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Em condições normais de temperatura e pressão, a Moschino desfila suas coleções na semana de moda de Milão. Porém, nesta temporada, a grife italiana escolheu Nova York como locação para a apresentação de verão 2022. E a mudança não foi só de cenário. No estilo, o tom bem-humorado e lúdico que costuma acompanhar as coleções assinadas pelo diretor criativo Jeremy Scott, agora, aparecem mais tímidas. Ou pelo menos controladas. Mais um sinal de que o mood da moda talvez esteja ficando minimamente mais considerado e menos exuberantes sem motivo.

Se considerarmos os vestidos de cachorro-quente e saias de hamburger, da última coleção resort, dá quase para dizer que a Moschino ficou levemente minimalista. Pelo menos nas formas. A silhueta dominante nesta estação é aquela da virada dos anos 1950 para os 1960: tailleurs (com tops em vez de blusa ou camisa), vestidos acinturados, casacos com babados nos bolsos e barras, tudo em tons açucarados e com estampas de ursos, elefantes e passarinhos.


A temática infantil é evidente. Tinha até uma espécie de tecido matelassado, mais conhecido por ser usado em troca-fraldas de bebês. Vale lembrar que o assunto não é novidade para Jeremy nem para a Moschino. Elementos lúdicos são recorrentes na história e trabalhos de ambos. Vide os vários ursinhos de pelúcia que já apareceram em criações do estilista americano e em coleções antigas da marca italiana.

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Desta vez, porém, são os acessórios que melhor traduzem a essência kitsch exagerada da etiqueta e de seu atual estilista: bolsas que imitam baldinhos e dadinhos de bebês, colares com alfinetes (para fraldas) e pulseiras de brinquedos infantis. Ao fim do desfile, três looks são decorados com bichinhos de pelúcia e uma modelo desfila com um chapéu de móbile. Em tempos de escapismo, voltar para infância pode ser apenas mais um deles.

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