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Em um mundo que passa por profundas transformações, o poder ganha diferentes perspectivas: somos hoje protagonistas do poder de realizar, inspirar, compartilhar, fazer escolhas autênticas e sem medo. O poder feminino começa na conexão profunda que temos com nossa própria essência, aquela que nos dá força para seguirmos em frente com sonhos e objetivos.

É também este o poder que permeia a coleção Tiffany T1, que celebra a coragem e o otimismo que movem as grandes conquistas das mulheres atualmente. O ponto de partida foi a reinterpretação do simbólico T da joalheria, que faz parte de sua história única.

Para refletir sobre o tema, convidamos quatro mulheres com trajetórias inspiradoras e realizações muito particulares: a jornalista Barbara Soalheiro, fundadora da Mesa Company; a modelo e empresária Carol Ribeiro; a urbanista e escritora Joice Berth; e a executiva da área de tecnologia Paula Bellizia. Cada uma delas dividiu aprendizados e como compartilham o poder que conquistaram – porque criar pontes para outras mulheres é também uma importante forma de poder.

Barbara Soalheiro: o poder de dar poder

Jornalista e mãe de três filhos com idades entre 7 e 3 anos, Barbara Soalheiro é fundadora da Mesa Company, onde conseguiu aplicar de forma muito consistente seu olhar inovador. A empresa desenvolveu um método próprio e pioneiro de trabalho: constrói soluções para problemas complexos de outras empresas, reunindo times com diferentes pontos de vista em imersões que duram cinco dias. Na prática, a Mesa desata nós bem apertados do mercado corporativo – entre os clientes estão gigantes como Nestlé, Google e Fiat. "Eu sempre amei trabalhar e o prazer que a gente sente quando coloca alguma coisa nova no mundo. A ideia de criar desperta algo muito humano em nós", diz.

Uma frase da americana Margaret Fuller, uma das pioneiras na profissão de jornalista na primeira metade do século 19, marcou a trajetória de Barbara. "Imagine como seria o mundo se a gente fosse capaz de dobrar a nossa capacidade de pensamento, abrindo a porta para as mulheres", questionava Fuller, já naquela época. Hoje, Barbara comanda um time majoritariamente feminino na Mesa, uma empresa que tem como princípio fundamental a abertura ao conhecimento. "Em um mundo que muda tanto e tão rápido, se você achar que seu papel é ter a resposta certa para tudo, está fadado ao fracasso. Quando você tem o poder na mão de um grupo muito pequeno e parecido de pessoas, o que está fazendo é desperdiçar conhecimento. O verdadeiro poder é ser capaz de dar poder a outras pessoas, abrir espaço para mais gente", diz.

Barbara fala sobre o trabalho, a família e a vida em geral com uma empolgação contagiante. "Eu sempre tive muita energia, e isso ficou claro para mim depois de ser mãe. Nenhum dos meus filhos dormiu mais que três horas nos primeiros sete meses de vida. E isso não me destruía, não me incapacitava de trabalhar e fazer coisas. Eu tenho essa paixão por estar viva, atuando no mundo." O cabelo raspado, que adotou em 2011, tem um simbolismo que vai além da estética – é também uma forma profunda de conexão. "Cortei pela primeira vez com tesoura, sozinha, sentada em frente a um espelho. Foi um ritual muito forte, que sempre repito quando preciso de força e humildade."

Carol Ribeiro: o poder de compartilhar

Uma das expoentes da safra de brasileiras que eclodiu nas passarelas internacionais no fim dos anos 90 e início dos 2000, Carol Ribeiro construiu uma sólida carreira e está sempre em evolução. Aos 40 anos, soma diversas experiências como apresentadora e é sócia de uma agência de modelos. Mãe de João Felipe, de 16, Carol inspira e compartilha vivências com suas agenciadas, boa parte delas da mesma geração que seu filho. "Dividir minhas experiências com jovens modelos é uma responsabilidade enorme. Eu sempre mostro que elas têm o direito de dizer não, algo que só descobri no dia a dia da profissão. Passei por momentos que poderia não ter vivido se tivesse alguém para me contar isso. Uma coisa que aprendi é que você precisa manter sempre sua verdade", diz ela, que iniciou aos 15.

Nascida em Belém, Carol vem de uma família em que a força feminina permeava todo o cotidiano. "A minha lembrança é sempre a do meu avô cercado por quatro filhas e três netas, que foram criadas juntas, como irmãs. E a Carol de Belém é a mesma de hoje, gosta do que é de verdade, da natureza, da terra. Sempre que tenho alguma dúvida na vida, lembro de quem eu sou, da minha base muito forte", conta ela, que tem origens indígena, portuguesa e africana.

Para Carol, seu poder vem da busca pelo conhecimento e por novas vivências. "Toda vez que pesquiso algo novo, eu me sinto mais poderosa. Minha força vem de querer fazer. Produzir algo novo é o que me faz levantar todos os dias e sorrir."

Joice Berth: o poder do coletivo

Arquiteta e urbanista, Joice Berth é também escritora e abordou um tema fundamental em seu primeiro livro, Empoderamento, lançado no ano passado como parte da coleção Feminismos Plurais. "Esse conceito fala do resgate do poder coletivo, de um contexto social e não individual. Ele não é referente só às conquistas pessoais", explica Joice, que é colunista da ELLE.

Em seus textos sobre assuntos contemporâneos, que também publica com frequência nas redes sociais, ela tem o poder de inspirar o público feminino a fazer reflexões. "Eu inspiro mulheres a ter contato com elas mesmas, falando sobre questões como a saúde mental e contando minhas histórias pessoais. Recebo muitas mensagens sobre o que levo para as redes sociais como mãe, profissional, mulher negra", conta.

Joice, que tem quatro filhos, encontrou sua grande força a partir da maternidade. "Quando engravidei pela primeira vez, não foi algo planejado e eu ainda não tinha uma definição profissional. Isso exigiu também que eu olhasse para mim, para tentar identificar quem eu era. Foi um desafio que me fez uma nova pessoa: passei a desenvolver características de força, de reafirmação do meu lugar no mundo", lembra.

Com as mulheres de sua família (mãe, avó, tias), a urbanista aprendeu que ser feliz também é uma forma de luta. "Elas estavam sempre sorridentes, buscando uma alegria de viver, amando, se cuidando, se sentindo bonitas."

Hoje, Joice se conecta por meio da espiritualidade, da música, da arte. "Venho de uma família religiosa, metade católica, metade umbandista. Adoro o candomblé, a filosofia dos orixás e estudo tarô há muitos anos. Escrever também me traz muita conexão. Penso sempre em quem vai ler o texto e em como ele pode carregar afetos positivos. Ainda que possa ser um chacoalhão, quero que a pessoa perceba que quem escreveu aquilo está disposto à amizade e ao acolhimento."

Paula Bellizia: o poder de abrir portas

É praticamente impossível falar em liderança feminina no setor de tecnologia no Brasil sem citar Paula Bellizia, que há 28 anos atua em grandes corporações nessa área. Referência em um universo tradicionalmente masculino, ela ajudou a abrir portas e a inspirar outras mulheres nesse mercado. "Sou apaixonada por tecnologia e tudo aquilo que ela pode fazer pelo ser humano, pela sociedade. Fiz essa escolha logo no início da minha carreira e acho que foi uma das melhores decisões que poderia ter tomado. Desbravar significa ter coragem de enfrentar o que você não sabe, e eu nunca tive problema em perguntar o que eu não sabia."

Ao longo da carreira, Paula muitas vezes foi "a primeira mulher" em conquistas na área. Viu aí sua missão: abrir portas para que outras profissionais entrassem. "Para mim, ter sido 'a primeira' nunca foi um troféu. Quando você é uma mulher no mundo dos negócios, tem a responsabilidade de abrir caminho para as demais."

Este ano, Paula novamente mostrou seu poder de inspirar: decidiu tirar pela primeira vez um sabático – seu último cargo foi como vice-presidente de vendas, marketing e operações da Microsoft para a América Latina. "Poder é também ter liberdade de escolha", conta ela, que é casada há 22 anos e tem dois filhos adolescentes. Para se conectar, Paula malha todos os dias e não abre mão de uma tacinha de champanhe. "Tenho uma energia muito grande, que aplico na carreira e para conquistar conhecimento. Mas o mais importante é a minha família. Meus filhos sempre foram inspiração para mostrar que é possível ter sonhos e realizá-los. Construir um nome, mais que bens materiais." No momento ela segue na direção que sempre deu certo: nunca parar de aprender e traçar os próprios caminhos. "É muito importante ter a responsabilidade do seu destino."

Vídeos

Direção e Fotografia: Milena Seta

Conteúdo: Silvia Rogar

Montagem: Sabrina Duarte

Som direto: Marquinhos Ribeiro

Sound design: Matheus Tibúrcio

Produção executiva: Mariana Araújo

Styling: Lucas Boccalão

Beleza: Robert Estevão

Locação: STATE Inovation Hub e Agência Prime

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