Moda

Proporção Áurea

Após anos de experiência em Nova York, Fábio Costa consolida sua marca no Brasil fazendo um minimalismo sofisticado.

Foto: Dom Aguiar
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O mineiro Fábio Costa se mudou para Nova York, em 2006, para estudar alfaiataria e técnicas de construção na FIT (Fashion Institute of Technology). Foi por lá que começou sua carreira na moda, inicialmente como relações públicas. Aos poucos, no entanto, foi enveredando para a criação. Trabalhou por algumas temporadas na Helmut Lang e, em paralelo, começou seu estudo próprio. Em 2012, Fábio participou do reality show norte americano Project Runway e ficou em segundo lugar. Por conta da revolta dos telespectadores, conseguiu arrecadar dinheiro através de um crowdfunding para finalmente lançar sua marca.

Ao receber esse investimento, sentou e decidiu criar um sistema de medidas e réguas segundo o método áureo, que acabou se tornando o cerne da NotEqual. "Toda a base da modelagem é feita sob esse sistema", explica. Com a eleição de Donald Trump e as barreiras de imigração, Fábio voltou para o Brasil em 2018. Por aqui, foi logo chamado para participar do Minas Trend e, após algum tempo, para a Casa de Criadores. Em suas coleções, Fábio Costa apresenta um minimalismo desconstruído com toques japonistas, drapeados e dobraduras.

Para o estilista, estar na CdC e participar da Célula Preta o fizeram se enxergar como criador negro – e tudo o que envolve essa realidade. Em sua próxima coleção, ele se inspirou em folclore para criar personagens que só existem por trás das máscaras – uma realidade compreensível em tempos de novo coronavírus. "A coleção vai se chamar Totem e estou pegando essas personificações e transpondo características pós-humanas a elas, como se fosse um livro de quadrinhos. Quero contar uma história", explica. O vídeo será roteirizado por Eduardo Viveiros e terá Paulo Raic por trás das câmeras.

NotEqual.

Foto: Dom Aguiar





O estilista Gui Amorim, do Estúdio Traça, que sempre teve no jeans sua maior ferramenta de trabalho, se arrisca na malharia e na camisaria.


A fim de diminuir o desperdício na moda, a Thear trabalha com tecidos de descarte para criar superfícies trabalhadas.

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