Glicólico, salicílico e mais: 4 ácidos que você também pode usar no corpo e seus benefícios
Muito além dos cuidados com o rosto, o ácido glicólico e outros ativos despontam como aliados para tratar foliculite, queratose pilar e melhorar a textura da pele corporal.
Quando se fala em skincare, ácidos como o glicólico costumam ser associados apenas aos cuidados faciais. No entanto, ativos que fazem sucesso no rosto também podem ter espaço na rotina corporal e ser importantes aliados para quem convive com foliculite, queratose pilar (as famosas bolinhas) e regiões de pele mais espessa.
Antes, porém, vale um alerta: nem todo ácido usado no rosto deve ser automaticamente levado para o corpo, e cada ativo tem uma função específica. Segundo o médico dermatologista pela Universidade de São Paulo, Kenji Nakahara, o primeiro passo para qualquer queixa continua sendo um dos mais básicos: hidratar a pele.
“A foliculite ou a queratose pilar acontecem quando a camada mais superficial da derme começa a ficar mais grossa. Com isso, os pelos têm dificuldade para emergir. O tratamento inicial, que resolve a maioria dos casos, é hidratação”, explica o especialista. Isso porque um bom hidratante já é capaz de amolecer a camada córnea, facilitando a saída dos pelos. Em muitos casos, esse cuidado é potencializado pelo uso de ativos queratolíticos, como os listados a seguir:
Ácido glicólico
Entre os mais indicados, o glicólico aparece como um dos favoritos entre os dermatologistas. Pertencente à família dos alfa-hidroxiácidos (AHAs), ele promove uma esfoliação química suave, acelerando a renovação celular e melhorando a textura da pele.
Segundo Kenji, seu uso contínuo faz diferença especialmente em quem sofre com queratose pilar. “Na prática clínica, costumo recomendar aos meus pacientes com essa queixa o tônico esfoliante iluminador Glycolic Acid 7%, da The Ordinary, porque, a longo prazo, ele afina essa camada da pele”. O resultado esperado é uma superfície mais lisa, com menos aspereza e redução das bolinhas causadas pelo acúmulo de queratina.
Dove, R$ 48

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The Ordinary, R$ 148

Ácido salicílico
Outro ativo bastante conhecido é o ácido salicílico, um beta-hidroxiácido (BHA) que também possui ação queratolítica e ajuda a desobstruir os poros. “O salicílico também serve para isso, mas como a área corporal é muito grande, a tendência é não usá-lo tanto”, explica o dermatologista. Na prática, ele costuma ser reservado para áreas menores ou para situações específicas, sempre com orientação médica.
Eucerin, R$ 94

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Ácido retinóico
Quando a queratose pilar ou a foliculite são mais extensas e resistentes aos tratamentos convencionais, o ácido retinóico, ou tretinoína, pode entrar em cena. “Se o paciente tem uma queixa muito extensa ou importante, partimos para o tratamento medicamentoso. A substância faz com que essa região da pele fique mais fina, o pelo consiga sair e não inflame, evitando a foliculite e bolinhas endurecidas”, explica Kenji. No entanto, por se tratar de um medicamento que pode causar irritação, ressecamento e aumento da sensibilidade ao sol, seu uso deve ser sempre orientado por um dermatologista.
Ácido hialurônico
Embora esteja presente em praticamente todas as rotinas de skincare, o ácido hialurônico não exerce a mesma função dos ativos queratolíticos. Segundo o especialista, ele atua apenas como um hidratante leve. “Para hidratação corporal mais intensa, damos preferência a produtos que tenham glicerina, ceramidas ou manteiga de karité, ativos mais pesados que conseguem reter melhor a água”.
Neutrogena, R$ 50

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E a ureia?
Apesar de não ser um ácido, a ureia também merece destaque quando o objetivo é melhorar a textura da pele corporal. De acordo com o dermatologista, sua ação varia conforme a concentração. Entre 3% e 10%, ela funciona principalmente como um potente agente umectante, ajudando a atrair e reter água na pele. Já acima de 10%, passa a exercer também efeito queratolítico.
“A ureia serve para as duas coisas: hidratar e afinar a pele, prevenindo a formação de foliculite e de queratose. Isso porque ela deixa a textura mais macia e é muito indicada para regiões de pele mais espessa, como pés e cotovelos”, encerra.
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