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Quando Islana Rosa decidiu lançar sua marca, ela estava no meio de um divórcio e morando na China. Empreender, assumir as rédeas da própria vida, ser independente (em todos os sentidos) eram sonhos antigos, que demoram algum tempo para se tornarem realidade. "Casei muito cedo e vivi acompanhando meu ex-marido pelo." diz ela. Ele era atleta e se mudava com frequência de cidade e até de país. "Aos 19 anos fui morar em Belo Horizonte por dois anos e meio, antes de ir para Lisboa, onde tive meu primeiro filho. Um ano depois, fomos para Londres. Lá, nasceu meu segundo filho e foi onde eu comecei a me interessar por moda."

Foi ao longo dos seis anos na capital britânica que a catarinense percebeu, pela primeira vez, que poderia – e gostaria – de trabalhar no mercado. Porém, ainda faltava tempo. "Com a vida que levava e dois filhos pequenos, não conseguia tirar nada do papel." Quando estava próxima de concretizar o desejo, veio mais uma mudança, dessa vez para a China. Com dificuldade de entrosamento e sem ter muito o que fazer, Isalana focou ainda mais na ideia de ter uma etiqueta só sua e traçou os primeiros esboços de como isso seria. Com a separação, viu sua vida se transformar e percebeu que era o momento ideal.

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Em vez de voltar para o Brasil, retornou a Londres, onde já conhecia algumas pessoas que podiam ajudar na nova empreitada. "Não tinha noção nenhuma de moda, só o desejo de trabalhar com isso. Não sabia como fazer a parte burocrático, a produção, não sabia nada", conta ela, que pensou em desistir algumas vezes. A solução foi se unir a quem já tinha conhecimento e know-how.

As artistas Greicy Kelly e Joyce Gomes e, no centro, Islana Rosa. As artistas Greicy Kelly e Joyce Gomes e, no centro, Islana Rosa.

É aí que entram Alfredo Orobio e Marilia Di Biasi, da Away To Mars. "Chegamos bem no começo da operação, então foi um processo de cocriação mesmo, de desenvolver um pouco do que seria a marca, reforçar os compromissos sustentáveis e com o empoderamento feminino, e pensar nessa roupa como elemento de poder", explica Alfredo. "Eles foram e são fundamentais, porque eu só tinha o desejo e a vontade de executar, não tinha a experiência", completa Islana.

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O lançamento oficial foi em 2019, em Londres, então centro das operações do negócio. Porém, com um time encabeçado por brasileiros, não demorou muito para que a novidade chegasse por aqui. "Por uma questão de logística, concentramos tudo por lá, mas logo começaram a aparecer vários comentários nas nossas redes sociais perguntando onde encontrar no Brasil", diz Islana.

Em setembro daquele ano, ela decidiu retornar ao país, já que o pai do seus filhos também se mudara de volta. O movimento foi a deixa para trazer parte das operações para o Brasil, plano este anunciado com um desfile, em novembro. Só não estava prevista uma pandemia no meio do caminho. "Tivemos que adiar e repensar tudo", fala a empresária.

Modelo com look da marca Islanna.

A ideia inicial era que as atividades em solo nacional começassem em setembro de 2020, o que acabou não acontecendo. O lançamento do e-commerce brasileiro, previsto para o início de 2021, também foi adiado algumas vezes. Mas agora, a espera acabou. A loja virtual está em soft-opening a partir deste mês, com uma coleção-cápsula especial para o dia dos namorados.

Entre os destaques, estão as peças criadas pelas artistas Amanda Lobos, Greicy Kelly, Joyce Gomes e Mitti Mendonça, parte do projeto Vozes Negras. O lucro de cada item será partilhado igualmente entre a autora da arte e instituições que trabalham com o empoderamento feminino negro no Brasil, como a Gelédes e a ONG Criola.

Por enquanto, a oferta com produção nacional é reduzida, mas os planos são de que ela seja equiparada à internacional ao longo do ano.

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