Cuidados com o couro cabeludo: 5 passos que ajudam a controlar a oleosidade excessiva

Dos esfoliantes aos tônicos, o scalp care ganha espaço na rotina de beleza. Entenda como incluir os cuidados com o couro cabeludo no dia a dia para manter os cabelos saudáveis do início ao fim.


cuidados com o couro cabeludo
Foto: Instagram/@tryfleur



Se antes a rotina capilar começava e terminava nos fios, hoje ela olha cada vez mais para a raiz. Os cuidados com o couro cabeludo deixaram de ser uma preocupação restrita aos consultórios dermatológicos e passaram a ocupar espaço nas prateleiras de beleza, impulsionados pela chegada de produtos específicos para a região. A proposta é simples: tratar o couro cabeludo como uma extensão da pele do rosto, respeitando suas necessidades e criando uma rotina capaz de favorecer o crescimento de fios mais saudáveis.

O movimento faz sentido. Afinal, é ali, na raiz, onde os fios nascem, e qualquer desequilíbrio na região pode comprometer sua saúde. Oleosidade excessiva, coceira, descamação e até queda de cabelo podem estar relacionados a alterações na microbiota, inflamações ou hábitos inadequados de cuidado.

Segundo a médica tricologista Luciana Passoni, cuidar da pele do couro cabeludo é benéfico para todos. “Contribui para cabelos mais saudáveis, fortes, brilhantes e longevos. Para quem sofre com a queda ou alopecia é um passo obrigatório e fundamental para o tratamento”, explica. A especialista, referência em ciências capilares, ressalta que muitos dos produtos voltados ao scalp care têm como objetivo “acalmar e equilibrar a barreira cutânea da região, o que contribui para desinflamar a área”. E se a principal queixa é a oleosidade, montar uma rotina estratégica pode fazer toda a diferença.

Cuidados com o couro cabeludo: comece pela limpeza 

O primeiro passo de qualquer rotina é a lavagem, mas é mito dizer que lavar menos o cabelo ajuda a reduzir a produção de sebo. Pelo contrário. “Devemos focar em limpeza eficiente, controle da oleosidade e preservação da barreira cutânea. A lavagem pode ser diária, se necessário, desde que com shampoo adequado e sem agressividade”, orienta Luciana.

A recomendação é concentrar o shampoo na raiz, massageando delicadamente com as pontas dos dedos. Já condicionadores, máscaras e finalizadores devem ficar restritos ao comprimento e às pontas, evitando o contato direto com a raiz.

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Pode esfoliar, mas sem exageros

Entre os produtos que ganharam espaço nos últimos anos, o esfoliante para couro cabeludo talvez seja o mais diferente para quem ainda não está familiarizado com o scalp care. Sua função vai além da sensação de limpeza profunda. “Eles agem para renovação celular e desobstrução, removendo o acúmulo de células mortas, resíduos de produtos e o excesso de sebo. Isso evita a redução da oxigenação, que pode levar à foliculite, caspa e até à queda”, explica a tricologista. Apesar dos benefícios, o uso deve ser moderado e respeitar a orientação de cada fórmula. O excesso de esfoliação pode sensibilizar a pele e comprometer a barreira de proteção.

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Que tal um tônico de tratamento?

Os tônicos são aliados importantes para quem busca controlar a oleosidade ou tratar sintomas como coceira e desconforto. De acordo com Luciana, “no scalp care, os soros e tônicos funcionam como produtos de tratamento intensivo, normalmente com ativos potentes e de performance”. Dependendo da necessidade, eles podem conter ingredientes reguladores da produção de sebo, calmantes ou antifúngicos, especialmente quando há caspa ou dermatite seborreica associadas. Ao contrário dos finalizadores tradicionais, esses produtos são formulados para permanecer no couro cabeludo e agir diretamente sobre a região.

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Entenda como usar os séruns

Embora muitas pessoas confundam as categorias, nem todo sérum é destinado ao couro cabeludo. Segundo a especialista, os séruns voltados ao scalp care têm função diferente daqueles usados para finalizaçã e reparação de danos. Por isso, antes de incluir um novo produto na rotina, vale observar sua indicação de uso e evitar aplicar fórmulas destinadas ao comprimento diretamente na raiz.

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Hábitos que aumentam a oleosidade

Além dos cosméticos, alguns comportamentos cotidianos podem comprometer o equilíbrio da região. “Lavar pouco o cabelo, usar água muito quente, aplicar condicionador ou máscara na raiz, dormir com os fios molhados e acumular finalizadores são hábitos que podem piorar bastante o quadro”, alerta Luciana. Ela acrescenta que fatores como estresse, alterações hormonais, alimentação desequilibrada e noites mal dormidas também influenciam a produção de sebo e a inflamação local. Na prática, pequenas mudanças costumam trazer resultados importantes.

É natural, no entanto, que algumas pessoas tenham o couro cabeludo mais oleoso do que outras, mas o excesso persistente merece investigação. “A oleosidade extrema é sinal de desequilíbrio e requer tratamento, pois prejudica muito a saúde capilar com a obstrução dos poros, o que traz ainda mais oleosidade e até queda e enfraquecimento dos fios”, afirma a tricologista.

Entre as possíveis causas estão alterações hormonais, proliferação de fungos e hábitos que comprometem a microbiota da região, favorecendo inflamação e sensibilidade. Por isso, se a oleosidade vier acompanhada de queda intensa, coceira persistente, dor, placas, vermelhidão ou descamação importante, vale procurar avaliação médica para identificar a origem do problema e indicar o tratamento adequado.

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Atenção: nem toda descamação é caspa

Outro ponto importante nos cuidados com o couro cabeludo é saber identificar quando a descamação merece atenção. Embora seja comum associá-la automaticamente à caspa, diferentes condições podem provocar o mesmo sintoma.

“A caspa e a dermatite seborreica costumam vir acompanhadas de oleosidade, coceira e descamação esbranquiçada ou amarelada. Já a descamação por ressecamento ou irritação tende a ser mais fina e pode vir com ardor e sensibilidade. Em quadros como psoríase, as placas são mais espessas, aderidas”, explica a médica.

Segundo ela, um dos erros mais frequentes é tratar qualquer descamação como caspa e recorrer indiscriminadamente a shampoos antirresíduos ou produtos muito adstringentes: “Isso pode piorar a barreira cutânea, aumentar a sensibilidade e gerar efeito rebote de oleosidade”. 

Preços pesquisados no mês de julho e sujeitos a alteração.

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