Cadastre-se em nossa newsletter para ler este e outros artigos.

Doses semanais de moda, beleza, cultura e lifestyle, além, é claro, de todas os lançamentos da ELLE!
Inscreva-se gratuitamente.

  • ASSINE NOSSA NEWSLETTER
  • O melhor da ELLE direto no seu inbox! Inscreva-se gratuitamente.
  • INSCREVA-SE AQUI
Moda

Gigante do e-commerce Asos compra a Topshop

Negócio bilionário dá um novo fôlego à varejista na corrida por um espaço no comércio digital.

Jason Alden/Bloomberg via Getty Images

Fachada da loja Tophsop em Londres

PUBLICIDADE

A varejista online Asos anunciou a compra da Topshop e outras três marcas do grupo Arcadia, que entrou em processo de falência em novembro de 2020: a Topman, Miss Selfridge e HIIT, em um negócio de £265 milhões (cerca de R$2 bilhões) — e outros £30 milhões por todo o estoque das marcas. As filiais das lojas, no entanto, ficaram de fora da transação.

O negócio segue uma tendência entre os varejistas digitais de abocanhar marcas antes dominantes, que enfrentam alguma dificuldade. Na semana passada, por exemplo, o e-commerce de moda Boohoo comprou a loja de departamentos britânica Debenhams por £55 milhões.

Embora a Asos tenha sido uma das primeiras empresas bem-sucedidas no mercado de e-commerce no Reino Unido, a ascensão de diversas marcas concorrentes obrigou a varejista a buscar formas de manter sua posição em um mercado cada vez mais congestionada, principalmente pela popularização de e-commerces de fast fashion chineses.

Além de um estoque recheado de peças prontas para a venda, o acordo rendeu a Asos um mercado de consumidores fiéis, na faixa dos 20 anos. Vale lembrar que peças da Toposhop já eram vendidas dentro da Asos. Embora a Topshop tenha perdido muito de seu apelo nos últimos anos, a marca ainda carrega certo prestígio. Segundo levantamento do site Business of Fashion, a Asos vendeu cerca de meio milhão de pares de jeans e 300.000 vestidos da Topshop, enquanto 80% da HIIT vieram do site da Asos.

PUBLICIDADE

"Podemos oferecer mais ao nosso consumidor lançando a marca diretamente em nossa plataforma, do nosso jeito", disse o presidente-executivo da Asos, Nick Beighton, em uma ligação com investidores. "Esta operação terá um custo incremental muito baixo para nós."

Além de engrossar a lista de marcas próprias da Asos, a aquisição da Topshop reforça a transição do e-commerce para um modelo de negócios verticalmente integrado — que abarca tanto a produção quanto a distribuição.

O negócio de alto perfil marca a primeira investida da Asos em fusões e aquisições e reflete uma corrida que se intensifica rapidamente para dominar o crescente mercado online da moda.

A Asos surgiu no mercado como uma varejista multimarcas tradicional, que oferecia ao consumidor peças da Calvin Klein, North Face e da própria marca Asos em um mesmo lugar. Nos últimos anos, a empresa dobrou a oferta de produtos de marca própria, com o lançamento de linhas adicionais, como Asos 4505 e Collusion. Durante a pandemia, lançou Asyou, uma linha mais barata voltada para consumidores obcecados por tendências que o rival Boohoo atende.

PUBLICIDADE

Ao longo de quase dois meses, ELLE Brasil conversou com mais de 40 profissionais diretamente afetados pela crise da covid-19. O resultado é uma série de reportagens com relatos profundos de uma indústria desesperada por esforços coletivos.


Tenha acesso a conteúdos exclusivos
ASSINE A ELLE