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“Não há pessoas saudáveis em um planeta inabitável. Cabe a todos nós que comemos muita carne cortar (o hábito). Embora eu fique emocionado com o fato de que 14% dos brasileiros se identifiquem como vegetarianos ou veganos, quando se trata de consumo de carne, lembre-se de que não é tudo ou nada”. Quem disse isso? Brian Kateman. Quem?

Crescido e criado à base de muito hambúrguer, cachorro-quente e buffalo wings, esse jornalista estadunidense foi feliz desse jeitinho. Contudo, a partir de meados dos seus 20 anos, passou a promover uma dieta mais verde. Reduziu o seu consumo de quase 100 quilos de carne por ano (dentro da média de qualquer outro conterrâneo, diga-se de passagem) e criou a Reducetarian Foundation, uma organização sem fins lucrativos dedicada a viabilizar um mundo saudável, sustentável e sensível.

Hoje, aos 31 anos, Kateman consome carne de boi (criado a pasto) uma vez por mês, dispensa totalmente porco e frutos do mar e tem como atual prato predileto uma frugal avocado toast. Promover uma alimentação sem julgamentos é sua meta diária: “Não importa se uma pessoa come menos carne para economizar dinheiro, perder peso, combater as mudanças climáticas ou para poupar os animais da crueldade. Reduzir o consumo de produtos de origem animal é sempre uma boa ideia”.

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Palestrante do TEDx e autor de dois livros sobre reducitarianismo (um terceiro sai em abril), o jornalista não inventou a roda, mas tem o mérito de ter dado um nome e uma cara de movimento a uma tendência mundial. No Reino Unido, pesquisas indicam que 34% das pessoas pretendem comer menos carne e 16% menos laticínios (e ainda: 60% pretendem ingerir menos açúcar e 30% menos álcool) em 2022. Na França, há expectativa de uma redução de 35% no consumo de proteínas animais.

No Brasil, além de a inflação já ter empurrado muito bifinho para fora dos pratos, a movimentação dos chefs de cozinha e da indústria alimentícia mostram que as escolhas verdes e a moderação também estão em alta por aqui. Há mais de um ano, o premiado A Casa do Porco serve uma versão vegetariana de seu menu degustação e, recentemente, adicionou a possibilidade de harmonização não alcoólica. As melhores hamburguerias têm cada vez mais burgers criativos, como o de batata doce, cogumelo seco, arroz negro e arbório, da Patties. No campo das doçuras também não faltam boas alternativas veganas, especialmente nas sorveterias. Destaque para o sabor pistache com leite de aveia, da Bacio di Latte, e o de brownie, à base de amêndoas, da Ben & Jerry's.

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Soma-se a isso o bombardeio de mensagens sobre alimentação saudável nas redes sociais e, dependendo do seu feed, você pode chegar à conclusão de que metade da população instagrameira do mundo reduziu a quantidade de carne e laticínios que consome – seja para postar um “meatless Monday” de vez em quando seja porque se acabar num rodízio de churrasco, de sushi ou de pizza virou o cúmulo da cringice.

Por outro lado, lógico, não é pouca gente que quer ajudar o planeta. Um estudo da prestigiada revista Science garante que desistir de carne e laticínios é o maior passo que se pode dar na redução dos impactos ambientais.

“Os dados científicos mostram que o consumo de carne aumenta os riscos de doenças relacionadas à dieta, incluindo problemas cardíacos, certos tipos de câncer, diabetes, derrames e obesidade. Para melhorar a saúde, é melhor afastá-la do centro do prato e incluir mais alimentos à base de plantas, como frutas, grãos integrais e legumes. Do ponto de vista ambiental, as fazendas industriais impulsionam o desmatamento, as mudanças climáticas, a perda de biodiversidade e o esgotamento de recursos naturais em lugares como o Brasil”, enfatiza o criador Reducetarian Foundation.

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Nesse sentido, cada refeição plant-based é digna de celebração, por mais que queijos quentes e massas à bolonhesa permaneçam no cardápio: “Somos todos contra a pecuária industrial. Portanto, se uma pessoa está reduzindo em 10%, 20% ou 100% não importa: estamos todos no mesmo time”, prega Kateman.

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