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Fotos: Camila Svenson
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Se parece que nossa cobertura da Casa de Criadores só trata de pandemia e governo Bolsonaro, acredite, é porque a situação ficou insustentável de tal maneira que boa parte dos estilistas só fala desses assuntos. Jal Vieira, inclusive, só apresentou uma coleção no penúltimo dia do evento porque sentiu que tinha de se pronunciar sobre os fatos.

Nesta temporada, o caminho para construir a coleção seguiu ordem inversa. Antes de criar as roupas, a estilista escolheu os modelos que as vestem para criar em cima e, dessa forma, poder pensar exclusivamente em seus corpos. As peças lembram armaduras e recebem tratamento navalhado para trazer fluidez de movimento.

A técnica já é clássica no trabalho de Vieira e remete às repetidas tentativas do governo de ceifar vidas desde que o presidente assumiu o poder. Jal também siliconou tecidos para lhes dar o efeito molhado que, diz, representa "o suor que está sempre atrelado à luta".

Seu vídeo mostra modelos segurando bandeiras com frases como "Se o povo protesta em meio a uma pandemia é porque o governo é mais perigoso que o vírus" ou "A bala não é perdida se o seu destino é sempre o corpo preto e periférico". Também há menções aos assassinatos de travestis e à PL490, que altera a demarcação de terras indígenas no país.

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Embora os assuntos sejam pesados, a estilista conta que não quis mostrar os modelos em situação de vulnerabilidade, mas sim de maneira forte e combativa. Assim, o fashion filme intercala as roupas da coleção às imagens reais das manifestações recentes contra o governo e que foram enviadas por seguidores da marca nas redes sociais.

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