5 fatos por trás do novo disco de Harry Styles

Inglês lança "Kiss all the time. Disco, ocasionally", depois de maratonas de corrida e uma vida "normal".


O novo disco de Harry Styles
Foto: Divulgação



Foram três anos experimentando uma vida “anônima”, mas ele está de volta após uma  pausa na carreira anunciada em 2023. Kiss all the time. Disco, ocasionally, novo disco de Harry Styles chega nesta sexta-feira (6.3). O dia também marca seu retorno aos palcos, com uma apresentação em Manchester que estreia na Netflix neste domingo (8). 

Entre viagens pela Europa, festivais e maratonas – neste período, o cantor mergulhou na corrida –, o período de hiato serviu principalmente para que pudesse cuidar da própria saúde mental. O intervalo transbordou para o disco, tanto na sonoridade quanto nos temas que traz à tona nas letras.

Confira abaixo mais sobre o novo disco de Harry Styles.

LEIA MAIS: O agente secreto, Peaky Blinders, BTS e mais destaques do streaming em março



Um disco com influências eletrônicas

Kiss all the time. Disco, ocasionally parece espelhar o período em que Styles se retirou dos holofotes e foi viver uma vida anônima pela Europa, após o fim da turnê Love on tour, em 2023. A estética e o nome fazem referências à disco music, mas o astro vai além e parece mais interessado em testar os limites do pop que o consagrou, flertando com o house e o techno. Vai buscar em sintetizadores e no rock eletrônico de LCD Soundsystem, como revelou, a sua inspiração. “Aperture”, primeiro single do novo disco, lançado em janeiro, já dava uma pista do que viria, mas é a sonoridade de faixas como “Season 2 weight loss”, com batidas que parecem fora do tempo, em uma letra sobre saúde mental, que entregam este Harry baladeiro e musicalmente disposto a experimentar.

GettyImages 2258956093

Harry Styles no Grammy, em fevereiro Foto: Christopher Polk/Billboard via Getty Images)

Armário fluido

Se na música a experimentação é uma novidade, na moda, o estilo fluido de Harry Styles nas escolhas de looks em shows e premiações já se tornou uma de suas marcas. Em 2022, tornou-se inclusive alvo de críticas sobre um suposto queerbating – o cantor estaria se apropriando de códigos queer para atrair o público LGBTQIA+ sem falar sobre a própria sexualidade. No Grammy deste ano, em que fez sua primeira aparição pública após a pausa na carreira para entregar o principal prêmio da noite a Bad Bunny, combinou um blazer acinturado da coleção feminina da Dior com calça jeans e ballet flats. No Brit Awards, na semana passada, que marcou sua volta aos palcos, cruzou o tapete vermelho com um terno Chanel e (novamente) sapatilhas.


Vida “anônima”

Foram intensos os anos que antecederam a pausa que Harry Styles anunciou na carreira em 2023. Vinha do sucesso estrondoso do disco Harry’s house (2022), Grammy de álbum do ano, e uma turnê mundial. Mas, com os 30 anos batendo à porta, no auge da carreira, sentiu que precisava olhar para as outras áreas de sua vida. E foi viver de forma tão “anônima” ou “normal” quanto é possível para alguém frequentemente flagrado por paparazzi. Boates em Berlim, visitas à Itália – uma delas com Zoe Kravitz, apontada como seu novo affair, e outra durante o conclave, que disse ter ido acompanhar por curiosidade ao ver a agitação nas ruas pelo anúncio do novo papa, enquanto cortava o cabelo – e maratonas na capital alemã e Tóquio foram alguns de seus programas. A corrida, inclusive, tem sido essencial para sua saúde mental e para a criação do novo disco, contou à revista Runner’s world, a única capa que quis estampar antes do álbum. O cantor foi entrevistado por Haruki Murakami, um dos mais importantes escritores da literatura japonesa, além de maratonista e autor de Do que eu falo quando falo de corrida (2007).

Show de estreia no streaming

O primeiro show do novo disco de Harry Styles, nesta sexta-feira (6), em Manchester, na Inglaterra, poderá ser visto a partir de domingo, às 16h (horário de Brasília), em Uma noite em Manchester, na Netflix. Esta é a primeira vez que o britânico terá um show seu exibido na íntegra em uma plataforma de streaming. O projeto abre caminho para a residência artística Together, together, que começa em maio. O cantor contou em entrevista a Zane Lowe, da Apple Music, que optou pelo modelo, em vez de uma turnê mundial, porque acredita que fazer mais shows em um determinado local torna-o melhor do que várias apresentações em sequência em locais diferentes. Harry vai passar inicialmente por sete cidades. O Brasil foi contemplado com quatro shows, em São Paulo, entre 17 e 24 de julho. Serão 30 apresentações em Nova York, no Madison Square Garden, e seis no Estádio de Wembley, em Londres. Os convidados da turnê incluem incluem Robyn, Shania Twain, Jorja Smith e Jamie xx.

Saúde mental

A pausa de Harry Styles foi necessária para cuidar da saúde mental quando o cantor se via no auge de sua trajetória solo, mas a sobrecarga, contou à revista Runner’s world, era sentida desde os tempos de One Direction, a banda onde ele começou sua carreira. Se hoje parece difícil imaginar o inglês cabendo dentro das fórmulas prontas de uma boy band, fato é que foi ao estilo “conto de fadas da indústria” que a carreira dele começou. Em 2010, descoberto na versão britânica do reality show The X Factor, foi escolhido para integrar a boy band One Direction. Ao lado de Liam Payne (morto em 2024), Zayn Malik, Niall Horan e Louis Tomlinson, fez sucesso até 2016, quando a banda anunciou uma pausa por tempo indeterminado. No ano seguinte, Harry lançaria seu primeiro álbum, homônimo, despontando em voo solo. 

LEIA MAIS: Por que histórias de amor entre homens, como Heated rivalry, conquistaram as mulheres

Para ler reportagens e séries especiais, assine a ELLE View, a área exclusiva da ELLE para assinantes.