SPFW N61: Catarina Mina

Na Catarina Mina, a estilista Celina Hissa incorpora técnicas do Piauí e do Rio Grande do Norte ao seu repertório de manualidades.


SPFW N61: Catarina Mina
Foto: Zé Takahashi / Agência Fotosite



Ao contrário da tempestade que provocou estragos ontem (15.10) em São Paulo, a chuva no sertão nordestino é motivo de celebração. É da relação particular entre a caatinga e a água que nasce “Bonito para chover”, coleção da Catarina Mina apresentada nesta quinta-feira (15.10). A inspiração se traduz nos colares em formato de gota envoltos por macramê, bordados que reproduzem pingos e crochês sinuosos que remetem ao curso dos rios.

SPFW N61: Catarina Mina

Catarina Mina, SPFW N61. Foto: Zé Takahashi / Agência Fotosite

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Catarina Mina, SPFW N61. Foto: Zé Takahashi / Agência Fotosite

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Catarina Maia, SPFW N61. Foto: Zé Takahashi / Agência Fotosite

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Nesta temporada, a fundadora e diretora criativa Celina Hissa adiciona três tipologias manuais ao repertório de técnicas que ela adora. São elas a rede de travessa, vista nos looks de listras coloridas, como o que fecha o desfile; a renda tramoia, feita pelas artesãs do coletivo Mães do Mar, em Acaraú, Ceará, que aparece nas sobressaias e tops vermelhos; e a palha de agave de Parnaíba, vinda do Piauí, que ornamenta vestidos longos.

Outra novidade está nas quatro primeiras entradas que trazem peças de crochê feitas nos municípios de Caicó e Acari, região sertaneja do Rio Grande do Norte, com resíduos têxteis da Riachuelo. Eles marcam a estreia do upcycling entre os processos da Catarina Mina. A renda de bilro, a richelieu de agave e o bordado richelieu também seguem presentes.

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Catarina Mina, SPFW N61. Foto: Zé Takahashi / Agência Fotosite

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Catarina Mina, SPFW N61. Foto: Zé Takahashi / Agência Fotosite

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Catarina Mina, SPFW N61. Foto: Zé Takahashi / Agência Fotosite

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O mais impressionante, no entanto, é a leveza com que Celina integrou tantas técnicas à roupa. Vestidos sem alças ou com alcinhas finas, túnicas alongadas, calças balão, saias midi e robes amplos compõem a coleção. Há ainda um bem-vindo investimento em looks de festa, como os vestidos longos de seda com flores aplicadas no busto e a produção em jacquard de algodão azul-escuro. As peças renovam o olhar sobre as manualidades que a etiqueta ajudou a valorizar e a manter vivas.

Além de levar o artesanato às coleções, Celina atua para fortalecer ofícios tradicionais. Desde 2020, quando começou a trabalhar com a renda de bilro, a estilista profissionalizou e viu crescer o número de artesãs envolvidas na produção. A ideia, agora, é ampliar essa iniciativa para as novas técnicas incorporadas ao seu repertório.

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Catarina Mina, SPFW N61. Foto: Zé Takahashi / Agência Fotosite

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Catarina Mina, SPFW N61. Foto: Zé Takahashi /Agência Fotosite

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