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PANCs são plantas alimentícias não convencionais. Basicamente, é tudo aquilo que comumente se descarta, caules, raízes, folhas, sementes, flores e até frutos. Quer exemplos? Serralha, caruru, limão-cravo, amendoim-de-árvore, mamão-verde. Tudo PANC. Isabela Capeto estava ligada nisso há algum tempo, mas começou a enxergar alguns paralelos entre tal conceito e seu modus operandi na moda.

"Gosto da mistura, do excesso. Reaproveitar é o que faço melhor", diz ela. Desde o início de sua carreira, a estilista carioca gosta de recuperar tudo o que sobra e encontra em seu ateliê e dar vida nova àqueles elementos. Nem sempre dá certo e isso é o que mais a motiva. "Para mim, é muito mais fácil continuar criando quando dá errado", fala. E os erros não são corrigidos, são aceitos, assimilados como um desviou ou bem-vindo acaso criativo.

A relação com os PANCs vem daí, desse olhar diferente sobre coisas que estão próximas, mas que, geralmente, não damos muito valor. Por isso, a coleção é quase toda composta de peças e itens básicos, como vestidos e macacões de algodão, camisetas, calças e jaquetas jeans. Porém, tudo extremamente trabalhado e retrabalho ao extremo, com bordados mil, paetês, rendas richelieu, aplicações, carimbos, pinturas em tecidos e crochês, sempre com motivos naturais.

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