Os estilos de decoração de interiores que serão tendência em 2026
Do minimalismo sensorial à arquitetura regenerativa, os estilos de decoração de interiores para 2026 revelam uma nova forma de morar: mais afetiva, consciente e conectada à experiência cotidiana.
Os estilos de decoração de interiores que ganham força em 2026 refletem uma mudança profunda na forma como nos relacionamos com a casa. Mais do que acompanhar modismos visuais, o morar passa a ser entendido como experiência, refúgio e extensão da identidade de quem habita o espaço.
Arquitetos apontam um movimento coletivo de desaceleração, valorização do sensorial e escolhas mais conscientes, tanto do ponto de vista estético quanto do ambiental. A lógica do “ambiente de vitrine” perde espaço para interiores que acolhem, contam histórias e atravessam o tempo com naturalidade.
Em comum, os projetos revelam uma busca por conforto emocional, materiais autênticos, paletas mais quentes e uma curadoria apurada, capaz de equilibrar tradição e contemporaneidade. A seguir, confira os principais estilos de decoração de interiores que devem ditar o ritmo do morar em 2026, segundo profissionais que acompanham de perto as transformações.
Arquitetura sensorial e narrativa

Foto: Instagram/@felipecaroloarq | Ruy Teixeira
Mais do que um estilo fechado, a arquitetura sensorial e narrativa parte da ideia de que os ambientes devem criar uma conexão imediata com quem os habita. Segundo a arquiteta Marina Dubal, a proposta abandona o conceito de “ambiente de vitrine” e aposta em projetos que despertam emoções por meio de texturas, luz e memória.
Essa abordagem valoriza a chamada narrativa visual, quando cada material, objeto ou acabamento tem propósito e significado dentro do espaço. “Não é apenas sobre decorar, é sobre criar ambientes que emocionam”, define Marina. Dentro desse contexto, os estilos de decoração de interiores se tornam mais autorais e menos replicáveis.
No projeto acima, assinado pelo arquiteto Felipe Carolo, ele utiliza diversas texturas, como o veludo do sofá e o tapete de lã de carneiro, e também cores, como vemos nas almofadas e quadros, para trazer esse quê pessoal e sensorial.
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Minimalismo quente

Foto: Instagram/@larissachadyarquitetura
Entre os estilos de decoração de interiores que aparecem de forma mais consistente, estão as releituras do minimalismo aquecido, com toques mais orgânicos e emocionais. Linhas limpas continuam presentes, mas agora combinadas a materiais naturais, paletas quentes e uma atmosfera de abrigo. Linguagens como warm minimalism, japandi contemporâneo e neo-organic modern aparecem como resposta ao desejo de desacelerar.
Além disso, a arquiteta Julia Feu, do escritório Feu Arquitetura aponta que permanece em alta a valorização do morar como experiência, não apenas como imagem. “São estilos que traduzem essa necessidade coletiva de acalmar”, diz ela. Para isso, madeiras com veios aparentes, tecidos naturais, como linho e algodão, e superfícies foscas ajudam a criar ambientes silenciosos visualmente, funcionais e atemporais.
O projeto acima, da arquiteta Larissa Chady, conta com todos esses elementos citados. Os móveis de madeira trazem acolhimento ao espaço, assim como o tecido natural do sofá e a luz indireta da luminária de piso.
Natural contemporâneo

Foto: Instagram/@marcelorossetarquiteto | Rafael Renzo
Outro movimento forte entre os estilos de decoração de interiores que serão tendência em 2026 é a valorização do natural aplicado de forma contemporânea. Tons terrosos, beges quentes, verdes fechados e off-whites menos frios criam uma atmosfera de conforto e permanência. “Vejo uma busca por mais luz, cores acolhedoras e ambientes com clima de casa, daqueles que você entra e tem vontade de ficar”, afirma o arquiteto Olegário de Sá. Materiais que envelhecem bem, como madeira, pedra natural e acabamentos menos brilhantes, ganham espaço por aliarem estética, praticidade e baixa manutenção.
Na sala de estar acima, projetada pelo arquiteto Marcelo Rosset, as luzes indiretas amareladas na prateleira reforçam o clima de acolhimento. Além disso, os tons terrosos no painel de madeira, objetos e até mesmo nas almofadas resgatam o conforto necessário para um ambiente de descanso. Já os quadros nas paredes trazem um quê contemporâneo e cheio de personalidade.
O clássico reinterpretado

Foto: Instagram/@todosarquitetura | Maura Mello
O retorno do clássico é consenso entre os arquitetos, mas longe de qualquer nostalgia literal. Este ano, ele surge de forma depurada, estratégica e atemporal, funcionando como base de sofisticação para projetos bem atuais. “É uma releitura contemporânea onde elementos clássicos funcionam como âncoras de sofisticação em ambientes modernos”, explica Marina Dubal. “É o que chamamos de timeless.” Este estilo de decoração resgata as molduras, boiseries e tecidos como veludo e jacquard. O culto ao trabalho artesanal, por sua vez, surge com menos ornamentos e mais intenção, respeitando a proporção, funcionalidade e longevidade de cada elemento.
No quarto acima, projetado pelo escritório Todos Arquitetura, a roupa de cama com itens feitos à mão traduz esse estilo de decoração, assim como a moldura oval do espelho e o banquinho da penteadeira. Além disso, a arandela com luz direcionável completa o espaço de descanso, transmitindo funcionalidade e aconchego.
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Contemporâneo sustentável

Foto: Instagram/@milcentarquitetura | Tarso Figueira
Foto: Instagram/@milcentarquitetura | Tarso Figueira
A sustentabilidade deixa de ser um diferencial e passa a ser fundamental nos projetos. Em 2026, ela aparece associada à excelência da técnica, durabilidade e inteligência construtiva. “Este ano, decorar será, acima de tudo, projetar com visão de longo prazo, considerando o impacto ambiental, o bem-estar e a permanência estética dos espaços ao longo das décadas”, afirma o arquiteto Jayme Bernardo. Materiais certificados, eficiência energética e escolhas que reduzem a necessidade de substituições frequentes definem esse estilo, que une responsabilidade ambiental e sofisticação discreta.
No apartamento assinado pelo escritório Milcent Arquitetura, o espaço valoriza a integração dos ambientes e traz uma linguagem contemporânea ao lar, ao mesmo tempo em que materiais sustentáveis e duráveis, como a madeira, estão presentes por toda parte.
Tecnologia funcional

Projeto assinado pela arquiteta Carolina Maluhy Foto: Ruy Teixeira
Outro consenso entre os arquitetos é a presença cada vez mais discreta da tecnologia. Em 2026, ela aparece integrada aos projetos sem interferir na linguagem estética. Automação, conforto térmico e acústico, eficiência energética e soluções construtivas inteligentes elevam a experiência do morar sem roubar a cena.
Mas como atualizar a casa sem grandes reformas?
Para quem quer levar as tendências de 2026 para dentro de casa sem grandes obras, a boa notícia é que pequenas mudanças fazem uma grande diferença. Trocar tecidos, tapetes, luminárias e ferragens, atualizar a paleta de cores e investir em iluminação indireta já transforma completamente um ambiente.
Os arquitetos Julia Feu e Cadu Mayresse destacam o uso de fibras naturais, cortinas mais encorpadas, plantas e objetos com textura. Já Marina Dubal reforça a importância do garimpo afetivo e a mistura de peças vintage, heranças e referências de viagem, criando camadas de identidade e alma para o lar.
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