Best Class 2026: Quem cuida de quem cuida do seu cabelo?
Em sua terceira edição, o Best Class reuniu mais de 2 mil pessoas em São Paulo para colocar os profissionais da beleza no centro da conversa.
CONTEÚDO APRESENTADO POR BEST CLASS
Pouco antes das 9 horas da manhã, o palco do Transamérica Expo Center já dava pistas da dimensão que o Best Class alcançaria em sua terceira edição. Telões monumentais e uma plateia formada por profissionais vindos de diferentes partes do Brasil e do mundo, começando a se acomodar, transformaram o pavilhão em uma grande arena dedicada à beleza.
Idealizado pelo hairstylist Mario Henrique, o Best Class nasceu, em 2024, como um curso técnico de alta performance. Duas edições depois, cresceu em tamanho – foram mais de R$ 4 milhões investidos nesta edição, segundo a organização –, mas também em ambição. Em 2026, sob o tema “Renovo”, a programação ampliou a discussão para falar de gestão, posicionamento, desenvolvimento profissional e construção de carreira.

Por trás dessa mudança está uma constatação feita por Mario ao longo da própria trajetória como cabeleireiro: dominar uma técnica não necessariamente prepara alguém para administrar uma equipe e gerir um negócio. “Entendi que técnica não era suficiente. Vi grandes profissionais tecnicamente excelentes, mas que não tinham uma boa gestão de pessoas e emocional. Foi aí que percebi que não basta só fazer cabelos bonitos”, explica.

Segundo Mario, essa é uma lacuna importante na formação da categoria. Muitos cabeleireiros chegam à profissão pela prática, por uma oportunidade de trabalho, mas nem sempre encontram uma estrutura educacional que os prepare para tudo aquilo que é necessário para além da técnica. “Faltam espaços de formação estruturados, instituições que ofereçam um ensino mais completo e entidades que representem e defendam efetivamente a nossa categoria”, avalia.
Em sua terceira edição, o tamanho do Best Class ajuda a dimensionar a demanda por esse tipo de formação. Foram mais de 1.800 profissionais do setor, além de cerca de 500 convidados, entre executivos, representantes de marcas e formadores de opinião. Parte desse público veio de outros países da América Latina, dos Estados Unidos e da Europa.

Isso não quer dizer que o evento deixou a parte técnica para trás. Romeu Felipe, embaixador global da Wella; Melissa Schlukebier, embaixadora da TRUSS; Vivi Siqueira, embaixadora da L’Oréal; além de Marcelo Campos e Karol Vitusso, estiveram entre os profissionais que subiram ao palco para sustentar esse pilar da iniciativa. De estratégias para manter cabelos com curvatura leves e íntegros depois de processos de coloração a como se adaptar à tendência de baixo contraste e abertura de fundo, quem foi ao Best Class saiu com um retrato bastante preciso do que está acontecendo nos salões agora. “E é essa conexão entre os profissionais que é linda. Eu tenho um pouco do Romeu, da Vivi, da Melissa, de todos eles, dentro de mim”, diz Mario Henrique.

Antes de as aulas começarem, contudo, um desfile-show abriu a programação. Inspirado nas Barbies com as quais Mario Henrique tinha que brincar escondido durante sua infância em São José do Rio Preto, no interior de São Paulo, o espetáculo teve styling assinado por Alê Finizia. Para a ocasião, ao lado da estilista Cece Hamali, ele criou looks 100% feitos de látex. E, enquanto as modelos cruzavam a passarela, ninguém menos que Melody se apresentou ao vivo. “A gente traz para o palco muito mais do que beleza. Estamos trazendo transformação – afinal, entender o cabeleireiro é entender o ser humano”, arremata Mario.

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