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Os produtos da Baims têm embalagem de bambu refilável

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Em 2020, a francesa Hermès deu seus primeiros passos no mundo da beleza e, aos poucos, lançou batons, blushes e esmaltes. O frenesi de sua estreia não deixou escapar que as luxuosas embalagens, que envolveriam blushes e batons, permitiriam também recarga, por meio de refis. Em março deste ano, a já badalada Fenty Beauty, da cantora Rihanna, com ampla gama de produtos, lançou sua primeira linha de batons refiláveis, a Icon Lipstick. Ao todo, são dez cores que prometem longa duração e alta pigmentação envoltas em uma capa metálica, que pode ser reabastecida com um clique. Essas duas marcas fazem parte de um movimento que vem ganhando força no mundo da beleza, o de repensar os recipientes e disponibilizar versões em refil mirando, além de fidelidade, a redução de produção de lixo e consumo de plástico.

Em estreia no mundo da beleza, a francesa Hermès criou embalagens que permitem recargasFoto: Joaquin Laguinge

Outros exemplos de marcas no mercado internacional que possuem opções de refis são a Chanel, L'Occitane, Guerlain, Dior e Carolina Herrera. No Brasil, essa abordagem tem ganhado força, embora também não seja nova. Como exemplo, há a Natura, que lançou os primeiros refis em 1983 e, a partir de 2007, passou a utilizar plástico reciclado na composição de embalagens.

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Segundo a empresa, para fazer o refil de um cosmético gasta-se menos material do que para a confecção da embalagem regular. Como exemplo, vale olhar para os refis do Creme Desodorante Nutritivo para o Corpo, de Natura Tododia, que levam 86% menos plástico do que a versão completa. Atualmente, 30% do portfólio da Natura possui refil.

Entre as marcas nacionais mais jovens, há a CARE Natural Beauty, fundada em 2018 pelas empresárias Luciana Navarro e Patrícia Camargo. A empresa iniciou a venda de produtos com refis um ano após o começo de suas operações. Antes, encomendou uma pesquisa online para ouvir as demandas dos consumidores.

“Foi para entender o quanto nossa comunidade estaria pronta para receber o refil, e as pesquisas mostravam que não era uma boa alternativa”, revela Patrícia. “A gente decidiu então criar uma cultura informativa, de educar. A gente realmente fez um trabalho forte e vê um pouco dessa transformação. Quando lançamos, tinha pouca [aceitação], hoje tem bastante presença e faz parte de uma fatia importante de receita para nós”.

Marca de Rihanna, a Fenty Beauty, lançou seus primeiros produtos refiláveis em março deste anoFoto: Divulgação

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De acordo com Patrícia, as embalagens em refil, hoje, alcançam 6% de suas vendas. “Os produtos terem refis sempre esteve nos nossos sonhos, mesmo sabendo da dificuldade, pelo tamanho e capital próprio, e a cultura de consumo que não é tão madura”, disse Luciana Navarro. Ela conta que a maior dificuldade era encontrar fornecedores de embalagens recicláveis, feitas em alumínio, como queriam. Depois, havia ainda a necessidade de testes para checar resistência e possibilidade de armazenamento do produto no recipiente. “A gente queria algo como refil, não só para refilar, mas tornar [nossos produtos] mais democráticos. Quem não quiser investir no frasco de vidro, há opção de refil”, disse Luciana.

Hoje, o sérum preenchedor Skindrops Filler, em um frasco de 30ml sai a R$ 319. Já a versão refil, com mesma quantidade, custa R$ 229. A empresária ressalta que as embalagens de refis podem ser levadas mais facilmente em viagens, além de possuírem uma abertura com tampa – o que, inclusive, dispensa a necessidade de compra do frasco original. Em breve, a dupla pretende lançar uma espécie de programa de assinatura em seu site, em que o cliente compra o frasco em vidro e faz assinatura para ter reposição, a cada dois meses, do produto em refil em casa. “Plástico convencional não é possibilidade para nós, deixamos de lançar produtos porque não conseguimos embalagem sustentável”, disse Patrícia.

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CARE Natural Beauty: marca nacional investe em refis de alumínioFoto: Divulgação

“Uma preocupação desde sempre foi a questão do pós-consumo. Não tem como falar de clean beauty sem dizer o que será feito com a embalagem depois”, disse Maria Fernanda Sant'Anna, diretora criativa da brasileira Simple Organic. A marca de cosméticos, criada em 2017, lançou seu primeiro refil em 2020, do Hidratante Facial Ácido Hialurônico (R$ 199, 30ml - refil, R$ 120, 30ml). “E é bom para o consumidor, porque é um dos produtos mais caros da linha e com alta performance. Quando acaba, não precisa fazer uma compra do produto inteiro, mas de uma forma mais barata, e ainda reutilizar a embalagem”, disse. Ela também afirma que, entre os consumidores do produto, 40% optam por embalagens refis. “O que a gente vê nas últimas pesquisas de tendências, é que o refil é uma das próximas”, complementa.

Como iniciativa sustentável, a marca também disponibiliza espaços, em sua loja, para devolução de recipientes vazios, com ganho de 10% de desconto em compras. Há também novos investimentos em produtos em barra, como uma pastilha em formato de balinha que pode ser usada para escovar os dentes ou apenas refrescar o hálito. Em breve, a Simple começará a utilizar embalagens que dissolvem em água. “Vai ter nas lojas e farmácias. Ela é solúvel em água e compostável”, disse Maria.

A brasileira Simple Organic tem refis de hidratante que contam com plástico reciclável em base, e tampa de alumínioFoto: Divulgação

“Os refis são superimportantes, não apenas economicamente, mas como uma solução sustentável de menor impacto no planeta”, disse Luisa Baims Albrecht, que fundou a marca de beleza Baims, em 2015, junto ao marido, Bernd Albrecht. “Eles são ótimos para reduzir o descarte excessivo de resíduos e estimulam o consumo consciente. Elas param para pensar ‘por que vou comprar um produto novo, jogar embalagem fora, se eu posso comprar só o refil e aproveitar a embalagem?’”, disse.

Hoje, a Baims comercializa refis de pó-compacto, blush, iluminador, bronzer, sombra, base, BB cream, entre outros. O Satin Mineral Blush, por exemplo, com a embalagem completa, sai a R$ 151. Já o refil custa R$ 99.

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