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Beleza

Biotina realmente faz o cabelo crescer?

Marcas de suplementos têm promovido essa vitamina como solução para queda de cabelo e unhas fracas, mas especialistas não recomendam o consumo.

Foto: Getty Images
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Em busca de formas milagrosas para fazer o cabelo ficar mais comprido e volumoso, tem se popularizado o consumo de suplementos de biotina, uma vitamina que faz parte complexo B. "Isso se deu porque começaram a fazer um marketing muito forte em cima dela, prometendo o combate à queda de cabelo e o fortalecimento das unhas", comenta a dermatologista Paola Pomerantzeff, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia.

Mas será que realmente é necessário fazer a reposição dessa substância no nosso organismo? A médica garante que, na grande maioria dos casos, não. "A biotina está presente em muitos alimentos. Ovo, soja, leite e seus derivados, espinafre, arroz integral, frutas como laranja, banana e abacaxi são alguns exemplos. Então, se a pessoa tem uma alimentação minimamente saudável, já consome essa vitamina todos os dias", afirma.

Riscos do consumo excessivo de biotina

Mesmo assim, é capaz que algumas pessoas pensem que o consumo extra de biotina pode ser positivo, mas não é bem assim. "Os dermatologistas são contra o uso de biotina para o fortalecimento de unhas e cabelos. Até porque, qualquer vitamina do complexo B em excesso, tem chances de causar um surto de acne", destaca Paola.

Ela relata o caso de uma paciente que decidiu tomar suplemento por conta própria para combater a queda dos fios e, além de não resolver a questão, aumentou consideravelmente a quantidade de cravos e espinhas "Eu percebi que ela estava, na verdade, com hipotireoidismo. Ao tratarmos essa condição de forma correta, tanto a pele quanto o cabelo se recuperaram", conta.

Queda de cabelo pode indicar outras doenças

E é aí que está outro ponto importante: queda de cabelo pode ser reflexo de doenças mais graves. "É perigoso as pessoas ficarem se automedicando com biotina quando elas podem estar com algum outro problema que precisa, sim, de tratamento – e que tem outros consequência além dos fios caindo em maior volume", alerta a dermatologista.

Além de alterações na tireoide, também causam queda de cabelo: hipertensão, diabetes, anemia, problemas intestinais, síndrome do ovário policístico, entre outras condições. Situações como perda de peso, internações, uso de antibióticos e certas medicações e até mesmo covid-19 e influenza também são gatilhos para esse processo.

Em muitos casos, o ciclo capilar tende a voltar ao normal por conta própria quando o organismo se recupera. No entanto, alguns quadros podem precisar, sim, de tratamento específico para queda de cabelo. "Mas aí não é usada apenas a biotina. São necessárias outras vitaminas, minerais e procedimentos para ajudar nesse cuidado", exclarece.

Todo cabelo tem um limite genético de crescimento

No caso de quem está tentando fazer o cabelo chegar até a cintura, fica um alerta: o comprimento dos seus fios está programado geneticamente. "O ciclo capilar tem 3 fases: a que ele nasce, a que ele vive – que é quando fica de repouso, só crescendo – e a que ele cai. É natural que alguns fios se soltem todos os dias para que outros possam nascer", explica Paola.

Neste momento, todas essas fases estão acontecendo na sua cabeça de forma alternada, garantindo que suas madeixas sigam cobrindo o seu couro ao mesmo tempo em que se renovam. "O tempo que o cabelo fica de repouso em cada pessoa é uma questão genética. Em algumas dura doze meses e em outras demora dez anos. Varia bastante de indivíduo para indivíduo", conta.

Então, se cada fio cresce, em média, 1 centímetro por mês, o limite de comprimento no primeiro exemplo é de doze centímetros, já que não é possível fugir da queda programada. Já na segunda situação, o cabelo ultrapassa facilmente o bumbum. "Por mais vitamina que você tome, não dá para alterar esse tempo genético de repouso", afirma a especialista.

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