NYFW: Carolina Herrera, verão 2027
Na coleção de verão 2027, Carolina Herrera comemora 45 anos de história recuperando criações da fundadora dos anos 1980.
Pense em Carolina Herrera e lembrará de laços, babados, estampas de flores e poás, além da clássica combinação de camisa branca com saia longa e volumosa. Na coleção de verão 2027, em comemoração aos 45 anos da grife, todos essas assinaturas estão presentes.

Carolina Herrera, verão 2027. Foto: Divulgação

Carolina Herrera, verão 2027. Foto: Divulgação

Carolina Herrera, verão 2027. Foto: Divulgação
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Wes Gordon, diretor criativo da casa, não é do tipo que gosta de reinventar a roda. Pelo contrário, o estilista celebra a trajetória da fundadora, desde que Carolina Herrera, a própria, se afastou da direção criativa do negócio em 2018 e ele assumiu. No desfile da segunda-feira (14.09), a sua homenagem aparece até no bordado do vestido com o rosto da venezuelana que virou uma das maiores designers baseadas nos Estados Unidos.
A imagem, no caso, é uma obra de Andy Warhol. Já a peça é fruto de uma colaboração com a The Andy Warhol Foundation. Carolina Herrera e o artista plástico foram próximos, do tipo que frequentavam juntos o Studio 54. Conta a história que, em 1979, o pai da Pop Art gostou tanto de uma bolsa de mão dela, que propôs a troca do acessório por alguns retratos. Nasceram assim as pinturas de tinta acrílica, feitas em cima de quatro das 60 polaroids que ele tirou da amiga.

Carolina Herrera, verão 2027. Foto: Divulgação

Carolina Herrera, verão 2027. Foto: Divulgação

Carolina Herrera, verão 2027. Foto: Divulgação

Carolina Herrera, verão 2027. Foto: Divulgação

Carolina Herrera, verão 2027. Foto: Divulgação

Carolina Herrera, verão 2027. Foto: Divulgação
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De volta ao desfile, Wes Gordon olhou principalmente para as primeiras coleções da fundadora, que datam de 1981. Nas passarelas, isso se reflete em conjuntos de tweed, babados formados por tiras de organza, mangas volumosas e acessórios que não passam despercebidos. A atualização dele para o agora é discreta, com modelagens mais próximas do corpo e materiais leves. O chiffon, a organza e a renda metálica são delicados e quase transparentes. Além dos tons pastel, outro destaque de cor é o amarelo aceso, que Wes chama de amarelo cor de táxi. De acordo com ele, é uma homenagem à primeira fragrância da casa, lançada em 1988.

Carolina Herrera, verão 2027. Foto: Divulgação

Carolina Herrera, verão 2027. Foto: Divulgação

Carolina Herrera, verão 2027. Foto: Divulgação

Carolina Herrera, verão 2027. Foto: Divulgação

Carolina Herrera, verão 2027. Foto: Divulgação
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No release sobre a coleção, o designer diz: “Eu adoro a ideia das ladies who lunch. Queria me apropriar disso e perguntar como é a aparência dessa mulher hoje”. Há discussões sobre a origem da expressão, que significa “damas que almoçam”. Fato é que ela foi registrada em 1970 em uma das canções do musical Company, de Stephen Sondheim. A letra zomba de mulheres ricas que tinham tempo suficiente para eventos sociais e enchiam o vazio de suas existências com frivolidades.
Das muitas camadas em cima desse arquétipo feminino, uma delas passa pela moda. Quando Carolina Herrera criou a sua marca na década de 1980, incentivada pela editora de moda Diana Vreeland, ela era uma dessas ladies who lunch, cujo estilo muita gente adorava. Carolina sabia bem o que as mulheres da alta sociedade vestiam e queriam vestir. E o seu sucesso está atrelado a essas conexões e esses visuais. Em entrevista para a revista System, Wes Gordon abraça a história: “Trata-se de assumir com orgulho quem somos: uma marca que ama roupas, ama as mulheres e que quer que as pessoas se sintam bonitas e confiantes ao vesti-la”. Previsível ou não, tal relação com a moda, com a feminilidade e com a beleza tem se mostrado um sucesso.
A apresentação acontece em um momento animador para a empresa, com recentes inaugurações de lojas em Miami e em San Diego. A grife pertence ao grupo Puig, que detém Jean Paul Gaultier, Nina Ricci, Rabanne e Dries Van Noten. Com base no relatório de resultados financeiros do conglomerado referentes ao primeiro semestre de 2026, a Carolina Herrera registrou crescimento de dois dígitos nas receitas. A holding não fornece dados por marca, mas aponta que a label superou o índice de alta de 4,4% registrado pela companhia. Uma das estratégias por trás do bom desempenho é a unificação cada vez mais forte dos negócios de moda e de fragrância. Não à toa, o desfile de verão 2027 da Carolina Herrera foi encerrado pela modelo Karlie Kloss, rosto do perfume Good Girl, que celebra dez anos de história em 2026.
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