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Foto: Michel Rousseau
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Nascido em Toronto, no Canadá, Sean Brown prefere se denominar mais como multitalento, no singular mesmo, do que como designer, fotógrafo ou diretor criativo. Sua história começa com sua primeira marca de roupas, a NEEDS&WANTS, lançada em 2013. Desde então, o que era para ser uma pequena seleção de peças essenciais com acabamento de luxo se tornou uma grife de sucesso com designs altamente cobiçados.

Algum tempo depois, mais especificamente em 2018, veio a primeira exposição individual, chamada de CURVES. Exibida pela primeira vez na Peter MacKendrick Gallery, em Toronto, e depois na Letter Bet, em Montreal, e no Royal Ontario Museum, a mostra começa com uma série de imagens registradas pelo seu antigo Iphone, de vivências e experiências pelo mundo. A ideia era expor como fatos cotidianos têm impacto direto sobre sua produção criativa e cultural.

Desse processo surgiu também uma segunda empreitada, a Curves by Sean Brown. A marca mistura moda, utensílios domésticos e outros objetos, podendo ser vista como um projeto multidisciplinar capaz de proporcionar diferentes experiências para o consumidor ou para um simples espectador.

Look da marca NEEDS&WANTS, criada por Sean Brown. Look da marca NEEDS&WANTS, criada por Sean Brown.Foto: Neva Wireko

Para além da carreira solo, Brown tem no portfólio trabalho com artistas proeminentes como Daniel Caesar (para quem dirigiu e fotografou as capas de álbuns), Jay Whiss, Jesse Gold e Amaal.

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A seguir, conversamos o multitalento conta mais sobre seus processos criativos, vivências e projetos.

Quais foram suas principais referências e o que fez você criar a identidade que carrega em seu trabalho hoje?

Antes de ter a arte como carreira, planejava ser animador na Disney ou jogar futebol profissional. Minha mãe colecionava revistas em casa, estava sempre tirando fotos de coisas e fazendo algo criativo. Isso acabou aguçando meu interesse pela criação. Então, digo que ela teve uma grande influência sobre mim desde o início.

Como e quando começou seu caminho na direção criativa?

É difícil dizer. Na minha cabeça, começou em 2008, quando tinha um blog só para fazer coisas que eu gostava. Coloquei na minha cabeça que eu era um diretor criativo e isso foi tomando forma na última década. Olhando para trás, acho que a direção criativa se torna uma coisa real quando você é encarregado de dirigir algo criatividade e é pago por isso. Ainda assim, nunca quero perder a abordagem de espírito livre que eu tinha antes de ter a minha carreira.

Você estudou ou fez alguma faculdade?

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Abandonei o ensino médio no último ano e montei um portfólio que me levou a uma faculdade particular de moda. Mas desisti depois de um ano e comecei a entender meus processos com os aprendizados cotidianos.

Como você entendeu que podia criar com o que já havia vivenciado?

Não sei se comecei a entender meus processos naquela época. A única coisa que me manteve em movimento foi uma sensação de ilusão. Acreditei que conseguiria fazer ou criar, embora ainda não o tivesse feito ainda. O mais importante disso tudo é que eu estava disposto a provar isso para mim mesmo. Ainda que tivesse que fazer isso a minha vida inteira. Nunca achei que estivesse na Terra para fazer outra coisa.

Exposi\u00e7\u00e3o assinada por Sean Brown. Exposição Curves, no Peter MacKendrick Gallery, 2018.Foto: James Lee

Pode nos contar sobre sua primeira exposição em 2018?

Estava em turnê, fazendo exposições em Londres, Los Angeles, Seul. Quando voltei, decidi montar minha própria exposição que destacasse minhas viagens e documentações de anos anteriores. A primeira foi em Toronto e contou com uma coleção de fotos feitas de iPhone que acabaria se tornando meu primeiro livro de fotos para a Curves by Sean Brown.

O que mudou em sua carreira e processo depois dessa exposição?

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Completar uma coisa me fez querer completar outra. É uma equação de consistência. Continue fazendo algo enquanto procura fazê-lo melhor a cada vez, e você continuará crescendo mentalmente e fisicamente em seus processos.

Como nasceu o Curves by Sean Brown?

Tínhamos uma pop-up planejada para o Coachella 2020, e eu estava filmando na Espanha dias antes de tudo fechar por conta da covid-19. Não vi as coisas normalizando, então achei melhor me adaptar de alguma forma. Estávamos todos em casa, e eu havia acabado de me mudar para um novo apartamento. Comecei a olhar em volta para entender o que eu precisava fazer para aquele espaço parecer um lar. Senti que precisava de um tapete, uma das primeiras coisas que estava querendo comprar. Não vi nada de que gostasse, então pensei em experimentar desenhar eu mesmo. Assim criei meu primeiro utensílio doméstico, o tapete em forma de disco, até hoje disponível na marca.

Quais são os projetos atuais nos quais você está trabalhando?

Estamos produzindo uma linha completa de móveis, entre itens pequenos e grandes. Estou muito animado para vê-los ganhar vida. Acho que a cadeira The Archway foi a primeira coisa que nos fez querer nos aprofundar mais no mobiliário doméstico, além da decoração para casa.

Sean Brown e cadeira assinada por ele. Sean Brown e cadeira assinada por ele.Foto: Michel Rousseau

Seu trabalho tem uma ligação muito forte com a moda, você sente isso? Se sim, como traz isso para seus processos de maneira tão natural?

Como eu tinha uma marca de moda masculina antes de entrar na música e nas artes, muito da minha entrada no espaço criativo veio desse universo do varejo, as roupas. Mas é apenas uma parte da fibra do que eu faço. Quando você está construindo uma roupa, você a considera de cima para baixo se for detalhista. É assim que vejo todos os aspectos de um design, visto um quarto da mesma maneira que vestiria uma modelo. Tem que haver uma sinergia por toda parte para que as coisas pareçam completas e conectadas.

Por último mas não menos importante,gostaríamos de agradecer pelo espaço, você é uma potência criativa e uma grande referência para muitas pessoas pretas. Você poderia deixar uma mensagem para os criativos pretos do Brasil?

Obrigado <3! Diria para amarem as coisas. Não apenas gostar, se é algo que você quer fazer todos os dias. Ame! Ame de verdade e ame o suficiente para acrescentar ao que já foi feito e fazer algo diferente. As coisas estão mudando constantemente e tem bem menos regras para nossa vantagem, não só como criadores, como pessoas em geral.

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