Surrealismo fantástico de Schiaparelli ganha mostra em Paris
Fotos: Divulgação
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Em plena efervescência da temporada de alta-costura do inverno 2023, os holofotes se voltam agora para um dos principais nomes da história da moda no século 20. A estilista italiana Elsa Schiaparelli acaba de ganhar uma nova homenagem do Museu das Artes Decorativas de Paris, que lhe dedica a retrospectiva Schocking: Os Mundos Surrealistas de Elsa Schiaparelli.

Aberta nesta última quarta-feira (6.7), a mostra foca nas parcerias da designer com representantes do movimento surrealista, reunindo 520 obras, incluindo 272 figurinos e acessórios de moda.

Como é praxe nas exposições desse museu, que faz parte do complexo do Louvre, as peças foram justapostas a pinturas, esculturas, joias, frascos de perfume, cerâmicas, cartazes e fotografias, assinados pela imensa lista de artistas que atuaram ao lado de Elsa entre as décadas de 1920 e 1930, um período de ebulição cultural na Europa do qual ela foi uma das protagonistas.

Capa da revista "Minotaure", de Salvador Dalí, integra mostra sobre surrealismo de Elsa Schiaparelli.Foto: Divulgação

Entre eles, figuram lendas como a escritora Elsa Triolet, o fotógrafo Man Ray, o pintor Salvador Dalí, o poeta Jean Cocteau e a artista plástica Méret Oppenheim.

Tela "Schiaparelli, 21 place Vendôme", de Marcel Vertès, datada de 1953.Foto: Schiaparelli Archives

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Dos destaques dos dois andares do Artes Decorativas dedicados à mostra, o vestido Lagosta é, sem dúvida, uma das estrelas. Criada por Schiaparelli a partir do desenho de Salvador Dalí, em 1937, a peça em organza de seda branca foi usada por Wallis Simpson, pouco antes de ela se tornar a Duquesa de Windsor e, depois, virar vilã aos olhos do povo britânico.

Foi por causa do amor por ela que Eduardo 8º abdicou do trono britânico e detonou um escândalo que levaria seu irmão George 6º à coroa e, por conseguinte, sua filha e atual rainha do Reino Unido, Elizabeth 2ª.

Espaço com vestido Lagosta, de Elsa Schiaparelli, em mostra do Museu de Artes Decorativas de Paris.Foto: Divulgação

Além da vasta iconografia gestada por Schiaparelli, outro trunfo da exposição é o bloco dedicado ao trabalho do atual diretor artístico da maison, Daniel Roseberry. Desde que assumiu o cargo em 2019, Roseberry revisita com força surpreendente o surrealismo costurado por Schiaparelli. E tem feito barulho.

Foi ele quem vestiu Lady Gaga para a cerimônia em que Joe Biden e Kamala Harris tomaram posse da presidência dos EUA, no ano passado, quando ela cantou o hino nacional. Aliás, Gaga tem uma parte inteira da mostra dedicada a ela.

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Detalhe bordado em look de Elsa Schiaparelli.Foto: Divulgação

Em passeio pelos corredores, a cenografia visita os salões de alta-costura de Elsa Schiaparelli, então situados no número 21 da Place Vendôme, em Paris. Nomes influenciados por sua moda preenchem os espaços, forrados com peças desenhadas por medalhões como Yves Saint Laurent, Azzedine Alaïa, John Galliano e Christian Lacroix.

Outro nome importante na trajetória da italiana ganhou um espaço só dele: Paul Poiret. Nome seminal da Belle Époque e por quem a tesoura de Elsa guardava relação quase simbiótica, o couturier foi seu mentor no início da carreira.

Imperdível para quem puder passar por Paris nos próximos meses, a exposição ficará em cartaz até 22 de janeiro de 2023.

Aplicação de borboletas em look da grife Schiaparelli.Foto: Divulgação

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