Sérum antiolheiras: como escolher o produto certo para o seu caso

Do pigmento ao inchaço, diferentes causas pedem diferentes ativos, e nem todo sérum antiolheiras é capaz de atender às suas necessidades. Conversamos com uma dermatologista para entender como escolher a fórmula adequada para cada tipo.


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Foto: Instagram/@ru21official



As olheiras estão entre aqueles protestos de beleza que parecem universais, mas estão longe de ter uma única causa. Por isso, antes de escolher um sérum antiolheiras para chamar de seu, é importante entender o que está por trás do escurecimento, do aspecto ressecado ou até mesmo do inchaço que insiste em aparecer abaixo dos olhos.

Segundo a dermatologista Eduarda Bernardini, a queixa se organiza em quatro tipos principais: pigmentares, vasculares, estruturais e mistas. “Enquanto as olheiras pigmentares têm cor predominantemente marrom ou castanho e acontecem pelo aumento do pigmento, as vasculares apresentam tonalidades que podem variar entre arroxeadas, azuladas e avermelhadas. Nesse caso, a pele fina da região facilita a visualização dos vasos sanguíneos. As estruturais, por sua vez, estão relacionadas à própria anatomia do rosto, incluindo sulco lacrimal, perda de volume, bolsas e alterações associadas ao envelhecimento, que criam sombras e uma sensação de profundidade. Por último, as mistas combinam dois ou mais fatores e, justamente por esse motivo, são muito frequentes”, explica a médica em entrevista à ELLE Brasil.

Certo, mas como identificar o seu tipo de olheira? Embora a avaliação dermatológica seja a maneira mais precisa, alguns sinais podem ajudar a entender qual componente predomina. A cor, como já citado, é um deles. O comportamento da região também oferece pistas. A especialista orienta, por exemplo, a observar se a aparência muda de acordo com a iluminação ou após períodos de privação de sono, o que poderia sugerir um componente vascular. Já alterações percebidas progressivamente ao longo dos anos podem estar relacionadas a mudanças estruturais.

As causas também variam. Nas pigmentares, genética, exposição solar, dermatites, alergias e o hábito de coçar os olhos podem contribuir para o escurecimento. Nas vasculares, além da predisposição genética e da pele fina, congestão vascular e edema podem ganhar destaque, especialmente em períodos de alergia ou noites mal dormidas.

Afinal, qual sérum antiolheiras escolher?

A escolha de um sérum antiolheiras deve partir justamente dessa diferença entre as causas. Em vez de procurar uma fórmula que prometa tratar qualquer tipo de olheira, o ideal é observar os ativos presentes na composição e entender qual alteração eles pretendem abordar.

Para olheiras pigmentares

Aqui, entram em cena os ativos despigmentantes. “O thiamidol, hoje, é primeira linha para uso contra pigmentação desse caráter. O ácido tranexâmico é um bom adjuvante”, afirma Eduarda. A vitamina C também pode contribuir graças à sua ação antioxidante e ao auxílio no controle da pigmentação. A niacinamida, por sua vez, atua em diferentes frentes: ajuda na barreira cutânea, tem ação calmante e pode contribuir para a uniformização do tom. Nesse caso, a fotoproteção também é parte importante da rotina. Como a exposição solar pode estimular o aumento da pigmentação, o uso diário de protetor solar é recomendado para evitar que o escurecimento seja reforçado.

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Para olheiras vasculares e bolsas

Quando o tom arroxeado ou azulado é predominante, a cafeína é um dos ativos que merece atenção. “Ela atua especialmente no componente vascular e no edema”, explica a médica. Além disso, noites mal dormidas podem acentuar temporariamente a aparência dessas olheiras. Por isso, o cuidado com o sono também entra como um complemento.

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Para linhas finas e ressecamento

Nem toda olheira é definida apenas pela cor. Em alguns casos, o que chama atenção é a textura da pele, a presença de linhas finas, ressecamento ou sinais de fotoenvelhecimento. Para esses quadros, Eduarda cita retinol, peptídeos, ceramidas e ácido hialurônico. “Os retinoides têm boa evidência para rejuvenescimento, linhas e qualidade da pele”, afirma. O ácido hialurônico, por sua vez, contribui para a hidratação, enquanto os peptídeos podem colaborar para a qualidade e firmeza. Já as ceramidas ajudam na manutenção da barreira cutânea, uma questão especialmente relevante em uma área naturalmente mais delicada.

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E quando a olheira é profunda?

É importante ajustar as expectativas antes de investir em qualquer sérum antiolheiras. Embora os cosméticos possam, sim, melhorar hidratação, textura, pigmentação e linhas finas, eles não conseguem modificar a anatomia do rosto. “Nenhum sérum consegue preencher um sulco lacrimal ou repor uma perda de volume profunda, já que não modificam estruturalmente a olheira”, esclarece a dermatologista. Em outras palavras, quando a sombra é causada por uma depressão, o skincare pode atuar na superfície, mas não preencher fisicamente a região.

É justamente por isso que olheiras estruturais ou mistas exigem uma abordagem diferente. A depender da avaliação médica, podem ser indicados procedimentos como lasers, estímulo de colágeno, ácido hialurônico ou, em alterações anatômicas mais importantes, até procedimentos cirúrgicos, como a blefaroplastia. 

Ponto de atenção!

A área dos olhos exige ainda mais cuidado na hora de introduzir novos produtos. “A pele das pálpebras é mais fina e sensível, o que significa que produtos com potencial irritativo podem causar dermatite e até piorar a olheira”, alerta a especialista. Por isso, a aplicação de qualquer sérum deve respeitar a área indicada pelo fabricante e evitar a proximidade excessiva com a mucosa dos olhos. Ardência persistente, vermelhidão, descamação ou coceira são sinais para interromper o uso. Pessoas com pele muito sensível ou histórico de dermatite devem ter atenção redobrada.

Eduarda finaliza lembrando que mais ativos não significa necessariamente mais eficácia. Na região dos olhos, uma fórmula bem tolerada e adequada à necessidade específica pode ser mais interessante do que uma combinação excessivamente complexa de ingredientes potencialmente irritantes. Embora observar a pele e conhecer os ativos seja sempre um bom ponto de partida, nada substitui a avaliação de um médico dermatologista, que poderá identificar a causa predominante e indicar o cuidado mais adequado para cada caso.

Preços pesquisados no mês de agosto e sujeitos a alteração.

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