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Fotos: Mikael Jansson (destaque) e divulgação (galeria)
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A história já mostrou para gente como, logo após momentos traumáticos, rola um certo apego às tradições – e na moda não tem por que ser diferente. Quer exemplo melhor do que o New Look, da Dior? Ele foi lançado em 1947, dois anos depois do término da segunda guerra mundial, e tinha estrutura e silhueta bastante retrôs para o que as mulheres vinham vestindo antes do período belicoso.

Durante os últimos 16 meses, falou-se muito de como a moda voltaria diferente pós-pandemia. A Covid-19 ainda não foi embora, mas graças às vacinas já parece mais controlada e menos letal em algumas partes do mundo. Daí o sentimento de ressurgimento que podemos acompanhar de longe pelas redes sociais e internet. Na moda, contudo, apesar da euforia com eventos presenciais (saudades, né?), a aparência está mais para o status quo. Pelo menos entre alguns dos principais nomes da alta-costura.

Ontem (05.07), a diretora de criação Maria Grazia Chiuri não trabalhou com nenhum tema específico como vinha fazendo nas coleções anteriores da Dior. O foco era na materialidade, mais especificamente, nos tecidos e construções artesanais tão caros a esse métier. Hoje, 06.07, Virginie Viard, na Chanel, se inspirou em obras impressionistas para reforçar o mesmo, aquilo que torna a alta-costura especial: o trabalho manual.

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Tudo começou com um retrato de Coco Chanel nos anos 1930, encontrado por Virginie em uma de suas primeiras pesquisas para esta coleção. Na foto, a estilista e fundadora da maison usava um vestido com bustier e crinolina, bem no estilo do fim do século 19. "Me fez pensar em quadros e pinturas imediatamente", escreveu a atual diretora criativa em comunicado à imprensa.

Daí vieram os pintores impressionistas Berthe Morisot, Marie Laurencin e Édouard Manet. As cores de suas obras informam a cartela de cores, enquanto as pinceladas aparecem reproduzidas em bordados de penas, tecidos e pedrarias, quando não tramados nos tweeds ou drapeados e plissados em camadas de seda e organza. Os elementos naturais, frequentemente encontrados nas obras dessa escola artística, servem de inspiração para o trabalho artesanal dos ateliês de alta-costura administrados pela Chanel, como Lesage, Cécile Henri, Atelier Emmanuelle Vernoux, Atelier Montex e Lemarié.

A imagem é leve, quase etérea em alguns looks. Tem a ver com a sensação de liberdade, de tirar os pesos dos ombros e poder respirar sem medo depois da vacina. É visível a ideia de relaxamento. Não tem nada muito apertado ou rígido, nada para limitar movimentos.

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Por outro lado, é um visual bem mais conversador do que aquele que Virginie vinha trabalhando nas últimas coleções. Silhuetas e proporções mostram-se um tanto presas a estilos do passado. Não que elas não estivessem presentes antes, porém eram suavizadas por sutis subversões da estilista. Mas talvez, como já falamos, pode ser um pouco cedo demais para desapegar por completo de certas tradições.

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