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Conhecida pelo DNA minimalista e atemporal, a Uma completa 25 anos em março, mas já inicia as celebrações neste sábado, 19.02, com o lançamento da coleção Lua. “Desenvolvemos um trabalho gráfico superbacana na estamparia a partir de telas que produzimos no ateliê", fala Raquel Davidowicz, fundadora e diretora criativa da marca paulistana. "Buscamos ir além das obviedades através de cortes irregulares no tecido estampado, que deram uma característica única a cada peça”, completa.

Em tons de marinho, carvão, canela, off-white, preto e branco, os looks são arrematados por um cetim mais encorpado, tules com efeito amassado permanente, crepe de viscose, em peças como vestidos, macacões, tricôs oversized e moletons de stretch.

Os tecidos com componentes sustentáveis, aliás, ganham destaque. Exemplos são a viscose eco com certificado Lenzing, o nylon reciclado, os jeans com tingimento de baixo impacto e alguns itens de upcycling. “A gente já vem trabalhando com esse foco há algum tempo, tentando ao máximo reaproveitar materiais e utilizar fibras e tingimentos naturais em nossas criações”, diz Raquel.

Raquel Davidowicz.Foto: Vini Brandini

Desde o debut, em 1997, a Uma propõe maneiras diferentes de fazer moda, apostando em colaborações com arte e dança, sem nunca abrir mão do minimalismo como essência. “Começamos com a ideia de fazer uma loja itinerante (na época, o termo pop-up store ainda não existia) para testar a marca, então desenhei uma coleção pequena, com uns 20 modelos, todos clean e atemporais, fabricados na confecção dos meus sogros”, lembra Raquel.

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Ao lado do marido, Roberto Davidowicz, ela alugou um espaço em uma galeria de arte, no bairro da Vila Madalena, e convidou 10 pessoas de áreas e idades diferentes para ajudar com o lançamento. “Pedimos que cada um trouxesse mais uns 20 amigos e foi um sucesso.”

Com a boa repercussão, a dupla produziu uma segunda coleção. O lançamento, contudo, coincidiu com as festas de fim e as demandas da data trouxeram a necessidade de um ponto fixo. “Estávamos em dezembro, e surgiu a questão das trocas de presentes, a loja precisaria estar ativa para isso. Aí, acabamos ficando e estamos na Vila até hoje”, fala Raquel.

Foto: Gil Inoue

Nesse meio tempo, a grife chegou a ter lojas em shoppings, desfilou na São Paulo Fashion Week, entre 2004 e 2018, expandiu as vendas nacionais no atacado e teve uma loja em Nova York, que precisou ser substituída por um centro de distribuição de e-commerce por conta da pandemia. Hoje, além do ponto na Vila Madalena, há um espaço no Leblon, no Rio de Janeiro.

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Entre os momentos mais marcantes dessa trajetória, está a parceria com a São Paulo Companhia de Dança, iniciada em 2013 e até hoje em curso. “Fizemos um desfile-coreografia e foi muito marcante, não só pela apresentação, mas por todo o processo de vestir os bailarinos, entendendo como o corpo se movimenta com as roupas”, conta Raquel. Outra dobradinha inesquecível foi com a Fundação Lygia Clark, naquele mesmo ano. “Tivemos acesso ao acervo e, além da estamparia com a série dos bichos, ajudamos no projeto de desenvolvimento das obras em plástico, que foram vendidas na loja”, recorda a estilista.

Nessa troca entre arte, arquitetura e moda, também se destacam colaborações com artistas como Macaparana – amigo pessoal de Raquel, cujas obras serviram de cenário para os cliques da nova coleção –, Regina Silveira, Jac Leirner, Mana Bernardes, Marcio Kogan e Geová Rodrigues. “É um looping infinito pensar que fizemos muita coisa com pessoas tão legais, e de uma forma tão prazerosa, todos se tornaram grandes amigos”, diz a diretora de criação.

Foto: Gil Inoue

Além do lançamento da coleção comemorativa, a Uma se concentra no showroom norte-americano, visando o atacado para lojistas internacionais, e na expansão da Uma X, linha lançada em 2020 em parceria com a filha Vanessa. “É mais jovem, sem gênero e com foco total na sustentabilidade”, define Raquel. Pensada para ampliar o DNA da marca mãe, de acordo com as mudanças que estão acontecendo no mundo, a nova etiqueta aposta 100% no upcycling de materiais, nos tingimentos naturais e em preços mais acessíveis. “Temos observado como as pessoas estão se comportando hoje, buscando acompanhar e ter um nicho de clientes que entendam e gostem do nosso processo.”

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Para Raquel, a visão do consumidor é a mais importante e uma grande fonte de inspiração. “Temos que sentir o que as pessoas querem, como uma boa matéria-prima e conforto”, diz a estilista, que possui uma clientela fiel e engajada desde o início. “Criamos um nicho que confia muito na marca e sempre nos deparamos com um discurso frequente de pessoas que possuem peças de 20 anos atrás.”

Foto: Gil Inoue

O sucesso vem do cuidado constante com o público. “Isso sempre existiu, mas hoje estamos ainda mais atentos para não excluir e nem ofender ninguém”, explica Raquel. “É uma filosofia superimportante que veio pra ficar, por isso estou rodeada de pessoas que me ajudam a ter esse cuidado.”

De olho nos desdobramentos da pandemia para seguir com os planos em torno do aniversário, Raquel deseja ver a Uma ainda mais fincada na sustentabilidade e na inclusão pelos próximos anos. “Espero um futuro mais fluido e leve, que as pessoas estejam mais abertas, e a gente consiga continuar com a marca como temos feito, quebrando barreiras, sempre de uma forma natural”, diz. Que venham os próximos 25.

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