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Moda

Moda livre, como deve ser

Quem gosta de moda e de realities, acaba de acompanhar o game show perfeito: Fashion Trends - O Desafio, uma produção de Moda Livre. Aqui, conversamos com a campeã, Lelê Martins.

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CONTEÚDO APRESENTADO POR MERCADO LIVRE

Na última semana, foi dada a largada de Fashion Trends - O Desafio, o game show de Moda Livre. Nos episódios, apresentados por Josy Ramos, os quatro participantes encaravam provas de tempo limitado e, após muita correria e emoção, eram devidamente analisados pelo influenciador Kadu Dantas. Lelê Martins, Gui Grossi, Ariah e Victor Michels mostraram na prática como usar as tendências de outono-inverno que já estão disponíveis no espaço de moda e beleza de Mercado Livre.

Mas, como em toda boa competição, apenas um saiu vencedor. De virada, Lelê levou o prêmio, se tornando a nova parceira de Moda Livre. Em conversa com a ELLE, a influenciadora carioca, de 26 anos, conta sua história, comenta os desafios enfrentados na competição e fala sobre a coragem de ser quem se é.

Em que momento o seu interesse por moda nasceu?

Eu entendi que tenho o direito de estar no ambiente da moda há pouco tempo. Enquanto uma mulher gorda e negra, tive poucas referências. A Raven, de Visões da Raven, era uma das poucas mulheres parecidas comigo na televisão. Cresci assistindo à série e comecei a me interessar por estilo por conta dela. Assim como a personagem, eu buscava roupas em brechós e fazia as minhas brincadeiras. Em lojas, não encontrava roupas do meu tamanho e também não possuía condições financeiras para comprar. Então, aprendi a customizar peças antigas com a Raven.

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Quando passou a criar conteúdo para as redes sociais?

Comecei alguns meses após o início da pandemia. Estava levemente entediada e muitas pessoas pediam para que eu falasse sobre a minha vivência. Antes, o conteúdo era bem informal, até perceber que eu poderia expandi-lo. Sempre usei a moda como uma forma de expressão, assim como a minha prótese. Da mesma maneira que as pessoas que usam óculos, compram modelos de formatos e cores diferentes, eu entendo que a minha prótese não merece ser escondida. É algo que preciso usar todo dia, então porque não brincar com ela? As pessoas começaram a se interessar por isso.

Embora tenha seus bônus, as redes sociais também podem ser danosas. A sua experiência tem sido positiva?

No começo, eu tinha muito medo de expor a minha personalidade. Seria mais fácil seguir o que todo mundo faz e adotar um jeito neutro de ser. Mas, eu não sou isso. Comecei a contar quem é a Alessandra de verdade. Entendi que é até melhor porque fez com que as pessoas se identificassem comigo. A minha vivência é a de grande parte do Brasil, é uma realidade próxima. Mas, o ônus disso é quando chegam pessoas que odeiam o fato de você não ter vergonha de ser você. Leio comentários, como: “Porque não usa roupas compridas para esconder a prótese?”. Não posso deixar que isso me atinja.

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Como foi participar e ser a campeã de Fashion Trends - O Desafio?

Eu fiquei com medo de participar. Uma coisa é você falar de estilo nas suas próprias redes sociais, outra coisa é estar em uma competição. Quando a Josy [Ramos] falou “Vamos ver quem entende mais das tendências de moda”, eu me perguntei o que estava fazendo ali. Mas decidi ir com medo mesmo e foi a minha melhor decisão. No início, ainda estava mais travada, mas depois pensei: “É agora ou nunca”. Experimentei um outro formato, me conheci em um outro lugar e não só tentei como consegui. Eu não imaginava mesmo que ia ganhar. Na hora que anunciaram, dei um grito.

Qual prova foi mais difícil?

Na primeira prova, eu peguei uma tendência que já usava, mas não sabia o nome, o dopamine dressing. Costumo vestir muitas cores, então adorei a composição que fiz. Já a segunda foi o meu maior desafio. Montar um look para uma outra pessoa com um corpo e estilo diferentes do meu foi bem difícil. Acabei fugindo bastante porque não consegui me desassociar do meu gosto pessoal, mas foi um exercício. E na última prova, eu estava muito animada. Logo quando começou a contar o tempo, eu peguei o kimono e pensei no resto do visual a partir dele. Fiquei muito feliz com o resultado.

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No terceiro episódio, você comenta sobre a aceitação de sua prótese. Ainda que a passos lentos, a moda tem se empenhado em ser mais inclusiva. Como observa esse cenário?

É positivo perceber que tem existido uma mudança. Eu me tornei uma pessoa com deficiência em 2018, não faz muito tempo. Antes, não tinha muitas referências, mas depois passei a buscar. Quero estar perto de pessoas que se pareçam comigo, quero me ver, quero me identificar. Eu imagino que, para as pessoas que já tenham nascido assim, seja ainda mais doloroso. Se para mim a representatividade já tem tanto poder, imagina para elas. Esse caminho está acontecendo de forma concreta até por uma pressão social. Finalmente, estamos nos conectando com a realidade.

O que é moda livre para você?

Para mim, é entender que moda não é sobre regras. Na verdade, pelo contrário. Moda é muito mais sobre liberdade, sobre uma forma de expressão. Não se resume apenas a roupa. Quero que toda a minha imagem comunique quem eu sou. Moda é sobre o valor de sua escolha, e não sobre o que os outros consideram que você deveria usar. Estou no auge da minha liberdade de expressão de moda.

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