Pâmela K. é filha única – e foi só recentemente que sentiu o peso deste fato. A mãe, Vilma, de 70 anos, vive no interior do Paraná, a 700km dela, que fica em São Paulo, capital. A cada dois meses Pâmela visita Vilma, que mora sozinha e é independente – uma mulher ativa em todos os sentidos, que cuida da casa, faz crochê, tem um casal de pastores alemães no quintal, frequenta aulas de cerâmica aos sábados e exerce um trabalho voluntário a cada quinze dias no posto de saúde do bairro. Vilma nunca foi motivo de preocupação, até o começo deste ano, quando a filha chegou ao Paraná e notou a diferença: nada estava no lugar. A geladeira vazia, a casa, sempre um brinco, descuidada, a própria mãe estranhamente ansiosa. Os dias correram e, depois de tentar, sem sucesso, conversar sobre o que estava acontecendo, Pâmela decidiu checar o celular de Vilma. “Foi uma medida de desespero, tive que invadir a privacidade dela. Não havia outro jeito, nem tempo a perder”, diz à ELLE.
Bastaram poucos minutos para as peças se encaixarem. Vilma recebia confirmações no WhatsApp de cada pix que fazia.
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