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Se você sonha empreender na moda, saiba em primeiro lugar que ela é sensível. Sujeita às oscilações do tempo, do comportamento do consumidor e da economia, está constantemente em movimento. Mas quase sempre isso é bom: quer dizer que seu trabalho será pautado pela inovação – não só em termos criativos, mas também de planejam ento e gestão. Para apoiar empreendedores e impulsionar novos talentos, o Santander se uniu à ELLE em uma série de conteúdos focados em negócios, capacitação, sustentabilidade e cases de sucesso. A plataforma SANTANDER ELLE CONSULTING reúne a expertise do banco que abraçou a moda à da revista mais inovadora do País – um projeto transformador e em sintonia com os desafios atuais da área.

Moda é criação e cultura. Mas é também um mercado de números superlativos no Brasil. Em 2018, o faturamento da cadeia têxtil e de confecção do País foi de US$ 48,3 bilhões, segundo a Abit (a associação que representa esta indústria). No mesmo ano, o total de peças produzidas chegou a 8,9 bilhões. O Brasil é o quarto maior produtor e consumidor de denim do mundo e ocupa também a quarta posição no ranking de malhas. São 1,5 milhão de empregados diretos – o número sobe para 8 milhões se adicionarmos os indiretos.

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O comércio de artigos de vestuário e acessórios concentra o maior número de empresas ativas no Brasil – há mais de 1 milhão de varejistas formalizados na área, de acordo com levantamento do Empresômetro, consultoria de inteligência de mercado. Isso quer dizer que a concorrência é alta, mas estes são tempos de buscar conexão. O novo empreendedor compartilha e cria pontes com seus pares.

Como a moda é questionadora em sua essência, questione-se sempre: sobre seu produto, quem é o seu público-alvo, os rumos de sua marca. É o sentido do tempo que rege o setor. A moda reverencia o passado, reflete o aqui e agora e, com olhar atento, antevê as transformações que virão. Mergulhar na trajetória de empresas e empreendedores é sempre um enorme aprendizado para as gerações seguintes. São muitas as figuras que merecem ser revisitadas e celebradas.

A partir de meados da década de 1940, Mena Fiala transformou a Casa Canadá, no Rio de Janeiro, em uma versão tropical das maisons francesas, com direito a desfiles glamorosos. Pioneira em negócios, ela fazia peças que eram compradas por outras lojas do Brasil – criando, assim, sua versão do atacado. Também inovou no marketing ao convocar um time de modelos exclusivo, lançando personalidades como Ilka Soares e Adalgisa Colombo. A lendária casa de moda, que fechou as portas em 1966, ganhou um livro com seu nome, escrito pela jornalista Cristina Seixas.

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Visionário no marketing e na moda, o libanês Nissim Hara, fundador da Hope, cismou em divulgar suas lingeries em Roque Santeiro, sucesso absoluto na TV em 1985. Não queria aparecer no intervalo comercial, mas em plena trama do folhetim: graças à ideia, foi ao ar um dos primeiros merchandisings da história das telenovelas nacionais. Nos anos 1980, Nissim já previa: "Calcinha no Brasil ainda é commodity, mas logo irá fazer parte da indústria da moda." Não poderia estar mais certo.

No início da década de 1970, David Azulay captou nas areias de Ipanema o surgimento de um desejo de moda, com a aparição do biquíni de crochê. Começou a experimentar modelagens com o jeans, mas os biquínis ficavam apertados ou frouxos demais. Um amigo sugeriu: "basta cortar as tiras laterais". Surgia, assim, o icônico biquíni de lacinho da Blue Man, marca fundada por David logo depois. Para saber mais sobre ele e outros empreendedores de nosso bem-sucedido beachwear, o livro O Biquíni Made in Brazil, escrito por Lílian Pacce, se aprofunda no tema.

Desde que estreou na moda, no início dos anos 1990, Alexandre Herchcovitch se consolidou como o estilista "top of mind" do País – seu nome é o mais lembrado em diversas pesquisas. Além do enorme talento e dos desfiles inesquecíveis, Alexandre conseguiu o feito graças às estratégias inovadoras de licenciamento. Expert no assunto, ele segue hoje investindo em novos negócios na marca À La Garçonne, depois de deixar a grife que leva seu nome, em 2016. Para conhecer melhor sua trajetória, há uma série de livros – entre eles 1:1, sobre seus 20 anos de moda.

Desde meados da década passada, um novo consumo desponta na moda, com a internet fazendo o papel de conectora entre marcas e pessoas. O bom uso das redes sociais se tornou um grande aliado para os empreendedores de hoje, que já se lançam no mercado associados a valores como responsabilidade social e sustentabilidade. São novas histórias sendo escritas, em sintonia com o tempo.

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