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Weider Silveiro desfilou na Casa de Criadores por 15 anos. No ano passado, porém, sentiu necessidade de algumas mudanças. Sentia sua carreira estagnada, com necessidade de alçar vôos não necessariamente mais altos, apenas diferentes. A oportunidade veio com uma ligação de Paulo Borges, fundador e diretor da SPFW, e um convite para integrar o line-up da semana de moda paulista.

O sim não foi uma resposta fácil. "Estava muito feliz na Casa, e nunca vi minha participação lá como uma etapa ou trampolim para chegar aqui" fala o estilista. "Venho mostrando meu potencial criativo na CdC há mais de uma década, para uma plateia e imprensa ávidas por isso. Agora, é a fase de fortalecer minhas criações frente a um mercado maior, de levar meu trabalho para novos espaços."

Neste domingo, 27.06, Weider deu o próximo passo. Ainda que, em termos conceituais, este passo tenha sido motivado por um olhar para o passado. "Precisei voltar a minha essência, lembrar por que decidi estudar e fazer moda. Percebi que isso estava ligado ao design. Queria resgatar isso, falar de roupa, de construção, caimento, tecido, corte."


A coleção é uma das mais focadas em produtos já desfiladas pela marca. Diferentemente de temporadas passadas, nesta não há um tema específico. Existe, sim, a vontade de trabalhar com peças, estilos e vontades – sejam eles momentâneos ou do tipo amor para toda a vida.

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A alfaiataria, por exemplo, é uma paixão antiga de Weider, fã declarado de Margiela e Balenciaga. Agora, ela segue a cartilha das tendências atuais, com modelagem e proporções geométricas e oversized. A diferença vem na superfície, toda decorada com estampas florais. As transparências, que sempre permeiam o trabalho do designer, aparecem em conjuntos plissados, ora minimalistas ora românticas, com mangas infladas e laços nas golas. Rola ainda um desejo (ou aspiração) de alta-costura, visto nas crinolinas combinadas a camisetas, quase como uma couture da vida real.

Aliás, vida real é uma expressão interessante aqui. O vídeo foi captado e editado com aparelhos Apple, uma parceria entre a Weider Silveiro e a empresa de tecnologia. No filme fashion, as modelos caminham pela cobertura do Edifício Copan e interagem com os gadgets, numa referência ao registro que fazemos de nossas vidas por meio deles – só que sem filtro, sem edição. Por trás ou escondida em toda selfie, tem um fio aparente, uma tubulação, sem contar no vento e naquelas cliques desastrosos antes da hora que resultam em fotos de ângulos esquisitos e caretas mil.

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Talvez inconscientemente, a crueza do cenário em contrastes com as roupas revela uma característica importante da moda de Weider Silveiro. Por mais aspiracional ou elaborada que seja, ela nunca esquece ou aliena a realidade. No começo da entrevista, o estilista fala sobre sua paixão por design. E nada resume melhor um bom designer do que sua capacidade de relacionar criatividade, funcionalidade e contexto de mundo.

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