí Fenty, a gente tem Savage, que veio pra destroçar toda essa ideia. Porque aqui a gente tá falando dessa alteração no mindset, mas não é só a questão de ser um corpo gorda, é essa questão de ser um corpo dissidente em relação ao que já se faz em moda. Então, esse corpo dissidente não é só o corpo gordo. Ele é o corpo com deficiência, ele é um corpo que está sempre vivendo à margem de tudo o que é produzido pra aquele corpo padrão, que é um corpo irreal. O que faz os seres humanos serem todos iguais são as suas diferenças. Chegou a hora da gente conseguir juntar todas essas diferenças e entender que todos nós somos uma unidade e que a gente precisa de representatividade com proporcionalidade dentro desse mundo, gente. É old, é démodé ser uma coisa excludente. Vamos ser inclusivas e proporcionais quando a gente pensa nisso."

E a pandemia de Covid-19 continua a provocar mudanças no calendário da moda. Na semana passada, a Valentino anunciou que não vai participar da Semana de Moda de Paris, onde marca presença há vários anos. Em vez disso, a coleção de primavera-verão da grife italiana vai ser apresentada em seu país de origem, na Semana de Moda de Milão.

No comunicado oficial, o CEO da Valentino, Jacopo Venturini, diz que no atual cenário eles devem tomar decisões pra proteger as pessoas e que, por isso, consideraram mais ético realizar a apresentação dessa temporada na Itália.

Apesar dessa baixa de peso, a semana de moda parisiense também tem boas novidades. Dez novas marcas foram anunciadas no line-up do evento, entre elas, as francesas Ami e Ester Manas; as norte-americanas Enfant Riches Deprimés e Gabriela Hearst; a britânica Wales Bonner e a dinamarquesa Cecilie Bahnsen. Programada para acontecer entre os dias 28 de setembro a 6 de outubro, a Semana de Moda de Paris vai misturar desfiles digitais e físicos.

No Brasil, o balde de água fria no calendário da moda foi o cancelamento dos eventos presenciais da São Paulo Fashion Week.

O maior evento de moda do país completa 25 anos este ano e o plano era que ele tivesse um formato diferenciado nesta edição, com diferentes atrações e encontros ao longo dos meses.

No entanto, logo que surgiram os primeiros casos de coronavírus por aqui, os desfiles programados para abril foram cancelados. Os organizadores passaram a estudar alternativas e planejavam um formato híbrido, que misturaria eventos digitais e físico.

Mas na semana passada a São Paulo Fashion Week anunciou que não terá atrações presenciais. Vai ter apenas um evento digital entre os dias 4 e 8 de novembro, que vai apresentar conteúdos históricos e inéditos, em comemoração aos seus 25 anos.

No comunicado, os organizadores informam que a decisão foi tomada porque, mesmo com todos os cuidados planejados, eles concluíram que a concentração de profissionais nos bastidores seria inevitável e iria expor as pessoas a riscos. Abre aspas: "Diante da perspectiva ainda incerta de solução para o quadro de emergência sanitária, a nossa prioridade, mais do que nunca, é a segurança das pessoas", fecha aspas.

Camila Coutinho, uma das primeiras influenciadoras digitais brasileiras, entrou pro time de personalidades que têm marca de beleza própria. Mas não é de make nem de skincare, pelo menos por enquanto: a fundadora do blog Garotas Estúpidas resolveu investir na GE Beauty, que começa como uma linha de cuidados pro cabelo. A ideia, conta Camila, surgiu de uma maneira curiosa. Há alguns anos, ela descobriu que havia sido plagiada por uma empresa, que lançou uma linha de hair care com o nome Garota Estúpida. A influenciadora conseguiu tirar os produtos do mercado, mas teve um certo trabalho, porque o negócio já estava bem estabilizado. E ela, então, percebeu que poderia fazer algo na área.

Vaidosa, sem ser obcecada pelo visual, Camila explicou pra gente que o conceito da sua marca é muito baseado na relação que ela mesma tem com a beleza:

"Eu nunca gostei de me sentir escravizada por nada. Eu tenho cabelo branco, eu pinto quando me dá na telha. Tem semana que dá tempo de fazer unha, tem semana que não, sabe? Me maquio, tem dia que eu tô a fim de me maquiar bastante, outros dias menos. Passei agora na quarentena três meses sem usar secador. Então, eu gosto de ter essa relação mais natural, porque acho que a beleza realmente é isso, quando ela é sedimentada na verdade e no que você é mesmo é um conceito muito mais forte, né? É por isso que a gente quis fazer cabelo, muito por essa linha também, porque não existia nenhuma outra marca de cabelo no Brasil que tivesse essa estética, esse discurso, de não vamos criar mais um problema na vida de vocês, a gente tá aqui pra servir de solução e você diz o que você quer mudar ou realçar no seu cabelo. Por isso é uma linha customizável, que tem três produtos: a gente tem xampu, máscara, leave-in e quatro boosters, cada um com uma função – hidratação, definição, antioxidante e força – e aí a pessoa vai descobrindo o que ela quer cuidar no cabelo dela. Então, a gente não quer dizer que seu cabelo tá com muito frizz ou que tá com muito volume ou que tá com pouco volume. É você, que nesse processo de tornar o banho um ritual, que vai te trazer muitos outros benefícios além de um cabelo bonito, vai descobrir o que seu cabelo precisa."

O que Lady Gaga, Elton John, Dita Von Teese e Ru Paul têm em comum? Todos já estrelaram campanhas da Viva Glam, a linha de batons da M.A.C que arrecada fundos para combater a Aids e ajudar portadores do HIV pelo mundo. Agora, na sua 26a edição, a marca de cosméticos traz como nova embaixadora ninguém menos do que Rosalía. A cantora espanhola, que colocou o flamenco no radar da música pop, não só estrela a campanha como também ajudou na criação do novo batom da marca, que é de um vermelhão, bem saturado.

Em entrevista à ELLE Canadá, Rosalía disse que vermelho é a sua cor preferida. Para a cantora, o vermelho representa a força e está muito conectado à cultura do flamenco.

A renda obtida com a venda dos batons e brilhos labiais da linha Viva Glam é 100% revertida pra organizações que atuam na luta contra o HIV e no apoio à mulheres, meninas e à comunidade LGBTQIA+.

"We know one fashion brand can't change all of this. But we can change the way we work and the clothes we make."

Quem acabou de falar foi Tommy Hilfiger, no vídeo que anuncia o programa Make it Possible, implementado pela marca que ele fundou há 35 anos. Nesse trecho, o designer norte-americano diz que eles sabem que uma marca de moda não pode mudar tudo, mas que eles podem mudar a forma como trabalham e as roupas que fazem.

Lançado na semana passada, o programa estabelece 24 metas pra grife a serem cumpridas até 2030, com o objetivo de fazer da Tommy Hilfiger uma marca que produz roupas com zero desperdício e que acolha a todos os tipos de pessoa.

Entre as metas estabelecidas, estão a de usar materiais naturais provenientes de sistemas regenerativos e materiais sintéticos vindos de fontes recicladas. A empresa também se compromete a reduzir o uso de água, os níveis de emissão de gases e pretende ainda ser reconhecida globalmente como uma marca inclusiva e acessível.

Já faz algum tempo que a Tommy Hilfiger vem investindo nesses pilares.

Entre as iniciativas realizadas pela grife, estão a inclusão de manequins de 48 a 52 na grade de tamanhos, e a categoria gender neutral nas coleções. Em relação a projetos sustentáveis, a marca anunciou no ano passado um jeans 100% reciclado, feito com sobras de algodão e com linha de costura produzida a partir de garrafas de plástico recicladas. A marca também lançou recentemente um tênis que tem o cabedal feito com um couro alternativo que leva 24% de fibras recicladas de maçãs.

No vídeo de divulgação do projeto, Tommy Hilfiger diz que eles ainda não sabem como vão conseguir realizar tudo o que pretendem, mas que vão tentar e que estão abertos a críticas. De qualquer forma, iniciativas como essa são bem relevantes, principalmente quando a gente se lembra do impacto negativo da moda no meio ambiente. O setor não chega a ser a segunda indústria mais poluente do mundo, como muitos afirmam, mas ocupa uma posição bem elevada nesse ranking. Como já citou a nossa colunista Marina Colerato, a emissão de CO2 pelas indústrias da moda é 21 vezes maior do que as emissões do setores de aviação e navegação juntos. Sem falar no caminhão de lixo têxtil que é despejado a cada segundo no mundo.

E nesta semana a sugestão da vez é da Nathalia Levy, nossa editora digital. A dica da Nath não é de livro nem de música nem de série. É de uma newsletter, a Maybe Baby, de Haley Nahman, ex-editora do Man Repeller. Conta mais, Nath!

Oi, ouvintes do Pivô, eu vim indicar uma newsletter escrita por uma jovem jornalista chamada Haley Nahman. Ela costuma ser editora no Man Repeller, o site da Leandra Medine, onde ela escrevia sobre moda, comportamento. Eu amava os textos que ela fazia, mas ela saiu do site em fevereiro e acabou lançando essa newsletter em março. A newsletter não tem exatamente um tema, mas basicamente ela traz textos em primeira pessoa que resumem muito a nossa experiência em sermos millenniuns. Essa nossa tentativa como jovens adultos, de tentar criar, colocar coisas novas no mundo, ainda mais num mundo cada vez mais incerto, né? Surgem muitas dúvidas, muitas inseguranças, e eu acho que ela escreve e consegue resumir essas novas experiências muito bem. Tem política, tem humor, tem debate sobre redes sociais, que eu amo, e sempre tem também uma seleção de links no final, que pessoalmente eu acho que é uma das melhores curadorias da internet. E, enfim, eu sou suspeita pra falar, porque eu já era fã do Man Reppeler, quando ela escrevia lá, mas eu acho que ela é uma das pessoas que consegue hoje navegar e trazer todos esses temas atuais, de formas não clichês, e que sempre me apresenta alguma coisa nova. E é isso. Pra quem não tem o costume de ler newsletter, também fica a dica, eu acho que é um meio superinteressante, é uma cena que tá acontecendo, que tem muita coisa nova, principalmente por jornalistas que estão saindo de veículos grandes e estão usando na newsletter uma forma de virar os seus próprios veículos. A newsletter da Haley, é importante falar, tem a versão paga e gratuita. A gratuita é uma vez por mês e a paga é semanal e também tem um podcast exclusivo pras pessoas que assinam. E é muito gostoso esperar ela mandar a próxima newsletter. É uma das coisas que só uma newsletter pode proporcionar mais do que acompanhar um site por RSS ou até nas redes sociais. Então, é isso. Se gostarem da dica, a gente pode trazer mais dicas de newsletters por aqui. É isso, beijos e até a próxima.

E a Nathalia Levy não contou, porque ela é muito modesta, mas é ela que escreve a newsletter da Elle. Se você não assina, é só entrar no nosso site e informar o seu email lá no finzinho da home. A newsletter da Elle chega toda segunda-feira, é de graça e tem dicas e uma curadoria superbacana da Nath.

E se você quiser sugerir, perguntar, conversar com a gente… Enfim, participar do nosso próximo episódio do Pivô, basta entrar em contato por uma das redes sociais da ELLE Brasil ou pelo nosso grupo do Facebook, o ELLE, O Grupo.




Levantamos as mais recentes acusações de plágio para discutir os limites entre criação autoral e cópia, prática entendida por alguns como danosa e por outros como combustível criativo.

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