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Moda

Futuro do pretérito

Em sintonia com os desejos do momento, a nova coleção de André Namitala remete a sensações de afeto e nostalgia.

Fotos: Pedro Perdigão
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Quase dez anos atrás, quando lançou a Handred, André Namitala não imaginava que a lã seria uma de suas principais matérias primas. Afinal, a marca não só nasceu no Rio de Janeiro como tem a cultura e estilo locais como inspirações constantes. Daí as peças quase sempre de linho ou algodão. O cenário começou a mudar, após a abertura da primeira loja na capital paulista, em 2018. "Chegar em São Paulo exigiu uma atenção maior para roupas de inverno", diz o estilista. No mês passado, um novo ponto foi inaugurado, desta vez no Shopping Iguatemi SP, e a demanda por roupas invernais se consolidou de vez.

Prova disso é a coleção lançada nesta quinta-feira, 27.05. Com nome de Capelinha, é uma das mais quentes já apresentadas pela marca. Fala sobre conforto em todos os sentidos da palavra, mas principalmente naquele que remete a sensações de afeto e nostalgia. É que a inspiração vem de um pequeno vilarejo que André frequenta desde criança. "Fica na estrada entre o Rio e Mauá", explica. No início do ano passado, o estilista passou por lá com alguns amigos e decidiu traduzir em roupas algumas das suas memórias.

"Capelinha é um lugar que vou desde que sou bebê. São umas 70 casas, no máximo, todo mundo se conhece, o celular não pega e é frio para caramba. Como carioca, tenho essa lembrança de ser onde eu usava meus casacos", conta André. "Tem muitas cachoeiras, uma piscina de água natural e é um lugar onde as pessoas têm uma veia cultural muito forte. Haviam muitas serestas e foi onde em aprendei tudo que sei sobre música brasileira", continua.

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Vem dessa lembrança de uma vida em outro tempo, mais conectada à natureza e às coisas feitas à mão, alguns dos principais destaques da coleção. Entre os bordados, por exemplo, o ponto cruz faz referências às toalhas de mesa, cortinas e outros elementos das casas locais. Os volumes dos casacos são inspirados nos sacos de dormir e barracas que André usava para passar as noites frias olhando as estrelas. Os tricôs de lã foram feitos pela primeira vez 100% manualmente, tipo aqueles feitos por nossas avós.

Desde a chegada da pandemia, o desejo por uma vida longe das cidades, mais calma, natural e humana vem se intensificando e pautando a produção cultural e estética de diversas maneiras. A própria nostalgia de tempos menos conturbados também se conecta a esse movimento. E aqui não é diferente. A Handred sempre se preocupou com os fazeres manuais, mas o resultado agora tem relevância dobrada – e o filme de lançamento, com imagens capturadas em Super 8, só reforça a mensagem.

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