Lollapalooza 2026: os destaques do festival

Além do mar de leques, confira as apresentações que marcaram os três dias de shows.


Lollapalooza 2026
Foto: Shourico



Foram três dias festival, mais de 70 apresentações, um público de cerca de 285 mil pessoas e muitos, muitos leques na plateia. Confira alguns dos destaques do Lollapalooza 2026, começando pelos seus sideshows:

QUINTA-FEIRA, 19 de março

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Foto: Bruna Bittencourt



Blood Orange em sideshow

“Antes do início do Lolla, Dev Hynes (o homem por trás do Blood Orange) fez um show com ingressos esgotados no Cine Joia (São Paulo) para fãs que esperavam pela sua primeira vinda ao Brasil. Por uma hora e meia, o cantor, cantor e produtor se revezou entre instrumentos e faixas do início da sua carreira (“Champagne Coast”) ao seu mais recente disco (“Vivid light”), cantadas em coro pelos fãs. No fim, entre os agradecimentos, ele parecia não acreditar na recepção calorosa do público. No dia seguinte, no Autódromo de Interlagos, ainda à tarde, fez um show mais enxuto, em que não faltaram hits.”


Bruna Bittencourt, editora de cultura

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SEXTA-FEIRA, 20 de março

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Foto: Dopamine Blue

Men I trust

“O trio canadense passou pelo Lolla com um show suave e etéreo, como esperado. O destaque ficou para o vocal de Emma Proulx (aka Bernache), delicado e envolvente, que sustenta o clima mais sensual da banda. Com uma leve pegada grunge, o set trouxe hits como “Tailwhip” e “Show me how” para a alegria dos fãs. No meio da correria do festival, foi um respiro gostoso antes da pauleira do Deftones.”

Chantal Sordi, editora de consumo

Deftones

“Mais de dez anos após sua última passagem pelo Brasil, a banda de metal californiana retornou ao país com a turnê do disco Private music (2025). Faixas recentes, como “Locked club”, predominaram na primeira parte do show. Mas grandes sucessos não deixaram de ser contemplados – e nem poderiam: hits como “My own summer (Shove it)” e “Change” eram os mais aguardados pelo público, composto por fãs de longa data e outros, nem tanto. A banda ganhou novamente popularidade com a ascensão do TikTok. Por lá, suas músicas servem de trilha sonora para diversos conteúdos compartilhados na rede, fazendo-a alcançar gerações mais novas. E o fenômeno ficou visível no Autódromo de Interlagos. Apesar de não configurarem maioria, grupos entre os 20 e poucos anos marcavam presença e também gritavam os versos cantados pelo vocalista Chino Moreno.” 

Chames Oliveira, repórter

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Foto: Fernando Schlaepfer

Sexta-feira, 20

Doechii 

“O show da rapper da Flórida era um dos mais aguardados (por mim!) do Lollapalooza 2026 e ela não decepcionou. Doechii tem uma presença absurda, vídeos interessantes e uma cenografia simples, mas que funciona. Amei vê-la fazendo seu rap ao vivo, se divertindo, incluindo algumas tracks de funk entre suas músicas e, principalmente, cantando “Denial is a river”, uma das músicas que mais ouvi em 2025.”

Giuliana Mesquita, editora  assistente de moda

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SÁBADO, 21

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Foto: Diego Padilha



Chappell Roan

“Ela pode ter incomodado a torcida do Flamengo e o prefeito do Rio de Janeiro, mas com certeza não decepcionou o público que compareceu ao seu show. A maior parte do setlist foi composta das músicas do seu álbum de estreia, o The rise and fall of a midwest princess (2023), que conta com hits como “Pink pony club”, “Red wine supernova” e “Hot to go!”. Este último, aliás, rendeu um dos momentos mais marcantes do show: a coreografia do videoclipe foi reproduzida em massa pelo público – antes mesmo da apresentação começar, já era possível ver grupos ensaiando os passos. Chappell entregou presença e vocais impecáveis, em um espetáculo com cenografia e figurinos que iam além do esperado para um show de festival. Os fãs também entregaram: cantaram alto (inclusive nas faixas menos conhecidas) e mantiveram a energia mesmo nos momentos mais lentos e melódicos.”

Barbara Rossi, editora assistente de beleza

DOMINGO, 22 de março

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Foto: Lollapalooza Brasil



Addison Rae

“Se no sábado os fãs estavam de chapéu para ver Chappell Roan cantar, no domingo foi a vez das perucas cor-de-rosa ocuparem a plateia de Addison Rae. A artista de 25 anos, que primeiro ganhou fama como influencer no TikTok e depois migrou para a música, apresentou as faixas do seu disco de estreia, Addison (2025), incluindo o single “Diet Pepsi”. Com um show inteiramente coreografado, referências que vão de Britney Spears a Madonna, figurino sensual e muito carisma, a cantora mostrou que merece seu título de popstar”.

Gustavo Balducci, editor de arte

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Foto: Lollapalooza Brasil

Lorde

A cantora neozelandesa lembrou ao público do festival como ela cresceu com ele, desde o sucesso da faixa “Royals” (2013), vencedora do Grammy, quando tinha apenas 17 anos e se apresentou pela primeira vez no Brasil, no próprio Lolla. Em sua quarta passagem pelo país, ela mostrou seu mais recente disco, Virgin (2025), que discute corpo, identidade e relacionamentos. Acompanhada por um grupo performático, ela cantou faixas como “Green light”, de seu segundo álbum, Melodrama (2017), que fez todo mundo pular, e “Ribs”, de seu disco de estreia, Pure heroine (2013), que fechou o show.”

Gustavo Balducci, editor de arte

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Foto: Giuliana Mesquita



Tyler, the creator

“Para mim, foi disparado o melhor show do festival. Tyler é um showman nato: canta, rima, dança, interage com o público, mostrando por que é um dos maiores rappers da atualidade. E um dos mais estilosos, vestindo look total de couro. O setlist misturou faixas antigas, como “Tamale” (2013), e mais recentes, como “Sugar on my tongue” (2025). Ele segurou bem o show sozinho no palco, sem cenário, mas com várias pirotecnias, criando até uma música em homenagem a São Paulo.”

Giuliana Mesquita, editora assistente de moda

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