Filmes e séries para assistir no Dia dos Namorados – sozinho ou acompanhado

ELLE indica clássicos para você rever no cinema e produções imperdíveis do streaming.


Produções para ver ou rever no Dia dos Namorados



O Dia dos Namorados pede um romance na tela – esteja você com alguém ou não. Infelizmente, Hollywood praticamente não produz mais comédias românticas e quase não aposta no gênero nos cinemas. Mas neste ano vai dar para ver ou rever alguns clássicos do gênero na telona, como Antes do amanhecer (1995) e Um lugar chamado Notting Hill (1999), que voltam às salas nesta sexta-feira (12.06) e seguem até domingo (14.06). 

Mas também dá para descobrir ou redescobrir alguns filmes e séries em casa, no streaming, seja a melhor comédia romântica da história, Harry e Sally: Feitos um para o outro (1989), ou Amor à flor da pele (2000), cult do cineasta de Wong Kar-wai.

A seguir, confira o guia de filmes e séries que a ELLE preparou para esse Dia dos Namorados.

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PARA VER (OU REVER) NOS CINEMAS

Antes do amanhecer (1995)

Uma noite de andanças, conversas e apaixonamento em Viena virou o sonho romântico de milhares de pessoas graças ao filme do diretor Richard Linklater. Nele, o estadunidense Jesse (Ethan Hawke) e a francesa Céline (Julie Delpy) se conhecem em um trem na Europa e decidem dar uma chance ao acaso. O sucesso de bilheteria e o impacto da produção independente foram tamanhos que ele acabou se transformando em uma trilogia formada também por Antes do pôr do sol (2004) e Antes da meia-noite (2013).  

Um lugar chamado Notting Hill (1999)

Houve uma época em que o desajeitado, porém charmoso Hugh Grant era o rei da comédia romântica. E ele provou seu talento para o gênero principalmente nos filmes escritos por Richard Curtis, que colocaram Londres no mapa de destinos românticos do mundo: Notting Hill, Quatro casamentos e um funeral (1994) e Simplesmente amor (2003). No filme que reestreia neste Dia dos Namorados, dirigido por Roger Michell, Grant é dono de uma livraria charmosa no bairro do título. Um dia, ele recebe a visita da estrela de cinema Anna Scott (Julia Roberts). Faíscas voam, e assim começa o romance irresistível.

Diário de uma paixão (2004)

Os livros de Nicholas Sparks geraram muitos filmes, mas nenhum conquistou o público como este dirigido por Nick Cassavetes e estrelado por Rachel McAdams e Ryan Gosling, que têm uma marcante cena de beijo na chuva. É uma clássica trama de romance proibido. Nos anos 1940, Allie, vinda de uma família rica, é separada de seu grande amor, Noah, que tem origens mais humildes. Como muitas histórias criadas pelo escritor, essa é daquelas de deixar a caixa de lenços ao lado do sofá, porque você vai precisar.

O amor não tira férias (2006)

Nancy Meyers não dirigiu tantos filmes, mas todos valem a pena e oferecem o conforto de um cashmere macio – na lista: Alguém tem que ceder (2003) e Um senhor estagiário (2015). Aqui, durante as festas de fim de ano, a editora de trailers Amanda (Cameron Diaz) troca temporariamente sua casa em Los Angeles com a jornalista Iris (Kate Winslet), que mora em uma região pacata da Inglaterra. As duas estão à procura de sossego, mas acabam encontrando o amor na forma de Jude Law e Jack Black.

IMPERDÍVEIS NO STREAMING

Harry e Sally: Feitos um para o outro (1989)

Com roteiro de Nora Ephron e direção de Rob Reiner, o longa é o padrão ouro das comédias românticas, com cenas que entraram para a história do cinema, como a do orgasmo fingido por Sally (Meg Ryan) na lanchonete. Ela e Harry (Billy Crystal) se conhecem há muito tempo e, nos encontros ao longo dos anos, ponderam se uma amizade entre um homem e uma mulher é possível. 

Disponível no MGM+ e para aluguel no Prime Video e Apple TV.

Amor à flor da pele (2000)

Uma das mais belas histórias de amor já contadas, o filme entrega estilo, beleza e figurinos memoráveis, como costuma ser nas obras dirigidas pelo cineasta Wong Kar-wai. Nos anos 1960, um homem (Tony Leung, que ganhou o prêmio de melhor ator em Cannes) e uma mulher (Maggie Cheung) descobrem que a esposa dele está tendo um caso com o marido dela. E assim eles acabam se aproximando, embora prometam jamais cometer os mesmos erros de seus cônjuges. 

Disponível na MUBI. 

Hoje eu quero voltar sozinho (2014)

Simples e delicado, o longa de estreia do cineasta brasileiro Daniel Ribeiro tem como personagem principal Leonardo (Ghilherme Lobo), um adolescente cego preocupado com o primeiro beijo. Todos os dias, sua amiga Giovanna (Tess Amorim) leva Léo até sua casa, uma jornada que passa a ser acompanhada por Gabriel (Fábio Audi), o menino novo da escola. O longa ganhou o prêmio de melhor filme segundo o público da seção Panorama do Festival de Berlim, foi eleito o melhor pela Fipresci (Federação Internacional de Críticos de Cinema) e levou o Teddy de melhor obra LGBTQIA+.

Disponível na Globoplay e Telecine e para compra no Apple TV.

Carol (2015)

O cineasta estadunidense Todd Haynes ama um melodrama e frequentemente usa o gênero para tratar de temas complexos, abordando relações interraciais, queer e tabus. Em Carol, baseado no livro de Patricia Highsmith, Therese (Rooney Mara, que ganhou o prêmio de melhor atriz em Cannes) trabalha em uma loja de departamentos, onde conhece Carol (Cate Blanchett), uma cliente rica. A atração entre as duas é mútua e instantânea, mas a trama se passa em 1952, quando a sociedade coibia um romance sáfico. 

Disponível no Prime Video e Runtime.

Me chame pelo seu nome (2017)

O diretor italiano Luca Guadagnino sabe filmar o desejo. Nesta história “coming of age”, baseada no livro de André Aciman, Timothée Chalamet é o adolescente Elio, filho de intelectuais que passam o verão na Itália. Logo chega o assistente de pesquisa de seu pai, Oliver (Armie Hammer), que é mais velho, seguro de si e desperta sentimentos que deixam Elio um pouco confuso. O filme ganhou o Oscar de melhor roteiro adaptado (para James Ivory) e concorreu a outras três estatuetas, incluindo filme, música e ator para Chalamet, a primeira de suas quatro indicações. Só pela cena final de arrepiar, ele mereceu.

Disponível para aluguel no Apple TV e Prime Video.

O dia que te conheci (2023)

No terceiro longa do brasileiro André Novais Oliveira, Zeca (Renato Novaes) enfrenta um dia a dia duro, como boa parte dos brasileiros. Ele se levanta bem cedo para viajar uma hora e meia até seu emprego como bibliotecário de uma escola. Nem sempre é fácil de aturar. Mas aí ele conhece Luisa (Grace Passô). O diretor mineiro usa a simplicidade e os diálogos e atuações realistas para falar de amor em meio ao cotidiano.

Disponível no streaming Globoplay e para aluguel no Apple TV.

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Outlander (2014-2026)

Baseada nos livros de Diana Gabaldon e desenvolvida por Ronald D. Moore, a série é para quem gosta de fantasia histórica romântica, com toques de aventura e uma boa dose de cenas quentes. Logo depois do fim da Segunda Guerra, a enfermeira Claire Randall (Caitríona Balfe) finalmente se reencontra com seu marido Frank (Tobias Menzies), um historiador que serviu no front. Em uma segunda lua de mel na Escócia, ela é misteriosamente transportada para 1743, onde conhece e se apaixona por um guerreiro Highlander, Jamie Fraser (Sam Heughan). Com oito temporadas e 101 episódios, Outlander entrega paixão, amor maduro e sexo com sensibilidade feminina. Mas é bom avisar que, por ser uma fantasia histórica que se passa no século 18, também tem cenas violentas. 

Disponível na Netflix e  no Disney+.

Rainha Charlotte: Uma história Bridgerton (2023)

Esta minissérie criada por Shonda Rhimes a partir do universo Bridgerton, baseado nos livros de Julia Quinn, alterna o presente da Rainha Charlotte (Golda Rosheuvel), em que ela procura um herdeiro da coroa, e seu passado. A jovem Charlotte, interpretada por India Amarteifio, tem um casamento arranjado com o rei George (Corey Mylchreest) e aos poucos vai descobrindo suas questões de saúde mental. É uma história de um amor que persevera, apesar das dificuldades – e mais bem resolvida do que a série Bridgerton, por mais divertida que as temporadas sejam.

Disponível na Netflix.

Ninguém quer (2024-)

A agnóstica Joanne (Kristen Bell) é apresentadora de um podcast sobre relacionamentos ao lado da sua irmã. Noah (Adam Brody) é um rabino. Em outros tempos, esse seria um romance proibido. Mas na Los Angeles dos dias de hoje, as diferenças de opinião e de estilos de vida servem para criar uma comédia romântica adorável, com atores carismáticos, que dá uma sensação de conforto.

Disponível na Netflix. 

BÔNUS: VALE CONHECER

Cineclube do amor (2025)

É impossível desgostar de Aimee Lou Wood, a atriz de Sex education (2019-2023) e da terceira temporada de The White Lotus (2025). Nesta série criada por ela e Ralph Davis, Aimee interpreta Evie, que não sai de casa desde seu burnout. Para fugir da sua dura realidade, ela organiza um clube de cinema com fantasias e decoração na garagem de casa, com a ajuda de seu melhor amigo, Noa (Nabhaan Rizwan). Quando ele revela que vai se mudar, os sentimentos de ambos vêm à tona. A série de seis episódios tem ótimos coadjuvantes, incluindo a mãe de Evie, Suz (Suranne Jones), sua irmã Izzie (Liv Hill) e um garoto vivido por Owen Cooper (de Adolescência) com quem ela troca diálogos maravilhosos – sempre um forte das séries inglesas. 

Disponível no Filmelier.

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