CONTEÚDO APRESENTADO POR BRADESCO PRINCIPAL

Não existe tempo ruim para Nicolas Prattes. O ator está acostumado a acordar às 4h da manhã – faça chuva, faça sol – para completar o seu circuito de atividades físicas, com corrida e musculação, antes mesmo do amanhecer. Afinal, ele precisa chegar às 8h aos Estúdios Globo, no Rio de Janeiro, onde mantém uma rotina de gravações intensas para dar vida a Mirinho, seu personagem bon-vivant em A Nobreza do Amor (2026), novela das seis da TV Globo. Quando a noite chega, o artista parte para o aeroporto e pega a ponte aérea em direção a São Paulo. Na capital paulista, geralmente realiza um trabalho publicitário ou participa de um evento, antes de chegar à sua casa e ver a família, descansar e retornar ao território carioca na manhã seguinte. 

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Jaqueta, Bold Strap, sob casaco, Osklen. Polo e camiseta manga longa, Asics. Shorts, PIET. Legging, meia e tênis, Asics. Óculos, Gucci para Prestige. Foto: Gui Paganini

Em uma época em que o tempo é um dos ativos mais valiosos, acordar tão cedo para cuidar de si pode parecer radical. Para Nicolas, porém, o ritual representa um compromisso inegociável com a própria saúde física e emocional. O esporte para ele deixou há muito tempo de estar associado apenas à performance. A corrida virou uma ferramenta de longevidade, equilíbrio mental e qualidade de vida, tornando-o mais capaz de sustentar a carga puxada da vida sem abrir mão do bem-estar. Entre um clique e outro para a capa e o ensaio desta ELLE View apresentada por Bradesco Principal, ele conta detalhes do seu dia-a-dia e os bastidores de seu grande projeto atual: Minha Vida com Shurastey. O filme é baseado na jornada de aventura do curitibano Jesse Koz e o seu cão da raça golden retriever, chamado Shurastey, que percorreram mais de uma dezena de países a bordo de um Fusca, entre 2017 e 2022. O longa-metragem está em fase de edição e a produção tem estreia prevista para o início do próximo ano. No dia seguinte ao ensaio fotográfico, durante o nosso papo por telefone, o astro feito atleta enfim pôde contar outra novidade que guardou no dia anterior: ele e a apresentadora Sabrina Sato, sua companheira, esperam um filho juntos. Você confere a conversa completa abaixo:

Como você faz o malabarismo entre as gravações e os treinos?

Eu encaro a preparação física como o meu momento essencial de autocuidado. Preciso zelar pela minha saúde para executar um bom trabalho e me sentir completo. Por isso, não vejo problema em acordar às 4 da manhã para me exercitar. Embora a motivação não esteja 100% todos os dias, eu mantenho o foco nos benefícios imensos que essa prática traz. O meu pensamento está voltado para a longevidade. Eu sei que mesmo um treino curto de 20 minutos transforma o meu dia, que pode se estender até a madrugada. O cotidiano é realmente intenso e exige uma postura de atleta para dar conta de tantas atividades.

Há uma tendência no universo wellness: a saúde vista de forma holística. Você conta com o auxílio de profissionais especializados, como treinadores e nutricionistas para garantir equilíbrio, recuperação e sustentabilidade física?

Eu tenho um grupo excelente de especialistas que me acompanha. A doutora Vânia cuida da parte endocrinológica, o Luiz Felipe é o meu preparador físico, a Bruna atua como a minha nutricionista e a Adriana é a minha treinadora específica de corrida. Esse timaço é fundamental, pois eu faço uma maratona anualmente, o que exige o extremo do corpo. As provas são de alta intensidade, então eu não posso descuidar da saúde em nenhum período do ano. Se eu falhar no autocuidado, isso vai pesar negativamente quando eu definir um novo objetivo ou escolher uma nova competição.

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Trench coat, Osklen, sob jaqueta, Tommy Hilfinger, sob Blazer, DONNI PROJECT. Regata, Renner. Calça, Donni Project. Tênis, Asics. Óculos, Gucci para Prestige. Foto: Gui Paganini

Você mencionou a sua treinadora de corrida. Há quanto tempo você pratica esse esporte, Nicolas?

No próximo ano, eu completarei metade da minha vida correndo. Vou fazer 30 anos e comecei na modalidade aos 15. Naquela época, eu já participava de circuitos de dez quilômetros em Niterói, que é a minha cidade natal. Não era muito comum ver um jovem nessas competições. Eu comecei porque adorava colocar a medalha no peito, acordar cedo aos domingos, ver o amanhecer e apreciar as paisagens bonitas durante o percurso.

Quando você percebeu a necessidade de buscar um suporte técnico e ter profissionais especializados por perto?

Essa virada ocorreu em 2019, quando me tornei embaixador de uma marca esportiva. Desde então, eu lido com uma lógica matemática da corrida para atingir metas com rapidez e eficiência. Utilizo uma planilha personalizada para a minha realidade, o que me permite entregar o melhor com as ferramentas que eu tenho. A minha principal competição é contra mim mesmo, pois busco superar os meus recordes passados. 

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Capa de chuva, Toró, sob jaqueta e colete, MNMAL, sob camiseta manga longa e polo, Asics. Legging, meia e tênis, Asics. Foto: Gui Paganini

Correr em alto rendimento exige investimento. Você compra muitos itens esportivos de ponta?

Eu comprei um relógio justamente para monitorar a distância, o ritmo cardíaco e a frequência das passadas. 

Você prefere realizar esses treinos de forma solitária ou gosta de compartilhar esse momento com amigos?

Embora a corrida seja uma prática individual focada na respiração e no autoconhecimento, o esporte possui uma comunidade muito unida. Fica difícil conciliar as agendas durante a semana, mas os treinos mais longos, os chamados longões, aos sábados e domingos, eu gosto de fazer com amigos. Tenho os meus grupos de corrida tanto no Rio de Janeiro quanto em São Paulo. Quando estou em São Paulo, convido os meus amigos cariocas, e os paulistas também viajam para o Rio para treinar comigo. Nós planejamos as inscrições nas provas juntos para que um incentive o outro. Eu costumo traçar um paralelo entre o esporte e a vida, pois nós devemos caminhar ao lado de quem nos impulsiona e confia no nosso potencial.

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Moletom, Francesca, sob camisa, Working Title, sob camisa, Misci, sob camiseta manga longa, Asics. Shorts, legging, meia e tênis, Asics. Foto: Gui Paganini

Quais competições você já disputou e quais você ainda deseja realizar?

O meu objetivo é conhecer o mundo inteiro participando de maratonas. No ano passado, corri em Sydney, na Austrália, o que me permitiu visitar a Oceania pela primeira vez. Eu já disputei a prova de Paris três vezes. Uma dessas ocasiões foi a Maratona Olímpica em 2024, que marcou a primeira vez na história em que a organização liberou o percurso oficial para corredores amadores. Eu também participei da maratona de Los Angeles, onde conquistei o título de brasileiro mais rápido daquela edição. Além dessas, completei a maratona da Disney, em Orlando, e fiz meias maratonas em Barcelona e em Santiago.

Recentemente, você apareceu andando a cavalo nas redes sociais. Você está testando novas atividades? Que outros esportes você pratica?

Sim, estou investindo agora em animais voltados para a competição de três tambores. Eu gosto bastante dessa atividade. Comecei há cerca de um ano e ainda estou conhecendo esse universo, mas estou completamente encantado. Em uma única semana, eu consigo surfar, lutar jiu-jítsu, boxear, jogar futebol e correr. A minha rotina básica envolve tudo isso.

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Colete, MNMAL, sob camisa, Francesa, sob polo e camiseta manga longa, Asics. Legging, meia e tênis, Asics. Óculos, GUCCI para Prestige Foto: Gui Paganini

Eu sei que você tem uma ligação forte com a natureza e possui um lado espiritual marcante. O esporte ajuda nessa conexão?

O esporte está totalmente conectado a isso. Eu sinto que o ambiente natural recarrega as minhas energias e me aproxima da minha essência.
Quando estou no meio da natureza, eu falo mais baixo e desacelero o ritmo intenso do cotidiano. O esporte tem o poder de dilatar o tempo, pois ele exige foco total no momento presente e acalma os pensamentos. Nós conseguimos refletir com mais clareza. Eu tenho os meus melhores insights durante uma corrida, quando estou desconectado e pensando na vida. 

Quais são os seus grandes ídolos no esporte? Quais atletas você admira e acompanha?

O (jogador estadunidense) Michael Jordan é uma grande referência para mim em termos de mentalidade e superação. O Ronaldo, o Fenômeno, também é um exemplo fantástico de resiliência e capacidade de recuperação. No UFC, tem o Anderson Silva. Eu valorizo esses profissionais que fazem as coisas de um jeito diferente e acabam reinventando o esporte.

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Jaqueta, Bold Strap, sob casaco, Osklen, polo e camiseta manga longa, Asics. Shorts, PIET. Legging, meia e tênis, Asics Foto: Gui Paganini

Nicolas, se você pudesse interpretar algum atleta nas telas do cinema, quem você escolheria?

Quando eu era criança, o meu sonho era ser jogador de futebol. Se fizessem um filme sobre a história do Kaká, eu gostaria muito de fazer esse papel. Seria perfeito realizar esse projeto.

Por fim, como o seu olhar para o futuro muda agora com a notícia da paternidade? Se antes a corrida era uma busca pessoal por evolução, agora ela também é compromisso em estar ativo e saudável por mais tempo? 

A paternidade era algo muito esperado e planejado por mim e pela Sabrina (Sato). Eu sinto que já vinha me preparando para esse momento há bastante tempo, moldando os meus pensamentos para essa realidade, mesmo que de forma inconsciente. Agora, a vida ganhou mais cor, brilho e amor. Se antes a corrida era uma busca pessoal por evolução, agora ela também passa a representar um compromisso com o futuro: estar presente, ativo e saudável para viver cada fase dessa nova jornada. 

 

Créditos:

Fotos: Gui Paganini
Edição de Moda: Thiago Ferraz 
Cenografia: Ricardo Ishihama

Beleza: Angel Moraes
Produção de moda: Gabriela Fabosa e Sofia Torelli
Produção executiva: Izabela Ribeiro

Assistente de foto: Naelson de Castro e Rick Brazão
Manicure: Thayna Dandara
Contra Regra: Ronaldo Junge 

Tratamento de Imagem: Helena Colony