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Há uma série de dualidades e mistérios na vida de Josephine Esther Mentzer (falecida em 2004), a nova-iorquina que fundou a Estée Lauder, uma das maiores marcas de beleza do mundo que, atualmente, metamorfoseou-se em um conglomerado que detém outros nomes importantes do ramo como Clinique, Tom Ford Beauty, La Mer, Jo Malone, MAC, Smashbox e Too Faced. Para começo de conversa, sequer sua data de nascimento é conhecida com exatidão. Algumas biografias apontam para o dia 1º de Julho de 1908 como seu aniversário. No entanto, a própria família da icônica empresária acredita que ela tenha vindo ao mundo dois anos antes.

Depois, há o fato de que, apesar de ter nascido no bairro do Queens, em Nova York, as clientes de Estée Lauder acreditavam que a CEO da casa tinha origens europeias e aristocráticas. A mudança de nome, sem dúvida, veio para criar esse véu ilusório que dava ainda mais impulso para as vendas da marca. Josephine é descendente de judeus húngaros. Em casa, seu apelido era Esty: a segunda versão, de sua autoria, com "e" duplo e acento agudo em um deles, foi uma estratégia dela para "afrancesar-se"). O sobrenome Lauder é do marido austríaco-estadunidense Joseph Lauder e foi ao seu lado que ela finalmente fundou formalmente a empresa em 1946 que já existia desde a década de 1920.

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Estée sempre foi apaixonada por beleza. Quando descobriu a maquiagem e os cuidados com a pele durante o ensino médio, ficou encantada. Na cozinha de onde morava, seu tio, o John Schotz (químico treinado na Hungria) criava cremes faciais que Estée tratava logo de vender para quem quer que se interessasse. Quando a Estée Lauder Companies passou a existir, foi com a ajuda de um outro químico, chamado Arnold L. can Amerigan, que a marca explodiu. O primeiro hit da casa era um óleo de banho chamado Youth-Dew que ainda funcionava como um perfume (era uma mistura de rosa, jasmim, vetiver e patchouli). Apesar de a maquiagem ser um setor forte dentro da Estée Lauder, o skincare ajudou (e ainda ajuda) muito a empresa a prosperar. Em tempo, vale destacar que eles foram os primeiros a usar o ácido hialurônico em suas fórmulas. O ingrediente hidratante, por sinal, é o queridinho do momento.

Na era de ouro da Estée Lauder (anos 1950), outras três marcas dominavam o mercado ao seu lado. Elas eram Elizabeth Arden, Helena Rubenstein e a Revlon de Charles Revson. Este último era descrito por Estée como seu arquiinimigo. Para derrotá-los, ela usava duas estratégias que, posteriormente, foram adotadas em larga escala pelo varejo de beleza. A primeira é o toque: a empresária, não raro, estava no front de suas lojas experimentando seus produtos na pele das clientes e mostrando para elas, na prática, o efeito prometido no rótulo. A segunda são os brindes. Se hoje a Sephora é famosa por sempre deslizar um mini-cosmético na sua sacola de compras é porque a multimarcas aprendeu com a técnica da nova-iorquina.

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Aliás, no dia 8 de março, dia internacional da mulher, é que esta marca fundada por uma gloriosa empresária, finalmente, desembarca nas prateleiras da Sephora no Brasil. Aproveite!

Contamos tudo sobre o desembarque da marca por aqui e aproveitamos para relembrar o que faz deste projeto de Rihanna ser considerado uma das inovações mais importantes do mercado de beleza dos últimos anos.


Marcas de beleza capitaneadas por mulheres negras combatem o racismo estrutural e institucional no país e lutam para fazer seus produtos chegarem às consumidoras.


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