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O grupo Soma, detentor de marcas como Farm, Animale, Cris Barros e Maria Filó, fechou um acordo para adquirir a companhia Hering, na última sexta (23.04). Com isso, as ações da centenária varejista, fundada em Blumenau (SC), serão incorporadas pelo grupo. A efetividade da transação está sujeita a aprovação de acionistas e do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE). O acordo avalia a Hering em R$ 5,2 bilhões. Após o anúncio oficial, na manhã desta segunda (26.04), suas ações dispararam em 30% na B3 (Bolsa de Valores de São Paulo).


''A Hering e o Grupo Soma avaliam que a operação será transformacional no que tange a consolidação de uma plataforma de marcas no varejo de moda, ampliando o seu mercado endereçável total, conectando diferentes audiências e abrindo um novo espaço e avenida de crescimento dado o portfólio altamente complementar'', dizem as etiquetas em comunicado oficial.

A ação ocorreu duas semanas após o grupo Arezzo (Schutz, Anacapri, Alexandre Birman, Fiever, Arezzo e Alme), ofertar um valor, aproximado em 3,3 bilhões, para incorporar a Hering ao conglomerado. A tentativa não foi bem sucedida. Em comunicado, a blumenauense diz que a proposta ''não atendia ao melhor interesse dos acionistas e da própria Companhia.''

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Diferente do Soma, criado a partir da junção de Farm e Animale em 2010, a Hering é centenária. Foi fundada nos anos 1880, na cidade de Blumenau (SC). Hoje, engloba as etiquetas Hering Kids, PUC e Dzarm. Ambos conglomerados têm capilaridade predominantemente nacional e atuam no segmento de varejo, somando altos números: o Soma reportou um recorde de vendas no quarto trimestre de 2021, somando 555,4 milhões de reais de faturamento - 23,4% a mais que no mesmo período do ano anterior.

As compras de grandes etiquetas têm sido recorrentes na indústria da moda – do varejo ao luxo. Na última semana, foi divulgada a negociação do Soma para compra da Shoulder. Em 2020, o grupo já havia incorporado a marca Nati Vozza, da influenciadora de mesmo nome. Outros exemplos foram as compras da Reserva, pelo Grupo Arezzo, e da plataforma Steal The Look, pela Magazine Luiza.

A movimentação faz parte de uma estratégia de aceleração de marcas de moda promissoras. Conhecida no mundo corporativo como corporate venture capital, diz respeito à compra ou investimento por grandes em startups e negócios inovadores.




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