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A vida financeira de cada uma de nós parte de um ponto diferente. Enquanto há quem se preocupe com isso desde pequena, quando juntava as moedas do troco da padaria, algumas são mais consumistas, outras têm dificuldade para gastar qualquer quantia porque só querem poupar, e há ainda aquelas que não sentiram a necessidade de guardar dinheiro até hoje. Além do estilo de cada uma, obviamente conta também o contexto econômico de onde começamos: umas tiveram mais oportunidades que outras, algumas estão começando a quitar dívidas agora, ou tentando fazer as contas fecharem no fim do mês, e existe quem já invista há algum tempo sem muita dificuldade. Temos que respeitar nosso ponto de partida, mas precisamos entendê-lo para podermos definir os próximos passos e conquistarmos nossa independência financeira.

Mas o que é essa tal de independência financeira? No Invista como uma Garota, não gostamos de regras prontas, que "deveriam funcionar pra todo mundo", e sabemos que essas duas palavras podem trazer sensações diferentes para cada uma de nós. A independência financeira pode significar mil coisas: não me preocupar mais com dinheiro, viver da renda dos investimentos, não trabalhar mais, garantir minha aposentadoria, ter uma reserva e conseguir dormir tranquila e por aí vai.

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A primeira desconstrução que queremos propor aqui é sobre esses significados. Talvez você leia essas frases e não se identifique com elas por não se ver parando de trabalhar ou porque não se imagina, em algum dia, não precisando se preocupar mais com dinheiro, ou até mesmo por não se considerar uma "investidora" capaz de viver de renda. A verdade é que, quando falamos de independência financeira, estamos falando de futuro e várias possibilidades. Uma coisa é chegar aos 60 anos e não poder diminuir o ritmo por causa da condição financeira, outra coisa é chegar aos 60 anos e decidir continuar no mesmo ritmo por vontade própria. Logo, ser independente financeiramente é ter escolhas – nossa sugestão é que você reflita sobre o que isso significa para você, no seu futuro, e seja então o seu objetivo de acordo com a sua realidade.

Aqui vamos para a segunda parte dessa desconstrução. Ao olhar para o universo feminino, sabemos quantos direitos e níveis de independência temos conquistado ao longo da história: estudar, trabalhar fora de casa, ter uma conta bancária no próprio nome, viajar sozinha, votar! E, naturalmente, a independência financeira permeia tudo isso, passa por todas essas lutas e conquistas, nos dá mais possibilidades no presente e nos permite ser donas do nosso futuro. Donas das nossas histórias, das nossas narrativas.

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Por falar em futuro, voltamos ao assunto do começo desta coluna: poupar e investir. O dinheiro que ganhamos tem, sim, o grande papel de mudar o nosso presente, mas precisa ser poupado para poder alavancar o nosso futuro. A independência financeira é sobre isso, sobre construir possibilidades de escolhas futuras – é mais do que conseguir pagar as contas atuais ou conseguir comprar o que queremos. Se não investirmos, se não guardarmos nada do que ganhamos, de certa forma estamos morrendo na praia depois de todas essas lutas – com a ressalva de que somos conscientes sobre o país em que vivemos. Sabemos que poupar algum dinheiro é um luxo e pode parecer utópico para boa parte das mulheres brasileiras, então pedimos aqui que você reflita se esse é o seu caso – e, se for, nós admiramos e respeitamos a sua batalha, sabemos que você já faz tudo o que pode, e isso é poderoso!

Como já falamos, não gostamos de regras prontas. Portanto, não vamos colocar uma fórmula mágica aqui. O que queremos trazer é uma reflexão para que você faça esse exercício por conta própria e vislumbre o seu futuro de acordo com a sua realidade. Um exemplo? Investindo R$ 500 por mês, hipoteticamente com uma rentabilidade de 4% acima da inflação ao ano (que é uma rentabilidade que podemos ter tranquilamente no Tesouro IPCA, o título do Tesouro Direto indicado para o longo prazo), em 20 anos você teria um pouco mais de R$ 182.000, sendo que, desse montante, R$ 62.000 seriam o rendimento dos seus investimentos! Você teria investido R$ 120.000 e "ganhado" o restante. Não é lindo?

Agora pense em um valor maior por mês. Fazendo esses mesmos investimentos com R$ 1.000 por mês, você teria um pouco mais de R$ 365.000 após 20 anos, e R$ 125.000 disso seriam rendimentos dos seus investimentos! Ou seja, tendo uma ideia de qual seria seu custo de vida lá na frente, você consegue pensar em quantos anos de independência esse capital proporcionaria – isso se você considerar que vai usar o dinheiro, em vez de sacar só o lucro mensal dele (que é o famoso "viver de renda"). Para isso, o valor investido deve ser bem mais alto, e vamos falar com mais calma e detalhes sobre esse assunto em outro momento.

Por enquanto, brinque com esses números! Se você pode poupar mais ou menos que esses valores, vá no seu ritmo. O importante é ter em mente que o que vamos colher lá na frente são as sementes que plantamos hoje – e assim conseguiremos plantá-las com mais consciência.

Nós já chegamos tão longe, conquistamos tantas possibilidades… Poupar dinheiro e investir é levar isso adiante, quebrar novas barreiras e expandir os limites de até onde podemos chegar e de quanta liberdade podemos ter.

A economista Aninha Baraldi e a contadora Vic Giroto são as fundadoras do Invista como uma garota, projeto que cria espaços acolhedores para mulheres falarem sobre dinheiro, aprenderem juntas, fazerem escolhas financeiras melhores e serem independentes.

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