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Esta temporada de moda provavelmente ficará conhecida como aquela em que os desfiles presenciais puderam ser retomados – e que, diferentemente do previsto em março de 2020, lá no longínquo começo da pandemia, pouco mudou de fato. Ainda assim, há quem tenha percebido uma necessidade de transformação mais urgente e continue levando essa ideia adiante. Uma delas a estilista francesa Marine Serre.

Sua apresentação para o verão 2022 foi um evento num espaço aberto no bairro do Marais, em Paris, onde aconteceu a exibição do filme Ostal 24. O nome significa casa em Occitan, uma língua histórica falada na região da França onde Serre cresceu. No vídeo a estilista mostra sua nova coleção em uma casa simples, no campo, onde os modelos/moradores cozinham, fazem seu próprio vinho, comem e cuidam um dos outros. "Essa casa nos transporta para mundos interiores e exteriores que podem ser situados em qualquer lugar no passado, presente ou futuro", explica ela, por meio de um release postado no Instagram da marca.

Nessa sociedade alternativa idealizada pela estilista, as roupas são feitas a partir de upcycling e do reaproveitamento de tudo o que as circunda (um total de 90% da coleção). São peças texturizadas, recortadas com mix de estampas, patchworks e mistura de tricôs de diferentes pontos. Sua famosa padronagem de lua crescente, agora se junta a prints de quadros com imagens de cachorros, retratos ou florais bordados, reforçando um clima doméstico e familiar – no sentido literal e figurado da palavra.

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Os elementos de casa nesse desfile também se mostram nos acessórios – brincos de garfo, colares de colher – e peças feitas a partir de tecidos de toalha de mesa, cortinas e estofados.

Desta vez, Serre, que sempre foi afeita à ideia de modernidade e a looks futuristas – na descrição de seu Instagram, inclusive, lê-se FUTUREWEAR –, se viu olhando para códigos indumentários e comportamentais do passado. No release de sua coleção, ela explica que está explorando a oportunidade de descobrir novas maneiras de vivermos juntos como uma comunidade global e de encontrar um novo diálogo com nós mesmos.

É sobre imaginar "como o futuro pode ser se nós mudarmos nossos hábitos e pensarmos mais profundamente na comida que nós comemos, na maneira que atravessamos a vida e nas roupas que usamos", continua ela. Se o futuro for realmente da maneira que a estilista imagina, será muito mais fácil convencer a todos de que a mudança é necessária.

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